Euler de França Belém
Euler de França Belém

Jornalistas do Correio Braziliense vão paralisar atividades no dia 1º de julho

Os profissionais do maior jornal de Brasília exigem o cumprimento de seus direitos trabalhistas

Correio Braziliense 2 capa correiobraziliense

Não há a menor dúvida: o “Correio Braziliense” é o melhor jornal de Brasília (falta concorrência efetiva na cidade) e um dos melhores do país. Mas, desde a queda do tucanato em Minas Gerais e a crise financeira e administrativa do governo do Distrito Federal — o governador Rodrigo Rollemberg finge que administra e os brasilienses fingem que são administrados —, o “Correio” passa por uma fase difícil. Depois de duas paralisações, os jornalistas decidiram que vão interromper suas atividades na sexta-feira, 1º de julho. Os profissionais exigem que a empresa Diários Associados cumpra seus compromissos com os integrantes da redação.

O Portal dos Jornalistas anota que os jornalistas “esperam que o ‘Correio’ deposite mil reais referentes ao reajuste salarial retroativo da CCT 2015/2016 e que faça o pagamento dos freelances conforme cronograma acertado. A empresa comprometeu-se a repassar R$ 1 mil até 30/6 e R$ 2 mil até 18/7, referentes aos retroativos, e a pagar os frilas em datas determinadas até as faturas de maio”.

Direitos trabalhistas

A comissão dos jornalistas e a cúpula do “Correio” vão se reunir na sexta-feira, 24, com a participação do sindicato da categoria, para discutir os problemas salariais e as condições de trabalho na empresa. Segundo o Portal dos Jornalistas, “o Correio afirma que é possível ter novidades quanto ao plano de recuperação, que passa pela venda de debêntures a investidores”.

Os jornalistas do “Correio” divulgaram uma carta à sociedade explicando porque pararam a redação duas vezes. Eles frisam que não querem e não prejudicar o jornal, mas exigem o cumprimento de seus direitos trabalhistas. “Esperamos ter deixado claro com o atual movimento que a disposição em colaborar não significa que tudo é aceitável. Nós, jornalistas, continuamos unidos”, afirmam os profissionais.

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