Euler de França Belém
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Jornalismo não sabe, mas marqueteiro está mais próximo de cientista do que de bruxo

Foto: ultimosegundo.ig

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O veterano Renato Dias, torcedor cada vez mais solitário do VilaNãoVence, publicou ótima resenha do livro “João Santana — Um Marqueteiro no Poder” (Record, 250 páginas), de Luiz Maklouf Carvalho, no “Diário da Manhã”, no domingo, 1º. Há um único problema, se é problema: o jornalista chama o marqueteiro que contribui para a eleição de presidentes no e fora do Brasil de “bruxo”.

O problema nem é de Renato Dias, mas do jornalismo em geral. Acredita-se, no Brasil, que o marketing político tem a ver mais com bruxaria, magia, prestidigitação. Não é nada disso. O marqueteiro lida com criatividade, com subjetividade, mas a parte forte de seu trabalho é uma base que se pode chamar de científica. São as pesquisas, tanto qualitativas quanto quantitativas, que norteiam, em larga medida, seu trabalho. Quando feitas com o máximo de seriedade e preparo técnico, as pesquisas têm caráter científico — nada têm a com bruxaria.

Portanto, o marqueteiro está mais próximo de um cientista, que precisa da criatividade para “colorir” suas informações científicas, do que bruxo imaginoso, hábil em grandes sacadas.

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Epaminondas

Bruxo eu não sei, mas pelo menos um prestigitador com bastante talento para enganar tão bem seu público.

E se o jornalismo quiser insistir no termo “bruxo”, sugiro que depois do tamanho do estelionato eleitoral de inteira responsabilidade de Santana, que o queimemos.