Euler de França Belém
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Jarbas Rodrigues pede demissão de O Popular. Vai cuidar dos negócios da família

O jornalista era editor da coluna “Giro”. Caio Henrique Salgado é cotado para substitui-lo

Caio Henrique Salgado e Jarbas Rodrigues Jr.: o primeiro é cotado para substituir o segundo como editor da coluna “Giro”, de “O Popular”  | Foto: Facebook de Jarbas Rodrigues Jr.

O jornalista Jarbas Rodrigues Jr. pediu da redação de o “O Popular”. Ele era editor da coluna “Giro”, a mais lida do jornal. Ele publicou uma longa carta no Facebook, reproduzida a seguir integralmente. Ele diz que vai cuidar dos negócios da família, no Maranhão e em Goiânia (onde tem uma oficina mecânica). Caio Henrique Salgado é cotado para substitui-lo. Comenta-se que “entrou” numa espécie de PDV informal. Colegas de jornal dizem que não há disso. “Ele estava insatisfeito há algum tempo, desde a saída de Cileide Alves (ex-editora-chefe)  e por isso decidiu sair”, afirma um repórter. Outro colega contrapõe: “A história de que vai cuidar dos negócios da família é 100% verdadeira”.

A carta de despedida de Jarbas Rodrigues

“Hoje é um dia muito especial para mim. Ao mesmo tempo difícil.

Depois de 21 anos no jornal ‘O Popular, pedi meu desligamento da empresa. Não foi uma decisão repentina, mas pensada e planejada há dois anos.

Terei novas responsabilidades, principalmente com a minha família e com o nosso comércio em Carolina, Maranhão. Meus pais, já algum tempo, é quem mais precisam de mim. Mas também vejo no empreendedorismo novas expectativas e oportunidades para os próximos anos.

Não pretendo deixar o jornalismo, minha profissão, apenas terei agora maior liberdade para desenvolver novos projetos nesta área em Goiânia, além de me dedicar mais às lojinhas da família.

A decisão foi difícil porque encerro uma trajetória profissional no Grupo Jaime Câmara, onde tive muitas oportunidades e apoio para desenvolver o melhor trabalho que pude entregar. Formei em Jornalismo (UFG) em fevereiro de 1996, quando já era editor de Economia do ‘Diário da Manhã’, uma grande escola, especialmente quando trabalhei por um ano ao lado do jornalista Aloysio Biondi, com quem aprendi muito neste período.

Em julho de 1996, fui convidado pelo amigo Wanderley Faria para ser repórter da editoria de Economia, onde trabalhei com um grande time, até hoje meus amigos. Cinco anos depois, Isanulfo Cordeiro, meu segundo mestre na profissão e saudoso amigo, me convidou para fazer a coluna Giro nas segundas-feiras. Nunca tinha atuado na área política, mas ele disse: ‘Tenha paciência consigo mesmo, trabalhe muito e se dedique de corpo e alma para aprender. Acredito em você’. Nunca esquecerei estas suas palavras.

Seis meses depois o Isanulfo me dá outra missão: ser repórter especial do jornal, onde eu não teria nenhuma editoria específica. Comecei na política, por conta do ano eleitoral (2002). Fiz neste período as minhas melhores reportagens, função depois ocupada por Vinícius Sassine, hoje um brilhante jornalista no ‘O Globo’. Em março de 2003, Isanulfo me dá mais uma nova missão: ser editor da coluna Giro. A responsabilidade era substituir Ivan Mendonça, uma referência até hoje no colunismo político de Goiás. O meu amigo Isanulfo disse, mais uma vez, aquelas palavras: trabalhe muito, aprenda o mais rápido que puder, porque acredito em você.

Nestes quase 15 anos de colunismo procurei criar o meu estilo. Pelas minhas contas, devo ter editado quase 5 mil colunas neste período, o que resulta em cerca de 70 mil informações publicadas em notas. Claro, cometi erros, algumas vezes fui injusto. Mas nunca tive dificuldade de assumir os meus erros e pedir perdão quando necessário. Acredito que fui o mais democrático possível na coluna e procurei sempre atuar com correção e justiça na minha profissão.

Também tive outras grandes oportunidades no Grupo Jaime Câmara: canal digital de notícias (blog), comentarista no Bom Dia Goiás/TV Anhanguera por quase dois anos, criei juntamente com a minha então chefe no ‘Popular’ e amiga Cileide Alves o programa ‘Papo Político’ na CBN e, mais recentemente, o programa de entrevistas transmitido pelo jornal nas suas redes sociais. Infelizmente, já não podia dedicar mais tempo como gostaria.

No Grupo Jaime Câmara cresci como profissional e pessoa, conheci a minha mulher Andreia, com quem temos duas lindas filhas, fiz grandes amigos e amigas, conheci muitas pessoas e histórias interessantes, enfim, passei boa parte da minha vida. Agradeço, não apenas aos profissionais que já citei, mas a todos que acreditaram e me deram oportunidades no jornal, TV e rádio do Grupo, e especialmente aos diretores e donos da empresa, que sempre foram corretos comigo.

Me orgulho, muito, de feito parte da história do Popular. É hora de deixar a zona de conforto e me dedicar à novos projetos.

Por isto tudo, não foi uma decisão fácil. Mas certamente madura.”

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Helenir Queiroz

Jarbas é um dos profissionais mais sérios que conheci. Soube construir seu prestigio com muita competência e trabalho duro. Conquistou credibilidade. Durante o período em que estive à frente da Acieg aprendi com ele a importância de se posicionar com clareza frente às situações difíceis.
Fará muita falta.
Mas com certeza se realizará como empreendedor.
Parabéns pela decisão!

Jose carlos pureza

Uma grande perda para a própria “notícia”,era viciado na linguagem do Jarbas.