A frase “na guerra a primeira vítima é a verdade” é, de fato, muito boa. E, em parte, é verdadeira. A verdade é, sim, uma das primeiras vítimas. Mas as vítimas reais são pessoas — civis e militares. São as primeiras vítimas em quaisquer batalhas.

O jornalista-cinegrafista Issam Abdallah, da agência de notícias Reuters, morreu em decorrência de disparos de militares de Israel na sexta-feira, 13, no Sul do Líbano. O profissional estava trabalhando.

“Estamos profundamente tristes ao saber que o nosso cinegrafista Issam Abdullah foi morto”, informou, em comunicado, a Reuters. “Estamos buscando urgentemente mais informações, trabalhando com as autoridades da região e apoiando a família e os colegas de Issam”, disse a agência.

Dois jornalistas também ficaram feridos. Assim como Issam Abdallah, eles estavam trabalhando no momento em que Israel retaliava militantes do grupo Hezbollah.

A Reuters, com gente no local, mostrou imagens do bombardeio. Uma profissional chegou a perguntar aos colegas o que estava acontecendo e conta que não estava sentindo suas pernas.

Beirute e Tel Aviv confirmaram a ofensiva de Israel na região. Israel informou que os disparos foram feitos para conter uma tentativa de invasão da fronteira norte com o Líbano. Ao saber que havia acontecido uma explosão na cidade de Hanita, as Forças de Defesa de Israel (FDI) reagiram e dispararam contra os inimigos. “O Exército está respondendo atualmente com disparos de artilharia no território libanês”, afirmou as FDI.

O Exército de Israel disparou contra alvos nas imediações de Dhayra e Alma al-Shaab, próximas da fronteira. O Hezbollah, organização terrorista xiita — ligada ao Irã —, atua na região. O Hezbollah, que milita no Líbano, é aliado do Hamas, grupo sunita da palestina.