O jornalista e professor aposentado da UnB Hélio Doyle, de 72 anos, vai assumir a presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Antonia Pellegrino, roteirista, e Flávia Filipini assumem as diretorias de Conteúdo e de Jornalismo, respectivamente. A superintendente de Redes Sociais será Nicole Briones. O diretor-geral da EBC será Jean Lima.

Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Hélio Doyle foi presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal. No governo de Rodrigo Rollemberg, foi secretário da Casa Civil, e no governo de Cristovam Buarque foi secretário de Governo. Ele foi repórter do “Estadão”, da “Folha de S. Paulo”, do “Jornal de Brasília e do “Zero Hora”. É doutor em História das Relações Internacionais.

Um dos fundadores do PT, na década de 1980, Hélio Doyle desligou-se do partido. Mas permaneceu no campo da esquerda.

Hélio Doyle é um intelectual, mas não dos meramente teóricos. Ele transita com desenvoltura no meio político e jornalístico. Então é a escolha certa para o lugar certo. Pelo seu conhecimento, tanto prático quanto teórico, o profissional vai não apenas desbolsonarizar a EBC. Deve transformá-la numa verdadeira empresa de comunicação, e não numa produtora de “releases” e “imagens” em defesa do governo Lula da Silva. Sua missão é não transformar a EBC numa célula petista ou governista. É transformá-la numa empresa pública, do interesse da sociedade civil.