Euler de França Belém
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Filósofo britânico Roger Scruton sugere que o conservador é o verdadeiro progressista

Os conservadores são em geral os principais apóstolos de uma sociedade moderna e aberta | Divulgação

Os conservadores são em geral
os principais apóstolos de
uma sociedade moderna e aberta | Divulgação

Dada a ditadura de 1964, dirigida tanto por militares quanto por civis (criaram todo o escopo institucional, fazendário e de planejamento do regime), tende-se, ao menos no Bra­sil, a se confundir “monstros” re­pres­sores com liberais e conservadores. Todo aquele que não é de es­querda se tornou sinônimo de reaci­o­nário e, sobretudo, contrário à melhoria das condições sociais. Noutras palavras, estamos falando de verdadeiros “monstros”. Na verdade, ao contrário do que tradicionalmente se pensa, um conservador às vezes, ou quase sempre, é mais “progressista” (termo excessivamente contaminado pela ausência de debates mais abertos) do que esquerdistas.

O filósofo britânico Roger Scruton, apreciador e comentarista dos bons vinhos, escreveu dois livros que são fundamentais para que os leitores tenham uma compreensão abrangente do que é ser conservador. Os que querem elementos — ideias — para se contrapor à esterilidade de alguns discursos da esquerda, sempre hegemônica mesmo quando está por baixo, como agora, devem consultar, apreciando a argumentação bem fundamentada e um texto delicioso e às vezes mordaz, duas obras de Roger Scruton: “Como Ser um Conserva­dor” (Record, 294 páginas, tradução de Bruno Garschagen) e “O Que É Conservadorismo” (É Realizações, 328 páginas, tradução de Guilherme Ferreira Araújo).

Lidos os livros, o leitor, se conservador, vai perder o receio de se apresentar como “conservador”. Porque vai descobrir que os conservadores são responsáveis, em larga medida, pelo avanço da sociedade, do mundo.

Uma resposta para “Filósofo britânico Roger Scruton sugere que o conservador é o verdadeiro progressista”

  1. Avatar Manuel Ferreira disse:

    Finalmente, estamos assistindo à formação de uma direita consciente e que faz críticas à hegemonia de esquerda. Cada dia menos, há menos pessoas com receio de se posicionarem de direita, conservadores, liberais… Enfim, temos que desmitificar os conceitos e vencermos os limites que a visão esquerdológica gerou no país.

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