Euler de França Belém
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Família Câmara avisa executivos que a TV Anhanguera foi vendida para o Grupo Zahran

Pediu-se empenho ao Departamento Comercial. Porque a empresa de Mato Grosso só assume a televisão em 1º de dezembro deste ano

Jaime Câmara Júnior, presidente do Grupo Jaime Câmara e responsável pela excelência empresarial da TV Anhanguera e de “O Popular”

Depois de marchas e contramarchas, a direção do Grupo Jaime Câmara comunicou pela primeira vez aos executivos que a TV Anhanguera foi vendida para o Grupo Zahran. Em novembro a afiliada da TV Globo começa a ser repassada para o controle da empresa de Mato Grosso. No dia 1º de dezembro, a família de Jaime Câmara Júnior sai em definitivo do negócio de comunicação.

Ronaldo Ferrante, executivo do Departamento Comercial

Por que o negócio demorou tanto? Um executivo que participou das negociações afirma que, ao contrário do que se pensa, não demorou muito. “As duas empresas são imensas e foram necessárias auditorias nos vários empreendimentos do Grupo Jaime Câmara. O que ficou constatado é que, apesar de alguns problemas aqui e ali, nada de muita importância, a empresa é sólida e com um nível de organização acima da média. Não há dívidas imensas nem passivos trabalhistas consideráveis. A família Câmara montou um negócio consistente e respeitável. Mesmo assim, as contas tiveram de ser verificadas, assim como todo o patrimônio teve de ser levantado”, afirma.

Finalmente, como é uma empresa familiar, com Jaime Câmara Júnior, o Júnior Câmara, como acionista majoritário — com a participação de, entre outros, Tasso Câmara (sua participação só é menor do que de Júnior Câmara) e Tadeu Câmara —, discute-se agora a partilha do dinheiro da venda. Mas este não é um problema do Grupo Zahran.

Se os executivos da TV Anhanguera foram avisados da venda — a família pediu empenho ao pessoal da área comercial, notadamente a Ronaldo Ferrante, porque a empresa não será repassada imediatamente e seu custo permanece alto —, os de “O Popular” ainda não foram notificados. O Jornal Opção conversou com seis jornalistas do jornal e nenhum havia sido informado do fechamento, em definitivo, do negócio. A questão chave é que o Grupo Zahran tem interesse mesmo é pela TV anhanguera. A empresa tem dois negócios básicos — televisão e gás. Não há nenhuma expertise em jornais impressos. O que se comenta, mas nada oficial, é que se pretende manter “O Popular”, mas priorizando a internet. O Grupo Zahran estudou a fundo mais a TV Anhanguera do que o jornal.

Os executivos da TV Anhanguera não receberam informações sobre o valor da venda. Inicialmente, falou-se em 750 milhões de reais. Depois, o valor teria caído para 250 milhões de reais e, finalmente, se passou a falar em 380 milhões de reais. Mas o número preciso não foi apresentado.

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Bestante

“Nível de organização acima da média”….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….. Agora a parte de negócio “consistente” até que ele tá certo. Pagando 200 conto de vale alimentação pros funcionários e um salário médio de R$ 1.000 na empresa inteira qualquer empresa que fatura milhões consegue “construir um negócio consistente”…. GJC -> P.I.A.D.A.

E QUE VENHA O PEDIDO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA

Concordo plenamente com o comentário acima. Virou piada trabalhar nesse empresa de merda. Quem consegue ser mandando embora nos últimos anos sempre dá gracas a Deus. Consegue sair com todos os direitos e se livrar de toda essa merda que virou essa organização.