Euler de França Belém
Euler de França Belém

Eu não conhecia nem quero conhecer (a música do) cantor Cristiano Araújo

O “linchamento” do jornalista Zeca Camargo diz muito sobre a intolerância totalitária do politicamente correto nas redes sociais

Edmar Oliveira

O psiquiatra Carl Jung, criador da Psicologia Analítica, tem no inconsciente coletivo uma das teorias pelas quais é mais respeitado. Esse fenômeno não deve sua existência a experiências pessoais. Não é adquirido individualmente. Jung faz a distinção: o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e ideias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais que herdamos de nossos ancestrais, que vêm à tona individualmente ou ante a fatos de grande alcance, como a morte do cantor brega romântico Cristiano Araújo, que causou comoção desmedida até nos que, como eu, não o conheciam.

Militante do Facebook, achei curiosa a posição de alguns amigos, dentro e fora dele, especialmente jornalistas, que pareciam querer forçar todos ao desespero. Os que declararam não conhecer o “artista” levaram uma surra virtual, como se estivessem cometendo um crime. Conhecer é ter algum vínculo. É, no caso de cantores, ouvi-los, saber da sua obra. Eu não conhecia Cristiano Araújo. Não considero minimamente arte o estilo sertanejo universitário (que insiste em ficar no primário). E não é por que ele morreu que deve virar sensação — pelo menos para mim. A única ligação que tive com o moço foi vê-lo num outdoor, com aquela pose de falta de cérebro, típica de ídolos do gênero, antes de um show na pecuária, em Goiânia, como vi tantos outros, que surgem no mercado como capim na roça (como ganham milhões de reais vendendo lixo, investem pesado em publicidade).

Música sertaneja mesmo é a tão ardorosamente defendida por Rolando Boldrin e pela saudosa Inezita Barroso, que preserva e expõe as belezas do sertão. Eu jamais ouvi uma musiquinha sequer de Cristiano Araújo. As pérolas do sertanejo universitário são de letras facílimas, com rimas de palavras da mesma classe gramatical, estímulo à cornice e ritmos simplórios.

Não, eu não conhecia Cristiano Araújo. Música, para mim, é arte e cultura. Lamento sua morte e da namorada por serem tão jovens, e também pelo sofrimento da família e amigos. Quando Chico Anysio (foto abaixo) e Millôr Fernandes (foto acima) morreram, senti demais. Eu os conhecia. Tinha “contato” com eles, admiração. Não sou esnobe nem pseudointelectual, mas presenciei amigos do Facebook aproveitarem a tragédia para se promover e dar pito em quem, como eu, exerceu o direito de dizer que não conhecia Cristiano Araújo.

Jornalistas usaram a rede e jogaram para a torcida, sempre com textos agradáveis à multidão, dizendo que Cristiano Araújo era “bom, ia à igreja, jogava futebol, ajudava o próximo…” E por aí vai. Não li ninguém postar que o cantor foi preso por excesso de cachaça e farra, por perturbar o sossego dos vizinhos. Falta de razão e esperteza atrás de curtidas a mais na rede social. Apresentadora de TV chorou soluçando ao falar da morte do rapaz e de sua namorada. Quase não conseguiu dar a notícia. O inconsciente coletivo se manifestou fortemente nesses dias, e veio à tona o arquétipo do mito, dessa necessidade que se tem de adorar figuras que ascenderam em alguma área, mesmo que seja a breguice.

Antes, durante e depois do velório, cortejo e sepultamento de Cristiano Araújo a mídia deu um show, no pior sentido. Sensacionalista, explorou ao máximo. Faturou alto, ainda mais com o corpo no Centro Cultural Oscar Niemeyer, local inadequado em todos os sentidos. Foi um tratamento digno dos conferidos a chefes de Estado. Uma multidão pegou filas longas e chorou, lamentou, desesperou-se. Muitos não sabiam sequer o porquê do choro. Todos, inclusive jornalistas e pessoas inteligentes, foram arrastados pelo inconsciente coletivo, pela falta de razão, que foi submersa e deu lugar às emoções e sentimentos desmedidos. Comportamento de gado. Porteira aberta, todos saíram na mesma direção.

O mitólogo Joseph Campbell influencia os que trabalham com literatura pós-moderna, sobretudo por seu famoso “O Herói de Mil Faces”. Conta no livro como se constrói o mito do herói. Fala da morte no ápice da carreira. Cristiano Araújo era rico, famoso e estava no topo no interior do Brasil — inclusive Goiânia, que ainda é, culturalmente, atrasada. Para Campbell, o morto nessa condição personifica a necessidade que se tem de heróis. Quem são nossos heróis atualmente?

Fui um dos últimos a assistir à crônica do global Zeca Camargo, que, a despeito do direito constitucional à liberdade de expressão, quase foi assassinado virtualmente pelos adoradores de Cristiano Araújo e por jornalistas aproveitadores da dor alheia, que, repito, endeusaram o artista e postaram, cuidadosamente, agrados para a turma quase irracional. Concordo tanto com a fala de Zeca na Globo News que a transformei em impresso para quem ainda não viu. Aí vai:

“Muita gente estranhou a comoção nacional diante da morte trágica e repentina do cantor Cristiano Araújo. A surpresa maior, porém, não é o fato de ele ser tão famoso e tão desconhecido. O Brasil, felizmente, tem um punhado de artistas que não passam pelo radar da grande mídia nem são um consenso popular, mas que levam multidões para seus shows. Essa é uma consequência natural do talento que nós temos pra música cruzado com o tamanho e a diversidade do nosso território. O que realmente surpreende nesse evento triste da semana foi a comoção nacional. De uma hora pra outra, na última quarta-feira, fãs e pessoas que não faziam ideia de quem era Cristiano Araújo partiram pro abraço coletivo, como se todos nós estivéssemos desejando uma catarse assim, um evento maior que nos unisse pela emoção. Nós sempre precisamos disso. Grandes funerais públicos vêm em ciclo expurgar nossas dores como se tivessem uma capacidade purificadora. É só lembrar de despedidas que, dependendo de sua geração, ainda estão na sua memória. Cazuza, Curt Kobain, Ayrton Senna, Mamonas Assassinas, princesa Diana, Michael Jackson. Mas Cristiano Araújo? Sim, Lady Diana, Mamonas, Senna, todos estes eram, guardadas as proporções, ídolos de grande alcance. Como, então, fomos capazes de nos seduzir emocionalmente por uma figura relativamente desconhecida? A resposta está nos livros para colorir. Sim, eles mesmos, os inesperados vilões do nosso cenário pop, acusados de, entre outras coisas, destacar a pobreza cultural da atual alma cultural brasileira. Não vale a pena discutir aqui o verdadeiro valor desses produtos, se é que ele existe, mas eles vêm bem a calhar para que a gente faça um paralelo com a ausência de fortes referências culturais que experimentamos no momento. A morte de Cristiano Araújo, e a quase insana cobertura de sua despedida, vestiu a carapuça de um contorno de linhas pretas num papel branco, só esperando a tinta da emoção das pessoas para ganhar tons e, quem sabe, um significado. Como robôs coloristas, preenchemos aqueles desenhos na ilusão de que estamos criando alguma coisa. Assim como ao nos mostrarmos abalados com a ausência de Cristiano, acreditamos estar, de fato, comovidos com a perda de um grande ídolo. Todos sabemos que não é bem assim. O cantor talvez tenha morrido cedo demais para provar que tinha potencial para se tornar uma paixão nacional, como tantos casos recentes. Nossa canção popular é hoje dominada por revelações de uma música só, que se entregam a uma alucinada agenda de shows para gerar um bom dinheiro antes que a faísca desse sucesso singular apague sem deixar uma chama mais duradoura. E, nesse cenário, qualquer um pode, ainda que por um dia, ser uma estrela maior. Teria sido esse o caso de Cristiano Araújo? O mais inquietante de tudo isso é que o nosso pop não precisa ser assim. Nossa história musical, e mesmo o passado recente, prova que temos tudo para adorarmos ídolos de verdade. E, para chorar de verdade, seja pela presença deles no palco ou na saudade da perda. Mas agora, olhando em volta, parece que não vemos nada disso. Não precisa ser assim. Contradizer o famoso refrão de Tina Turner, ‘precisamos, sim, de um outro herói’, e mais heróis, mas estão todos ocupados pintando jardins secretos.”

Edmar Oliveira, jornalista, é colaborador do Jornal Opção.

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filomenagomes

Só chorou que tinha sentimentos e poucos tem esse privilégio no mundo capitalista e atual!. Os fãs choraram porque estão vivos e quem não gosta do estilo sertanejo , é problema de quem não valoriza. Se sertanejo é ser brega .Pois o Brasil é um país bastante tolerante a música Sertaneja e a menoria quer mandar em quê!? Escolhas são escolhas !!! SE nosso queridíssimo “Z” não aprecia, não!! OS que aprecia não tem culpa alguma da sua indguinação pessoal. Tudo bem que a imprensa exagerou na cobertura , porém ele teria que afetar diretamente aos que sentirá dor de… Leia mais

Elpides Carvalho

A vdd é que esse colega está, assim como, Zeca Capacho, Lizandro Nogueira e outros sabichões da boa música, que sabem o que é bom para a nação, não conseguem admitir o gosto popular! É uma pena eles acreditarem que só o que eles ouvem é bom para a sociedade. Negam a musica sertaneja e ao sucesso que ela faz, mas se vendem ao sistema, como faz Chico Buarque! Acredito que a discussão nao pode ser em torno do pessoal, do intimo, mas sobre a qualidade do objeto! Acho engraçado, pintam Facebook, apóiam quebras de paradigmas, porém, são reféns do… Leia mais

Genumano

Que fique claro que “sertanejo universitário” é apenas um termo e não tem nada a ver com o estilo sertanejo tradicional.

Flávio Coutinho

Esse artigo é outra demostração de ignorância e desrespeito a cultura alheia. E ainda vem dizer que a ofensa sentida é explicada por síndromes psicológicas. Os jornalista estão cada vez menos entendendo a crítica de seus leitores e taxando-os de incultos.

JUSSARA

Que lixo!

Epaminondas

Achei curioso a relação exclusiva entre ser capitalista e ter sentimentos; quando a música sertaneja universitária (ou sua fusão com o ordinário funk carioca, o “arrocha”) nada mais é do que o reles capitalismo faturando alto com música enlatadíssima. Eu, por exemplo, posso entrar nas capitalíssimas Amazon ou Apple e encomendar um disco do Lou Reed e me derreter em lágrimas com música feita com sentimentos saindo pelo ladrão. Concordo que se alguém quer se submeter em ouvir um só tipo de música, a mais ordinária que existe, é questão de gosto pessoal. Mas poderiam fazê-lo com fones de ouvidos.… Leia mais

Kellyson Spindola De Ataides

Ótimo comentário meu caro. Tenho um amigo que sintetizou isso muito bem dizendo: “Quem tem os piores gostos musicais compra os aparelhos mais potentes.” Acho que tenta compensar o lixo que ouve incomodando os outros. Aquela velha história do membro pequeno, sabe como é…

Kellyson Spindola De Ataides

Honestamente parei minha leitura do seu comentário comunista quando cheguei em “…esse privilégio no mundo capitalista atual.” Por favor, releia a postagem e comente com coerência. Ah, quase me esqueci, o princípio do comunismo e seu gado é a incoerência!!

Paulo Eduardo Prado

Achei preconceituosa a afirmação de que Goiânia é culturalmente atrasada. Cada povo tem a a sua cultura e, no meu entendimento, não há comparação entre culturas tão singulares e tão plurais.

Eduardo Gervasio

Edmar, acho que você desconhece C. G. Jung. A expressão “arquétipo do mito” não existe. O mito é que possui imagens arquetipais. Mas te entendo, como todo jornalista, você se acha conhecedor de todas as teoria do saber. Não estou defendendo o sertanejo, estou atacando você enquanto estudioso da mitologia.

Murilo Reis

Exatamente, não existe cultura “melhor” ou “pior”, existe a cultura com a qual você se identifica ou não!

Leo

Eu até iria comentar, mas é mais um querendo pegar fama de carona

Adriana Ferreira de Bastos

Atrasado é seu pensamento,ridiculo!!!!

Adriana Ferreira de Bastos

Me refiro a essa pessoa que escreveu essa palhaçada.Vcs jornalistas com certeza nao são obrigados a gostar de ninguém,mas no minimo devem respeitar o direito dos outros…o meu direito começa depois qe o seu termina..e atrasado culturamente é você, jornalista ridiculo e sem noçao,se nao tem o qe falar nao ofenda o Brasil e nem goiânia..Quem não tem cultura são vcs, que só escrevem um monte de merda..nota zero para vcs!!

Epaminondas

Sempre que alguém suscita que cultura de uma sociedade pode ser refinada ou atrasada, alguém sempre há de lembrar que cultura não se mede assim.

Então vamos mudar a escala de grandeza para variedade: Além do mote sertanejo universitário (detesto esta classificação, mas forçam-na quando invocam o tal “sertanejo de raiz”), que outras expressões culturais Goiânia apresenta? Um ou outro discreto festival gastronômico, uma mostra de filmes… e só.

Somos culturalmente atrasados por sermos culturalmente fechados.

Quantas e quantas vezes alguém justifica que ouve o lixo sertanejo se dizendo “eclético”. Toca um jazz para ver eles terem um colapso.

Kellyson Spindola De Ataides

Até porque “eclético” aos meus ouvidos soa como “não tenho gosto algum, então escolhi o lixo porque ao menos entendo”!!

Machado

É meu caro amigo, sou goiano do pé rachado e me considero culturalmente atrasado nosso estado(Goiás), exemplo vc veja na av.Anhanguera o que fizeram do Teatro inacabado.
Acabou-se (destruição total)
Está faltando só o teatro Goiânia pra afundar!

Juliana Pimentel Unhas de Fibr

??

Frank Martins de Souza

Mas Goiânia é culturalmente hiper atrasada, onde o que é divulgado são somente shows com esse pseudocantores de sertanejo universitário. Ostentação com o tal Villa Mix, nossa cultura não se resume somente a música sertaneja.

Kellyson Spindola De Ataides

Concordo com você Paulo. Sou goiano e posso afirmar com TODA certeza: Não é só Goiânia, é o estado todo, salvo alguns poucos casos!!

Ilza dilveira

Esse foi o texto mais lúcido e correto q li sobre essa polemica! Parabéns, Edmar Oliveira e tb ao Jornal Opção por ter em seu quadro jornalistas como vc!! Estamos todos precisando de debates e mentes como a sua contribuem pra clarear o caminho de todos!!

Lomerio Oliveira

Nunca tinha ouvido falar em Cristiano Araújo, mas respeito quem o admirava.

Natascha

Pelo amor de Deus. Deixe a memória do Cristiano . Vocês já usaram e abusaram do nome dele que nem urubu na carniça . Vamos deixar ele descansar !
E também respeitar o gosto e estilo que cada um ESCOLHE seguir. Por isso que o Brasil não vai pra frente. Muita gente hipócrita. Só vale o que pensa!
Não é por que o sertanejo não lhe agrada, não quer dizer que não é cultura. Vamos acordar. O mundo é globalizado!
Respeitar as escolhas e primordial! E no mínimo ético! !!!!!

Kellyson Spindola De Ataides

Devo presumir que você ainda está de “luto eterno” como os fãs do cantor de lixo universitário bradaram no Facebook, estou certo? Ah, e outra coisa, o escritor não disse que “sertanejo não lhe agrada”, sertanejo é uma coisa e o lixo que esse cara que morreu – como é mesmo o nome dele? – cantava, não é sequer algum tipo de música!

Natascha

Meu jovem! Presumo que você não tenha nada o que fazer, pois está presente em quase todos os comentários .se você acha como lixo o sertanejo universitário , então porque está se preocupando tanto. Vai ouvir suas músicas então e parar de se preocupar com o gosto musical alheio. Felizmente o Brasil é um país livre sem ditadura , então você ouve o que quiser e gosta do que quiser gostar. E meu comentário foi como pessoa , ser humano , que acha um absurdo os outros querendo aparecer em cima de Tragédias . Tá aí seu caso !

Ligia

Mais um idiota que assim como Zeca Camargo, quer chamar a atenção com seus textos decadentes que ninguém jamais leria se o assunto em questão não fosse alguém tão quero como o Cristiano Araújo !

Valdenice

Eu não te conheço mas te acho ridículo. Será q vc é realmente um jornalista. Muito preconceituoso e usa palavras baixas ao descrever Goiânia e a música universitária. Como jornalista deveria se informar um pouco mais antes de falar tanta besteira.

Genumano

Concordo plenamente com o artigo, eu fui criticado até por minha mãe porque disse que não sabia quem era o rapaz. Mas a parte do Zeca é contraditória. Colocar Curt Kobain ao lado de monstros foi demais. Nem nos EUA a morte desse desconhecido, para mim até então, causou comoção.

Genumano

Edmar Oliveira, você chamou Goiânia de culturalmente atrasada por causa do sertanejo? Você não conhece nada, embora tenha concordado com sua crítica em relação ao show da mídia. Imagino o quanto é atrasada a cidade do Rio de Janeiro por causa do funk e São Paulo por causa do pagode.

Ricardo

Hummm…
Essa matéria tem aquele ranço do discurso da pseudo-intelectualidade litorânea.
Se não gosta da nossa Cultura, muda para o eixo Rio São Paulo.

Fabricio Inacio

Jornalista fraco… Pior ainda que o Zeca Camargo, que ao menos foi original a fazer suas criticas e pensamentos. O fez pela posição que exerce, e não pensando em se promover. Se sua intenção era aparecer, em cima do que falou o Zeca, e usando essa morte para ter seu segundinho de fama, conseguiu. Eu nunca havia ouvido falar de vc, e agora estou escrevendo um comentario na sua coluna. Muito fraca diga se de passagem. Parabens pela mediocridade!!!!

luciete

Lá vem mais ..Se gostam ou não ..deixa a alma de Cristiano Araújo descansar em paz…Ele tbem nessas alturas só que descansar em paz…e vamos deixar isso acontecer. ..Nós os fãs dele e esses que ficam detonando. ..Deus o chamou..e creio que ele e a namorada dela estão em um bom lugar onde ninguém fica julgando ninguém. ..falando o que não conheci..É o que penso. …Vamos colocar mais amor em nossos corações e parar com essas picuinhas. .

Adriana De Paula

“A única ligação que tive com o moço foi vê-lo num outdoor, com aquela pose de falta de cérebro, típica de ídolos do gênero” Temos que ler cada absurdo.

Marly Marcal

Outro jornalista que acha q as pessoas só podem gostar de artistas que os “especialistas em música” o dizem ser. É bom q saiba que “o povo” é livre para gostar de qualquer estilo que queira e se os especialistas ainda não perceberam isso, quem está com problema são os especialistas. Se vc não conheceu o Cristiano Araújo, é uma pena porque ali era um cara que valia a pena conhecer! Quanto ao incidente da prisão no passado, que Atire a primeira pedra o artista que nunca se excedeu. E por aqui em Goiás, é bom que saiba e por… Leia mais

Michelle Paz

Qual a necessidade disso? Manchar o nome do Cristiano ou recalque? Me poupe, vamos deixar ele descansar em paz. E muita gente se achando demais

Igor Melo

Ele não tem culpa por ter mais dinheiro que você, invejoso.

Marcio Muniz

Que lixo. Não precisa depreciar ninguém, nem vomitar no próprio berço, se é que és nascido nesse paraíso goiano, para falar que não gosta de música sertaneja, e muito menos, faltar com o respeito à família de um ser humano que morreu. Eu não gostava de Millor e pouco admirava Chico Anysio, porém, não estou condenando sua pouca evoluída massa cefálica. Só acho que gosto é inerente de cada um, e por pior que seja, do ponto de vista alheio, deve ser respeitado. Tenho pouco apreço pelo sertanejo universitário, e acho que é só uma modinha que logo vai passar.… Leia mais

Fernando

Se quer tanto aparecer, ao menos, coloque um título mais coerente. Ninguém é obrigado a entender esses parênteses sem sentido no meio da frase.

Marciel Ventura

“Fãs e pessoas que não faziam IDEIA de quem era Cristiano Araújo partiram pro abraço coletivo”. “CULTURA é o conjugue de conhecimentos e realizações que o ser humana compartilha com seu grupo social”. Se a gente começar a esticar o pescoço, apesar de ser contra vai fazer parte da nossa cultura. Ninguém ouve Mozart no brasil (minoria), mas é cultura?

Henrique

O pior da crônica do Zeca Camargo, e que o jornalista aqui repete, não é o fato de não conhecer o Cristiano Araújo e sim usar a morte de um ídolo do estilo sertanejo universitário para fazer uma crítica a esse estilo musical. Como urubus que nem esperam o cadáver esfriar, ambos os jornalistas se utilizam da comoção popular para ganhar espaço com suas críticas. Eu, que nunca tinha ouvido falar de Euler de França Belém, agora estou aqui comentando. Em primeiro lugar incomoda o fato de consideram que o sertanejo não é cultura. Se cultura é a manifestação da… Leia mais

Davi antunes maciel

concordo plenamente com você Henrique. Zeca Camargo quer conhecer mais países lá fora e por isso que não conhece o próprio país e os gostos e a cultura do povo brasileiro e ele por ser uma pessoa que tem vários conhecimentos e estudo ele teria que ter um pouco de respeito ao gosto das pessoas, independente de quem ela seja ou deixou de ser como as pessoas respeita suas opção de gosto.

Chrissia Pereira

Que texto preconceituoso, tão ou mais preconceituoso do que o texto escrito por Zeca Camargo! As pessoas têm sim o direito a não conhecê-lo, como também o direito a não gostar do seu gênero musical! Mas, seu direito vai só até ai… pose sem cérebro? Não considera arte o sertanejo universitário? Comportamento de gado dos fãns?! Primeiro, que a morte de qualquer ser humano, mexe com todos, ainda mais quando a pessoa é conhecida de milhares e se foi de forma trágica! Segundo, é que eu não sou obrigada a concordar com o seu gosto, mas com certeza o respeito!… Leia mais

Karina macedo

Ridículo seu discurso pobre, e carente de idéias significativas, classificar as pessoas como gado e que seguem o mesmo rumo assim que se abre a porteira é tão quanto semelhante a sua atitude tosca de formular um discursozinho preconceituoso assim como Zeca Camargo, pra que vc entenda melhor, vc pegou o bonde dos esquecidos e quer ter nem que seja através de um texto infame um pouquinho de ibope. Sinto muito lhe informar que sua notoriedade será temporária e pouco aplaudida porque a mesma não representa nada de importante pra ninguém.

Luana Pimentel

Um texto preconceituoso. E desinformado, não pelo fato de não conhecer o artista falecido, (isso não é nenhum pecado, então vamos todos parar com essa de “estou sendo crucificado por não conhecer o Cristiano Araújo) por vezes vi a mídia noticiando (foi assim que tomei conhecimento da detenção) sim, que o cantor havia sido detido por pertubação, e em entrevista o C.A disse… “Tem que ser humilde e assumir, não é porque sou artista, sou melhor que ninguém. Eu estava errado, o barulho estava alto, o vizinho reclamou.” É preciso parar com essa hipocrisia de achar que cultura é ler… Leia mais

Keti Daiani

Sou Goiânia, e me orgulho de onde nasci e vivo até hoje. Devo concordar com o senhor em certo pontos, como a exploração que a mídia fez com a morte do Cristiano Araújo. Mas afirmar que Goiânia e culturalmente atrasada, o senhor deveria rever o conceito de cultura, antes de afirmação alguma coisa. O Brasil e formado por várias culturas, desta forma não existe ” cultura atrasada”. Sinto que o senhor foi muito infeliz nessa afirmação e de uma forma até preconceituoso. Tenha uma boa tarde e reveja seu conceito de Cultura, e se coloque no lugar de um goianio… Leia mais

Larissa Paixao

O que mais me impressiona e a falta de respeito, de jornalista como você. Deveriam no minimo respeitar a dor das famílias envolvidas. E por qual motivo sera que atacam tanto a Cultura do estado de Goias?? Cultura não e algo que se compara e sim algo que enriquece um Pais. Tanto no texto do Zeca Camargo quanto no seu, demonstra o mais puro preconceito, pois afirmo que também aproveitaram um momento de dor para expressar esse preconceito que parece que a tempo queria explodir.

Carolina

Tão feio ver jornalistas usarem palavras “xulas”, denegrir a imagem de um ser humano (pq eu não me refiro a ídolo, pq não era fã tb, mas sim um ser humano como nós). Isso pra mim, significa a mesma falta de miolo no cérebro que vc msm se refere no texto. Jornalistas competentes e evoluidos, devem se a atentar mesmo fazendo criticas. Tá querendo ganhar mídia, querido Edmar Oliveira?!

Mara

Jamais choraria sem conhecer , se esse tal zeca camargo morresse hoje ainda iria pegar uma carona na materia gracas ao Cristiano , e outra ,desconhecido é zeca kkkk nem sabia o nome dele antes , isso foi consequência de que ele foi uma pessoa e um artista maravilhoso e sim vai fazer muita falta e Isso de criticar o gosto alheio ?? Para que tá feio ,só querem aparecer um pouquinho .

Vandinha Moreira

Não conhecia um jornalística quaquel nunca sabe de nada se prepara os goiano e o Brasil sabem e sabia quem era Cristiano Araújo. Há brega é VC.

Sônia

Vivemos em um país democrático onde há espaço para todos. Cada um ouve o que quer. Se o Cristiano conquistou um público isso é devido ao carisma dele. Goiânia não é culturalmente atrasada, nem falta cérebro a quem quer que seja, tudo é uma questão de gosto e cada um deve respeitar o do outro.

Adriano De Sousa Freire

Concordo em parte com o “Z”, não gosto dessa música sertaneja de hoje, mas creio que devemos respeitar as diferenças e se há esse empobrecimento cultural, deveríamos cobrar mais das autoridades melhores condições para a educação e isto sim, há tempos estamos vendo acontecer e ninguém fala nada.

Adailton Cardoso dos Santos

Só aparece idiota, e mais ainda se diz jornalista! Kkkk. …

leticia

Não sei porque perdi meu tempo lendo isso… Outro discípulo de zeca… Faz um favor… Vai viver em Paris que nem sentiremos sua falta… Bjos de luz pra você…

Kellyson Spindola De Ataides

Não entendi seu comentário, mas acho que você quis dizer que todo mundo que é decente, que ouve música decente e que ousa discordar da massa, deve se mudar pra Paris e deixar o Brasil pro lixo que gosta de ouvir lixo, é isso?

Andreia

Quem é você ? nunca ouvi falar, e quem se emocionou chorou é porque tem sentimentos, eu me comovo com muitas coisas que acontecem choro por pessoas que nem conheço quando morrem em acidentes trágicos ou outras circunstâncias ainda mais quando se é jovem e tem uma vida inteira pela frente, pois a dor maior é pra quem fica, pouco importa se o Cristiano era famoso ou não, ele era uma pessoa um ser bom sim, não era marginal, ganhava sua vida honestamente, mesmo com sua musica “brega” como vc diz ser,que pelo contrário tinha lindas canções de amor, vê… Leia mais

gabrieldesousah

Pensei q o jornal opçao era realmente uma opçao as mídias comuns. Ledo engano. Um jornalista querendo aparecer. Não vamos dar mídia para esse coitado. Pois nao conheço nem quero conhecer Edmar Oliveira

fabiane lucena

Olha eu achei um desrespeito da sua parte falar o que você falou do Cristiano Araújo os que choraram no seu funeral no seu enterro foram somente os que gostavam e gostam dele de verdade pq ninguém ia ficar chorando ali sem gostar dele, talvez ele não era tão conhecido fora do Brasil apesar de já ter feito turnê fora, mais aonde ele passou e o tempo que ele cantou ele carregou multidões de pessoas e teve milhões de discos vendidos no nosso Goiás ele era muito conhecido e todos amavam as suas músicas que é cultura sim ao contrário… Leia mais

Caio Maior

Edmar Oliveira comete uma falácia ao afirmar que “Goiânia é culturalmente atrasada”.

Renata

Liberdade de expressão é sim garantida constitucionalmente, entretanto, nem a vida é um direito absoluto (sendo permitida em caso de guerra e em algumas espécies de aborto), então meu amigo é preciso saber que seu direito acaba onde o do outro começa. Não conhecer é totalmente diferente de ofender e discriminar esse tipo de cultura, se você não gosta ok, mas respeite. Adoro guns, beatles, pink floyd, rappa, Renato Russo e vários outros, mas nem por isso deixo de gostar do sertanejo da minha terra, que faz parte de nossa cultura, sim CULTURA. Você como jornalista deveria honrar sua profissão… Leia mais

thiago leao

Sou goiano com muito orgulho e se ser culturalmente atrasado e tar longe de pessoa como você, sou agradecido a Deus por isso.Nunca me senti tão ofendido por um blog, pensei em compartilhar mas pessoas ruins não merece asas.

marcelo

Não tenho palavras para descrever a pessoa mediocre que é você. Só quer se promover!

Kaaairoroger

Quem é edmar oliveira? Mais um lixo jornalístico que por sinal, não entende nada de música, cala sua boca.

Lucas Castelano

Parabéns pelo texto é uma pena ter ficado tão extenso e muitos se perderão no meio do caminho. Acredito que o senhor, ao saber da notícia fatídica não chorou, não se comoveu, e não fez parte do luto coletivo, claro que não você não o conhecia como pessoa tão pouco como artista. Todos que não o conhecia não se surpreenderam com a notícia. Aquela multidão que entrou em luto coletivo faz parte dos milhares de fãs declarados e anônimos, a mídia deu tanto foco porquê sabia do potencial de ibope que essa notícia causaria, ora era conhecido pela maioria brasileira… Leia mais

Raimundo Nunes Da Paz

O cantor não era tão desconhecido assim. A música Brasileira é Regional, tudo é cultura ninguém é obrigado a ouvir o que não gosta pô! Mais que o cara tava causando tava. E mais saibam que o sol nasce pra todos, a sombra sim é pr poucos.

Marcio Muniz

Participar da discussão, como? Se o que eu escrevi foi sumariamente apagado. Medinho de ouvir argumentos contrários

Débora Patrícia

Curt kobain ????????

Andreza

Sou goiana, de nascença e coração, e assim como você não era fã de Cristiano Araújo, tampouco chorei sua morte no Facebook, gosto de artistas que provavelmente são os que você citou como “cultura e arte” mas me senti extremamente ofendida com o seus comentários, me senti também envergonhada que ainda existe gente como você que se coloca em uma posição de superioridade simplesmente pelo gosto musical. Não consegui engolir também o sua citação de que Goiânia é atrasada culturalmente, quem é você para definir que uma cultura é superior a outra? Pois eu acho a cultura goiana linda! Não… Leia mais

Thalita

Todo esse blá blá blá só justifica que esse jornalista não sabe o que é cultura. O Cristiano Araujo marcou uma geração, os nossos costumes, a nossa raiz, que apesar do tempo, nós preservamos. Ele nunca deixou de lado os princípios e valores deixados pela sua família que amava a música sertaneja.

Deisy Freitas

Inveja de que o sertanejo tanto aquele de raiz, o brega, o universitário atrai muito mais pessoas em seus shows do que shows tão bem preparados internacionais aqui no Brasil. Goiânia é uma cidade maravilhosa, culturalmente rica, honestamente é muita burrice de uma pessoa se dizer tão culta falar que somos pobres em cultura. Façam o seguinte, caros colegas Srs. Edmar Oliveira e Zeca Camargo, estudem nossa história, pelo menos, antes de falar do povo goiano. Como toda região têm-se características, sotaques, formas de viver, aqui também não seria diferente. Somos sim sertanejos, caipiras, românticos, ou como você mencionou “bregas”,… Leia mais

Epaminondas

Verdade, respeitem sertanejo! Respeitem Cristiano Araújo, este representante da verdadeira identidade sertaneja!

Pois como todos sabem, sertanejo é aquele estilo musical da roça, com guitarras, contrabaixo, bateria e samplers! Cristiano Araújo e seus amigos do “sertanejo universitário”, cuja a coisa mais próxima de um cabo de enxada que chegaram foi segurando a barra de bíceps na Body Tech!

Um monte de gente aqui se dizendo “sertanejo com orgulho”. Sertanejo, aquele pessoal marombado, que passam todo dia em balada na boate, toando red bull e com gel no corte de cabelo escovinha. Realmente, é tudo muito roça, tudo muito rural!

Ana Francisca

Ele não foi crucificado porque não conhecia o cantor, mas pela esnobe posição ante a nossa comoção e abraço coletivo, ele foi lá na pintura dos livros de “Jardim Secreto”…gosto dos dois:dei de presente para minha mãe, o livro…Graças a Deus a humanidade ainda se comove diante da dor alheia, o problema seria se nada mais nos assustasse,

Epaminondas

Quantas e quantas pessoas tem a vida interrompida tragicamente nas estradas brasileiras, mas a gente não vê esta sensibilidade toda aflorando.

Mas como o sujeito runhia um “tche-tche-tche”, oh, foi uma catarse.

Sobre livros de colorir, eles sempre existiram. A comparação é perfeita: Uma cartase. Se antes era coisa de criança aprendendo coordenação motora, na hora que o rebanho adota como “atividade anti-stress”, vira modinha.

Tomara que algum dia vire modinha ouvir mais do que um estilo musical.

Daniela Neves

Você afirma que sentiu a morte do Chico Anísio e Millôr Fernandes por conhecê-los. Da mesma forma sinto a morte do Cristiano Araújo que não era ídolo de uma música só e eu senti, e muito, sua morte. A grande questão é que ele ainda não tinha entrado na panelinha dos pseudointelectuais do eixo Rio-São Paulo. Goiânia é uma cidade rica em cultura e não é só sertanejo, não. O preconceito sobre minha cidade e a música sertaneja é notório. As pessoas que não se agradam do gênero fazem de tudo para desmerecê-lo, simplesmente por se acharem mais cultos que… Leia mais

Epaminondas

Ser mais culto que quem tolera sertanejo não é das coisas mais difíceis do universo.

Leu Schopenhauer? Pena que não foi tocada por seus escritos, tendo em vista que ele dizia que “A quantidade que alguém suporta ruídos está na proporção inversa da sua capacidade mental” e lamentava “belos pensamentos perdidos para sempre”, porque eram interrompidos pelo estalar de chicotes de cocheiros que passavam em sua porta.

O que Schopenhauer teria dito se morasse vizinho do Villamix, antro aonde Cristiano Araújo se sentia em casa? A humanidade teriam perdido um grande filósofo por colapso diante deste horror.

juniomar

Ninguém é obrigado a ouvir música nenhuma não. Somos livres. E diferentes. Não há ninguém igual. Podemos ter gostos parecidos mais não somos iguais a ninguém. Respeitar as pessoas em primeiro lugar e bom. Principalmente quando ela não está mais entre nós. Pois é muito fácil falar de alguém que já morreu. como ela vai se defender???!!!!!!

Epaminondas

Como assim ninguém é obrigado? Meus vizinhos dão uma festa e o que tocam? Sertanejo. A família dá uma festa? Sertanejo. Tento dormir de madrugada e o que passar na minha porta? Carro tunado com o sertanejo comendo alto. Há shows nos arredores e o que tocam? Tchaikovsky. Mentira, S-E-R-T-A-N-E-J-O. É assim mesmo, só tem esta opção? Sério que vocês se ofendem quando apontam para o óbvio desta restrição cultural? Só praticam uma opção musical, aonde sequer se dão trabalho de mudar de assunto (é o mesmo monotema, pegar mulher em balada, rodeio e cerveja em lata) e às vezes,… Leia mais