Euler de França Belém
Euler de França Belém

Editora Três demite 15 jornalistas e diagramadores e vai trabalhar com freelances

A internet representa um tremendo sucesso em termos de acesso, mas não em faturamento comercial

Para jornais e revistas, a internet representa um sucesso e um fracasso. Sucesso, porque aumentou o acesso às publicações. Fracasso, porque, apesar do acesso multiplicado, não há um faturamento comercial correspondente. Só aos poucos os portais das publicações vão atrair faturamento adequado para manutenção e lucro.

No momento, investe-se mais do que se fatura com a internet. Mas a adaptação ou readaptação é questão de tempo. Até lá, algumas publicações por certo deixarão o mercado ou se tornarão cada vez menores. A tendência é por uma espécie de “blogonização”.

O Brasil está em crise e, portanto, jornais e revistas não caminham bem com as próprias pernas. Quem tem endividamento bancário, como as grandes publicações, está fazendo cortes drásticos em pessoal e estrutura. O objetivo é manter uma taxa de lucro, ainda que mínima, e sobreviver. Não está fácil; pelo contrário, a situação é complicada. Recentemente, o grupo Folha vendeu sua parte no “Valor Econômico” para o Grupo Globo com o objetivo de se capitalizar.

Entre as revistas, a situação da “IstoÉ” parece ser a mais complicada. Os salários estão atrasados e ainda se discute o pagamento do 13º salário. Aliás, o problema não é só da “IstoÉ”, e sim da Editora Três, que a publica.

“Meio&Mensagem” informa que, em processo de reestruturação, a Editora Três demitiu 15 jornalistas e diagramadores das revistas “Menu”, “Planeta” e “Motor Show”. As publicações “passam a trabalhar com freelances”.  A diretora do núcleo, Gisele Vitória, foi demitida.

Luiz Gustavo Pacete, do “Meio&Mensagem”, afirma que a Editora Três pretende “retomar a publicação das revistas em 2017 por meio de novo modelo trabalhista. Até então, os profissionais eram contratados em regime de pessoa jurídica, mas com direito a férias e décimo terceiro. O novo regime de trabalho, que inclui o não pagamento de décimo terceiro e férias se estenderá, em 2017, aos jornalistas de outras publicações da empresa”.

“Dinheiro” e “IstoÉ”, revistas que já estão enxutas, não demitiram. Mas estão em crise.

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