Euler de França Belém
Euler de França Belém

E se William Waack não for racista? Por que demiti-lo devido a uma frase infeliz?

O chiste esconde mais do que diz — a verdade do que se quer dizer. Apresentador da Globo deve ser demitido por causa de uma frase infeliz? A execração pública é suficiente

William Waack, da Globo: frase infeliz serve como instrumento de ataque da esquerda

William Faulkner chegou a ser criticado como racista e misógino. Críticos mais atentos, como Harold Bloom, notam que não há racismo na sua prosa, e sim exposição da vida tal como é, revalorizada e reconstruída por meio da imaginação literária. Percebe-se também que o escritor sulista espalhou por sua obra, conectada quase de ponta a ponta, mulheres fortes e homens frágeis. Harold Bloom, no magistral “O Cânone Americano” (Objetiva, 616 páginas, tradução de Denise Bottmann), nota que, ao mencionar homens e mulheres, o autor não falseia a realidade, registra a cultura de um tempo, mas não deixa de apontar a força das mulheres (um modelo era sua mãe, Maud). No romance “Luz em Agosto” (Cosacnaify, 448 páginas, tradução de Celso Mauro Paciornik), William Faulkner conta duas histórias, nem sempre conectadas. A primeira é a de Lena Grove, que faz uma longa viagem para reencontrar o homem que a engravidou. É uma personagem formidável, quiçá uma Eva — forte e bela. É a parte epifânica da obra. (Joseph Blotner, numa biografia cartapácio, relata que, como produtor rural, Faulkner, contrariando a cooperativa à qual pertencia e a um irmão que dirigia sua fazenda, não quis subir os preços de seus produtos, com o objetivo de não prejudicar os consumidores, sobretudo os negros.)

A segunda história é a de Joe Christmas, que mata sua amante Joana Burden, uma abolicionista e sua protetora (Harold Bloom sugere que estava tão “louca” quanto Joe Christmas; talvez não a loucura comum). Joe Christmas é branco e é negro. Como assim? No orfanato um homem disse que ele era filho de negro (e branco). Mas sua pele era branca. Mas, nos Estados Unidos, filho de negro com branco é negro. O resultado é que Joe Christmas (a sigla do nome é J. C., e intencionalmente) vive atormentado, sem saber qual é a sua identidade real. Torna-se violento e incontrolável. Os ditos civilizados decidam castrá-lo e o lincham. O romance é tão belo quanto doloroso. O que há de racismo no livro? Nada. Mas leituras apressadas, sobretudo ideologizadas, podem sugerir o que ele não diz, e tampouco sugere. Afinal, Joe Christmas foi morto porque era um negro fingindo-se de branco? Narrar isto equivale a ser racista?

Depois de Faulkner, outro grande escritor americano voltou ao tema do negro-branco ou do branco-negro. No romance “A Marca Humana” (Companhia das Letras, 456 páginas, tradução de Paulo Henrique Britto), uma espécie de resposta literária ao moralismo que quase derrubou o presidente Bill Clinton — dado o sexo oral com Monica Lewinsky —, Philip Roth conta a história do professor universitário Coleman Silk. Ele é branco? Ele é negro? É visto como branco, mas tem sangue negro. Portanto, é negro, numa sociedade que não admite meios tons ou a identidade escolhida pelos indivíduos. Confrontado com sua negritude, Coleman Silk é tão destroçado — e é acusado de abuso sexual contra uma faxineira — quanto o Joe Christmas de Faulkner.

A diversidade e a tolerância estão sempre sob ataque, inclusive daqueles que, em tese, são seus defensores.

Sou mestiço

Érika e Euler de França Belém: irmãos e bisnetos da negra Frutuoza Ribeiro

Agora, o meu caso particular. Há quem me considere branco. Há quem sugira que sou moreno. Há quem me aponte como pardo. Mas ninguém diz que sou negro. Mas, como não ser negro, se minha adorável bisavó, Frutuoza Ribeiro Marques, era negra, negríssima? Portanto, a se aceitar as regras dos Estados Unidos, sou negro. Mas, como estamos no Brasil, sou quase-branco. Na verdade, sou mestiço, uma mistura de negro com branco de origem libanesa. O fato é que nunca sofri “na pele” ataques racistas. Mas, pensando nos negros e talvez em mim mesmo, que sou parcialmente negro, nunca fui contra as cotas para negros nas universidade. Talvez, diria um psicanalista, seja uma defesa… inconsciente.

O fato de não ser visto como negro, de ser integrado à sociedade dos brancos, embora seja mestiço — como talvez Joe Christmas e Coleman Silk —, não me faz sofrer como os negros. Porque não sou “vituperado”. Porém, quando os negros são atacados, sinto que o problema também é comigo. Por que, exatamente, não sei. É provável que, em mim, viva um pouco de minha bisavó, Tuosa, uma das pessoas que, ao lado de Pedro Martins (irmão de minha avó Margarida), mais amei na minha infância. Ela está presente no meu sangue, na minha pele e na minha história. Como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu sobre si, sou mulato de cabelos castanhos e, estranhamente, loiros na infância (assim como minha irmã Eliane Belém, que era loiríssima). Minha avó paterna, Josefa — a Sinhá —, era morena, não era branca. O avô paterno, Pedro Adelino Belém — o Deco —, era branco.

William Waack

Como William Faulkner e Philip Roth tratariam as palavras do jornalista William Waack, que provocaram seu afastamento da apresentação do “Jornal da Globo” e pode acarretar até mesmo sua demissão? Não se sabe. O primeiro está morto. O segundo não se interessa pelas coisas do Brasil — embora tenha inspirado um de seus romances (“Indignação”, Companhia das Letras, 176 páginas, tradução de Jorio Dauster) na opus magna de Machado de Assis, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. Mas provavelmente seriam mais cautelosos e compreensivos.

Numa conversa com o jornalista Paulo Sotero, em Washington, quando tentava gravar para a TV Globo e alguém estava incomodando, William Waack disse, irritado: “Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar porque eu sei quem é. É preto. É coisa de preto”.

Não há a menor dúvida: a “frase “é preto. É coisa de preto” é racista. Atribui uma coisa supostamente “errada”, o buzinaço, aos negros ou pretos. Poderia ter dito: “É coisa de não-civilizados”. Mas preferiu qualificar aquilo que o estava incomodando de “coisa de preto”. O jornalista nem viu quem estava buzinando, mas disse logo: “É preto. É coisa de preto”. Se um branco buzinar de maneira insistente, é o que o apresentador deixa explícito, não tem a ver com o fato de ser branco e mal educado. Ele estaria se comportando como um “preto”. Preto, no caso, é sinônimo de “problema”, de “má educação”.

Posta a questão de que a frase é racista, pode-se dizer que William Waack, autor da diatribe, é racista? Talvez sim, talvez não. Nos momentos de conflito vem à cabeça das pessoas frases e palavras de sua cultura? Pode ser. Mas há possibilidade de escolha, de seleção? É provável. Mas, para comprovar que o jornalista é de fato racista, é preciso checar seu histórico. No jornal “O Estado de S. Paulo” e na revista “Veja”, onde trabalhou, e na TV Globo, onde trabalha, há evidência de comportamento racista, há uma conduta, uma frequência? Perseguiu algum colega de trabalho por ser negro? Escreveu livros e artigos nos quais promove o racismo de maneira implícita ou explícita? Tudo indica que não. Mas não ficarei surpreso se começarem a inventar coisas a seu respeito.

É muito provável que, apesar da frase racista, William Waack não seja racista. Para mim, que sou bisneto de uma mulher negra, Tuosa, é muito difícil escrever isto. Mas talvez, até para combater a intolerância do jornalista, é preciso ser tolerante e abrir um espaço, mínimo que seja, para a dúvida.

O diretor de Jornalismo da TV Globo, Ali Kamel, escreveu um livro excelente, “Não Somos Racistas” (Nova Fronteira, 143 páginas), no qual sugere que não há um racismo sistêmico nos moldes daquele dos americanos. Ao saber que William Waack disse uma frase racista, a cúpula da TV Globo não hesitou em afastá-lo da apresentação do “Jornal da Globo”. Mas demiti-lo talvez seja uma “pena” — uma condenação — excessiva. A execração pública — as críticas acerbas nas redes sociais, sites, jornais e revistas — talvez já seja suficiente.

William Waack — que já critiquei por um livro frágil sobre a participação dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial — é um jornalista competente, íntegro e muito bem informado. Não é mero leitor de telepromter. Domina à perfeição o que diz e tem grande experiência internacional. O jornalismo tem trocado a “reportagem” pela “recortagem” — Paulo Francis apontou o problema, pioneiramente, ainda quando escrevia na “Folha de S. Paulo”, na década de 1980 —, mas William Waack, antes de se tornar apresentador, primava pelo jornalismo que saía dos gabinetes e buscava a notícia onde estivesse acontecendo.

As críticas a William Waack são pertinentes, e certamente serão suficientes para que pense um pouco mais sobre o que diz a respeito das pessoas — negras ou não. Mas há uma crítica subterrânea, que está usando os negros como subterfúgios para atacá-lo. Primeiro, é um jornalista da Globo, que é sempre atacada pela esquerda, mesmo quando adota comportamentos semelhantes e até mais avançados politicamente e em termos comportamentais — como a exibição de uma transgênero ou um beijo gay na novela das 21 horas. Parte dos ataques ao apresentador é dirigida, indiretamente, à Globo.

Segundo, o fato de William Waack não ser de esquerda, de ser, digamos, um “reacionário” (os liberais, como ele, não são reacionários), e ter dito uma coisa que não deveria ter dito, serve como uma luva aos interesses de seus críticos de sempre. A crítica ao jornalista, portanto, não tem a ver tão-somente com a frase e o comportamento racistas. Tem a ver com o fato de não ser esquerda. Nas redes sociais, “habitada” por civilizados e bárbaros, chegaram a sugerir que é “duro” com seus subordinados. Pelos anos de chefia em redações, aprendi que “duro” é sinônimo de “exigente”, de cobrar jornalismo de primeira linha. Os negros, seus movimentos, devem ficar atentos àqueles que querem instrumentalizar seus sofrimentos, suas dores e bandeiras. William Waack pode não ser o monstro que estão pintando e dizer isto é, admito, desconfortável para mim, que, no fundo, gostaria de estar militando entre seus críticos, escrevendo e dizendo aquilo que todos querem ouvir. O problema é que meu não-populismo radical me faz não partilhar o comportamento, digamos, de “rebanho” e de “matilha”. Tais palavras, dirão, comportam uma atitude racista.

Destruir William Waack, por causa de uma frase infeliz — e sei, como os gregos, antes de Freud, que um chiste contém mais verdade do que seus propagadores imaginam —, não engrandecerá a “causa” dos negros. Os que defendem os negros, como eu, devem fazer a crítica, mas não devem perder a capacidade de ser tolerantes, sobretudo com aqueles que, mesmo tendo dito uma frase aterradora, não partilham de movimentos racistas, nem querem impedir a ascensão dos negros e, sim, dos pobres.

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JOSÉ CARLOS DA SILVA

Parabéns Euler! Belíssima análise. Isso sim que é jornalismo de verdade.

Senhor razão.

Primeiro que definitivamente vc não é negro, nem aqui nem na china e tão pouco nos Eua, o fato de ser bisneto de um senhora negra não seria o suficiente pra essa classificação, vc é o que todos somos resultado de uma mistura multetinica, contudo, gostei da sua colocação, acredito que o que falta à esses grupos de minoria seja isso, a tolerância, não se combate intolerância com intolerância, ficar feliz com o caso de Waack e se sentir vingado não faz nenhum desses grupos avançar em suas lutas, o que fará isso é a certeza de que mesmo diante… Leia mais

Lucas

Então os grupos que lutam contra os racistas estão errados pq não respeitam racistas que não respeitam eles? Me poupa! O que falta é punição aos racistas, quem tem que respeitar são os racistas, e não quem é desrespeitado.

Elizabete Gomes

Se isso não for ser racista, então não sei o que é. ..Não foi só uma frase infeliz, foi o deboche, a risada nojenta, fora o histórico que ele tem de menosprezar as pessoas, inclusive os colegas da casa

Elizabeth Morais

“Não sou racista, tenho até descendentes negros” ! Se você faz um comentário depreciativo, como tal jornalista fez, você é racista SIM e deve ser punido de forma EXEMPLAR SIM e tentar amenizar sugerindo que foi um momento infeliz só mostra o quanto este racismo velado ainda está tão enraizado em nossa cultura!!!!

Vander Neves

Se atribuir uma atitude ou um comportamento reprovável socialmente a um grupo étnico não é racismo, então o que será? A fala leviana e debochada com que o sr, Waack expeliu seu preconceito foi nauseante. E, caro comentarista, o fato de você ter ascendëncia negra, não o legitima a abordar o complexo e camuflado racismo brasileiro, haja vista a sua tez. Aqui, ao contrário da política do “just one drop” americana, as portas se fecham à medida em que sua pele escurece. Diferente dos EUA, que ao contrário do que foi dito acima, você seria tratado como um não-branco e… Leia mais

MARCELO

O ÁECIO CORRUPTO FAZ PIOR, MANDA NO PAÍS E NINGUÉM TIRA O SAFADO DO PODER

paulo sergio

Como diz na Biblia ´¨¨a boca fala do que o coração esta cheio.Sobre a demissão …..acho que é o menor dos seus problemas ,exagerada ou não.

Julio

Engraçado… quando o “Marcão do povo” fez aquele comentário usando uma expressão popular, não vi nenhum “formador” de opinião tentando mostrar que o tal jornalista não era racista, muito pelo contrário… tanto, que foi demitido. É estranho, principalmente, lendo isso na Record!!!!!

Fabio Ferrara

Seu texto é pertinente, Euler. Por ter sempre tido um posicionamento não-compactuante com o projeto criminoso de Lula, Dilma e cia., Waack sempre despertou o ódio dos micos amestrados seguidores da quadrilha vermelha, que o odeiam de morte e se o virem jogar um chiclete no chão, querem condená-lo à morte. É quase inaudível que ele fale a palavra “preto” no video, e se o fala, não é para se fazer o escarcéu e linchamento que se está fazendo. Eu pergunto: e se fosse o Lula, que já soltou tantas pérolas machistas e homofóbicas, esses que estão castigando o Waack… Leia mais

Dorivaldo Lourenço

Condescendência com o racismo, coisa comum entre os ‘negros’ Brasileiros de pele branca, o racismo no Brasil é velado e é sempre contra a cor da pele, não vamos fingir que isso não existe, pois é perpetuar a cultura racista Brasileira. Mesmo que o WW não seja racista, a frase dita é de um racismo de fundo, cultural, imenso, disso não tenho dúvida alguma, e mesmo que ele não milite como racista, isso não faz dele menos racista. A punição dele deve ser exemplar, assim como é seu comportamento, exemplo para milhões de fascistas.

Danilo

Ninguém no Brasil é racista, aliás nem escravidão existiu no Brasil, tudo isso não pode de loucuras de grupos todos como minorias.

E segue a Colônia Brasil. Ops… República federativa do Brasil, onde todos são iguais perante a lei, em direito e deveres.

Eliomar Soares

Na minha opinião o jornalista foi infeliz em seu comentário, lógico. Mas não é motivo de demissão. Ele estava fora do ar, conversa informal , e quem não solta piadinhas em conversas assim? Sou contra qualquer tipo de racismo, e preto é cor, não é etnia.

Benedito Teixeira

Li o texto e me pergunto poque tanta digressão? Provavelmente seja a licença poética que permita tanta enrolação para tentar justificar o óbvio a respeito do cidadão em foco. O jornalista cujo o currículo foi enaltecido sabia que o ato era tão ignóbil que ao dizer “merda” ou “cacete” o fez em alto e bom som, não obstante ao proferir “coisa de preto” quase balbuciou – isso reforça a consciência de que o ato era e é reprovável. Se racista ou não – foro íntimo-, o racismo é tipificado como crime. O texto ” Globo vai ceder ao populismo?” para… Leia mais

Isabel Teresa dos Santos Magalhães

Perfeitas as suas palavras, Benedito! Sem mais.

Hélder Daniel

Primero você não negro por isso a sua análise simplista, segundo não pode haver meio racista sou da opinião de que não pode haver um duplo standard, a norma deve ser para todos independentemente de quem quer que seja, o seu artigo é simplesmente a hermenêutica de discurso, vários vão sair até com estudos a dizer que talvez foi pressão do trabalho do dia entre várias coisas. Por fim dizer que a Globo tem uma responsabilidade com sua audiência e dizer que também é vista em África onde quase todos são negros

João Valentim

Excelente análise.

Lucas

Se Waack não for racista? Ele tem q matar um negro pra ser? Que frase bizarra!

laercio luis de figueiredo

Existe um ditado muito oportuno para esse episódio ” Existem duas coisas que não podem ser desfeitas depois; A Pedra depois de atirada e a palavra depois de dita”,hoje em dia com o aparato tecnológico existentes as pessoas devem tomar cuidado com o que falam, escrevem, e fazem no dia dia,vi o vídeo do Waack,e também parabenizo o Euler pela análise,porque também, acredito foi um fato isolado que não retrata com eficácia um extremismo, e sim um comentário inoportuno no momento errado.

Eliezer Gentil de Souza

Não devem perder a capacidade de ser tolerantes, sobretudo com aqueles que, mesmo tendo dito uma frase aterradora, não partilham de movimentos racistas, nem querem impedir a ascensão dos negros e, sim, dos pobres. (?)

Elaine Noleto

Belo texto. Sempre brilhante Euler. Acredito que antes tínhamos no Brasil um racismo cínico onde não se assumia ser racista, mas ele estava latente em nosso comportamento. Ex: amanhã é dia de branco, porque preto não trabalha. Todavia com a onda de extremismos em voga, esse racismo tem se escancarado porque faz parte da nossa formação escravocrata. Não me acho parda, sou mais pra negra, pelas características, mas minha família miscigenada, digo a paterna, ainda carrega o peso do racismo exportado da Itália tratando outrora empregados como “criados”. A nova roupagem dos escravos pós Lei Áurea. É com muita vergonha… Leia mais

Jose Aparecido de Oliveira

Acho que essa coisa de politicamente correto enche a paciência…. cade a liberdade de expressão infeliz ou não … não pode abrir a boca e falar algo considerado inadequado ou racista e pronto e crucificado na cruz……. Pobre Jesus se voltasse hoje , iriam crucifica~lo novamente….

Valesca Lins

” Não devemos ser tolerantes com o intolerável” Marcuse Utilizar-se da cultura racista que está na estrutura do Brasil , para colocar em.dúvida se o cara é racista ou não , beira o cinismo. Não importa se o cara já perseguiu ou não uma pessoa preta. Não se mede racismo. A linguagem traduz muita coisa, inclusive preconceitos, diz Chimamanda Ngozi Adichie. A linguagem faz parte da cultura de um povo , sugiro que o autor leia Sausurre , que nos diz que a linguagem estrutura pensamentos e ideias, mexe com a lógica. Acho muito ruim este tipo de texto que… Leia mais

José Maria

O mundo está virando uma grande comédia! Existe uma diferença enorme em presenciar uma situação, viver a mesma como tal e assistir por meio de um rádio, televisão, computador, etc. e estar ali, contextualizado com a realidade. As pessoas estão cada vez mais desconectadas da realidade. Não muito tempo atrás, a mesma emissora, Globo, mantinha um programa já extinto “Trapalhões”, onde perceptivelmente menções a negros, baixinhos, faziam parte da grande audiência, a emissora lucrava, e povo adorava em desvaneio. Mas em nome da “arte” tudo é possível, nesse caso a apologia racial não se sustenta. Me lembro muito bem ter… Leia mais

Valesca Lins

Só mais uma observação racismo não está em platereira ideológica de direita e esquerda. É um problema social. As pessoas têm que perceber que não podem mais diminuir o outro. A questão não é engrandecer a causa dos negros com a diminuição do outro e sim, levar o outro a refletir o quanto sua atitude é ruim. E como se faz isso? Tolerando? Não, combatendo! Dizer pro outro , olha não pode, vc tá errado! Outro ponto , no Brasil, quanto mais clara a cor da pele menos problema a pessoa tem. Por favor, tente pensar em quem sofre com… Leia mais

Maria Lira

Parabéns Euler! Ótima e coerente análise. Willian Waack falou uma frase racista, mas isso não faz dele um racista, ele errou, foi escroto por ter dito uma frase infeliz, entretanto, ele não merece ter uma carreira brilhante no jornalismo ser destruída pelo o que aconteceu, ele não merece a execração pública que tem sofrido.

Valesca Lins

Usar do expediente da estrutura racista que vive o Brasil para definir o que é racismo beira o cinismo. Só racismo quando vc persegue uma pessoa, ora vejam só! Racismo não se mede ou quantifica. Não somos os EUA, temos histórias diferentes, não há comparação, não existe o mito da democracia racial Dá uma olhada nos espaços de poder e veja quantos pretos existem. “Não devemos ser toleráveis com o intolerável” Marcuse. No Brasil quanto mais clara a cor da pele , menos problema a pessoa terá, então, o teu lugar de fala não tem legitimidade para saber o que… Leia mais

Wandell Seixas

Na visão de conteúdo humano, concordo com você. Acho que ele foi infeliz na frase. Foi um momento de raiva. Quantas vezes a gente não fala absurdos na hora da ira. E, depois, se arrepende e pede desculpas. No sentido espiritual, seus adeptos socorrem dos valores divinos: perdoai para serdes perdoados. Entendo que seja por aí, nada de podar o cara por discordância de ordem ideológica.

Paulo

#emdefesadamenorminoria. Uma minoria que muitas vezes passa despercebida e é alvo de preconceito no Brasil É O INTELIGENTE. Não são convidados para churrasco. Quando vão na reunião escolar do filho, sente-se  a apreensão no ar. WILLIAM WAACK faz parte dessa minoria e por isso foi defenestrado por um comentário infeliz. WAACK cai não pelo comentário e sim pelo trabalho do Grande Irmão beócio. Cai pela ação das redes sociais. Redes cujas figurinhas são gente do calibre de Luciano Hulk, Lázaro Ramos e sua esposa, etc. E bota etc. O branquinho narigudinho faz propaganda do refrigerante pretinho. O casal de negrinhos… Leia mais

José

olá com licença pra uns comentarios William Waak destratou mais da metade da populacao. Globo empresa de telecomunicacao aberta Portanto Waak destratou maus da metade de seus clientes ou potenciais clientes Algum garçon, ou professor, ou médico, ou cabeleiro que destratasse mais da metade do público alvo seria sumariamnte demitido ou não? das duas, uma: ou tvGl0bo compactua com destrato a seus clientes OU tvGl0bo nao considere os pretos seus clientes obs: alegar q falou aquilo sem querer é inadmissivel numa empresa serua de comunicacao outra coisa: Se Waak nao é racista, então pq nunca entrevista pretos; e se nunca… Leia mais

Regina L

Não entendo como se pode condenar alguém pelo que disse em momento que acreditava ser privado. Um profissional da imprensa deve prestar contas sobre o que diz e faz enquanto profissional, ou enquanto figura pública que é, em espaço público. Não ouvi a frase, não entendi o que disse o jornalista em questão, que aliás parece-me competente mas não especialmente simpático. Considero entretanto que o que fazem com ele neste momento é profundamente injusto. Não é dele que vem o perigo, mas do que o condenam por uma frase infeliz dita em um momento que deveria ser seu e de… Leia mais