Euler de França Belém
Euler de França Belém

Duas jornalistas planejam arrancar o grupo de Vladimir Putin do poder na Rússia

Candidatas a presidente, Ekaterina Gordon e Ksenia Sobchak lutam para acabar com o reinado de 18 anos do político que mistura czarismo e stalinismo

Ekaterina Gordon: a jornalista diz que vai enfrentar o grupo de Vladimir Putin

Na Rússia é assim: ganha Vladimir Putin ou um preposto de Vladimir Putin — como Dmitri Medvedev. Não há alternativa. Quando há, não tem chance de ganhar eleição para dirigir o país. Lá, simulacro de democracia, oposicionistas consistentes podem ser presos e, até, assassinados. Portanto, é Putin ou nada. O ex-agente da FSB — há quem diga que a FSB, ex-KGB, é como a máfia: não pode ser “abandonada” — reinventou tanto o czarismo quanto o stalinismo. Tornou-se um czar stalinista. Biógrafos afiançam que é corruptíssimo e sustentam que não tem limites. Até seus aliados o temem.

Ksenia Sobchak: a candidata que diz que não obedece a Vladimir Putin

Em março de 2018, daqui a quase cinco meses, os eleitores vão escolher o próximo presidente da Rússia. Só um milagre pode retirar o grupo de Putin do poder. Para ganhar, vale até fraudes, sem contar a violência física. Na Rússia, Putin pode dizer como o rei francês: “O Estado sou eu”. Mesmo sabendo que é praticamente impossível ganhar da turma do presidente Putin, duas jornalistas, Ekaterina Gordon e Ksenia Sobchak, lançaram suas candidaturas. Não se surpreenda se desistirem ou se, de repente, pedirem asilo na Europa ou nos Estados Unidos.

Vladimir Putin: um político quase tão letal quanto Ióssif Stálin

Ekaterina Gordon afirma que disputar a Presidência da Rússia é seu direito e sustenta que sua candidatura “provavelmente será a única não pactuada com o Kremlin”. Se isto for verdade, sobretudo se tiver alguma chances de ganhar a eleição, tende a ser a primeira a pedir asilo. Defender mulheres e crianças é uma de suas plataformas eleitorais. “Desputinizar” a Rússia, uma necessidade, é o que alguns querem, mas não têm coragem de propor.

Ksenia Sobchak afirma que, ao contrário do que sugere Ekaterina Gordon, sua candidatura não é uma “jogada” do Kremlin — leia-se, é claro, de Putin. A jornalista sublinha que vai buscar os votos daqueles que estão insatisfeitos com a política e a economia do país. Frisou que quer “quebrar as regras do jogo” e que é contrária a “qualquer pessoa, inclusive Putin”, que “fique 18 anos no poder”.

Os russos estão se cansando de Putin? Pode ser que parte sim. Mas há outra parte que o avalia positivamente. Ele manteria o espírito da “Grande Rússia”, do gigante que, mesmo depois do fim do comunismo, mantém o país como player internacional, eventualmente em confronto com o “vilão-mor”, os Estados Unidos.

De qualquer forma, o mínimo que se poder das duas jornalistas é que são muito corajosas.

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Aída Paiva

Gente, mas essas candidatas estão um osso duro de roer e ainda se dizem jornalistas mas tudo leva a crer que as duas passaram bem longe da universidade e mais perto do salão de beleza. Peço, encarecidamente, que o Putin resolva essa situação de candidatas fakes às eleições da Rússia. Só falta, agora, a Pussy Riot se candidatar.

Aída Paiva

Estou prevendo o momento em que a Natalia do Pussy Riot vai lançar sua candidatura lá em Washington em frente a Casa Branca com uma música inédita e, como sempre, ruim. Sabem o que falta nas Pussys? Aprender música. Eu acho que se as Pussys aprendessem música até a performance ficaria melhor. É muito simples as músicas da Natália. A propósito, o movimento punk acabou na década de 1980 com o fim do desemprego na Alemanha. As Pussys desde seu lançamento estão fadadas ao fracasso porque o mundo já saiu do punk faz quase 40 anos. A propósito de novo,… Leia mais