Euler de França Belém
Euler de França Belém

Dora Kramer assina contrato com a revista Veja. Começa em fevereiro de 2017

A colunista Dora Kramer, espécie de Castelinho de saia, estava esvaziada no “Estadão”, mas deixa o jornal dos Mesquita com elegância

Dora Kramer vai assinar uma coluna semanal na revista Veja | Foto: Facebook

Dora Kramer vai assinar uma coluna semanal na revista Veja | Foto: Facebook

A brilhante colunista política Dora Kramer — goste-se ou não de seus artigos, mas são, quase sempre, incontornáveis — vinha sendo esvaziada no jornal “O Estado de S. Paulo”, o cada vez melhor “Estadão” (o jornalão dos Mesquita, e, diz-se, dos bancos, é o rei dos furos na cobertura da Operação Lava Jato e outras), desde a contratação de Eliane Cantanhêde. Mas, ao se tornar colunista da “Veja”, não saiu atirando; pelo contrário, demonstra uma elegância rara na imprensa patropi. Ela começa na revista da família Civita na primeira semana de fevereiro de 2017, segundo o site Comunique-se. Ela assinará uma coluna semanal. Mas seria muito bom vê-la, todos os dias, no site da publicação. Porque tem o que dizer e o faz muito bem.

No Facebook, Dora Kramer postou: “Acordei de madrugada com vontade de agradecer: ao Adilson Laranjeira, que acreditou em mim desde o primeiro momento, ao Roberto Manera, que sempre me incentivou, à família Nascimento Britto, que, com apoio de Wilson Figueiredo, apostou em mim, aos Mesquita, que me proporcionaram 14 anos de esplêndida carreira, ao João Caminoto, pela elegância, e à editoria de Política do Estadão –  comandada pelo incrível Roberto Bombig, pela competência”.

Há uma diferença entre a jornalista e outros comentaristas da “Veja”. Ela opina, é fato, mas substancia seus artigos em informações de primeira linha. É colunista, mas jamais deixou de ser uma grande repórter. O que a “Veja” talvez seja exatamente isto: a jornalista informadíssima, que apura e não fica apenas comentando aquilo que saiu em reportagens alheias.

Recentemente, Dora Kramer fez um comentário elogioso à biografia de Roberto Civita, o criador da “Veja”, escrita pelo jornalista Carlos Maranhão. A resenha saiu na própria revista.

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