Euler de França Belém
Euler de França Belém

David Carr, morto na quinta, era comentarista de mídia e escreveu livro sobre sua vida de viciado

O jornalista do “New York Times” escreveu o livro “A Noite da Arma”, vigoroso relato sobre a vida de um viciado em drogas pesadas

Autobiografias podem ser verdadeiras integralmente, mas no geral algumas partes são suavizadas ou exacerbadas. Ao relatar seu próprio envolvimento com drogas, no livro “A Noite da Arma” (Record, 416 páginas, tradução de José Gradel), David Carr (foto acima) foi a fundo, não para iludir ou edulcorar sua história, e sim para revelar sua vida como drogado da pesada. Trata-se de uma mistura de degradação com ressureição, e muito bem contada, sem sentimentalismo ou pieguice. Colunista de mídia do “New York Times”, David Carr morreu na quinta-feira, 12, aos 58 anos. Ele desmaiou na sua sala, na redação do jornal.

O Portal Imprensa conta que, “horas antes de morrer”, David Carr “havia mediado um painel sobre o filme ‘Citizenfour’, que retrata o escândalo de espionagem envolvendo a Agência de Segurança Nacional” dos Estados Unidos (NSA). O jornalista e advogado Glenn Greenwald (que mora no Rio de Janeiro), o analista Edward Snowden e a diretora de produção Laura Poitras participaram de um debate com David Carr poucos horas antes de ele falecer.

Em nota, o editor-executivo do “Times”, Dean Baquet, disse que David Carr foi “o melhor repórter de mídia de sua geração. Ele foi o nosso maior campeão. Sua família no ‘Times’, seus leitores ao redor do mundo e pessoas que amam o jornalismo sentirão falta de sua paixão sem fim pelo jornalismo e pela verdade”.

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