Euler de França Belém
Euler de França Belém

Companhia das Letras lanças as memórias do médico Drauzio Varella

Da editora. “Estas memórias ultrapassam o registro biográfico ao fazer uma reflexão sobre a prática médica, que figura nestas páginas como arte que exige humildade”

Drauzio Varella não é, a rigor, um cientista (talvez até seja, quer dizer, um tipo diferente de cientista). Mesmo assim, como médico qualificado, é um divulgador científico de primeira linha. Suas análises sobre vários assuntos (nas quais se revela humanista), notadamente doenças e tratamentos médicos, são primorosas e de uma clareza ímpar. O que diz, de forma simples e direta, é confiável. Porque aprendeu a escrever para o público em geral, não apenas para especialistas. Não se trata de um profissional da opinião pura e simples. Pelo contrário, escreve sempre ancorado em pesquisas atualizadas e de qualidade irretorquível. Por isso é respeitado e tem uma legião de leitores e admiradores, como eu.

Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) — aprovado em segundo lugar no vestibular —, Antônio Drauzio Varella fará 79 anos em maio. Com mais de 50 de experiência — é oncologista, divulgador científico e escritor —, avaliou que era hora de contar sua(s) história(s). Seu livro “O Exercício da Incerteza — Memórias” (Companhia das Letras, 296 páginas) será lançado em maio.

Release da editora Companhia das Letras

Antônio Drauzio Varella: médico-oncologista que se tornou um divulgador científico confiável, claro e preciso | Foto: Reprodução

“A medicina não é uma ciência exata. Seu exercício está sujeito a fatores imprevisíveis que variam de paciente a paciente – tendo sempre a finitude humana no horizonte. Essa parcela do imponderável é matéria para o relato de Drauzio Varella, oncologista que se tornou nacionalmente conhecido como um dos primeiros médicos a fazer uso dos canais de comunicação de massa para propagar informações sobre saúde e conscientizar sobre bons hábitos.

“O autor narra com sensibilidade e franqueza episódios de sua vida a partir do fio da medicina. Por sua prosa fluida, acompanhamos momentos críticos, como a pandemia do HIV e a epidemia de tuberculose nos presídios em que atendia voluntariamente, e outros celebrados, como a bem-sucedida campanha de combate ao uso de drogas injetáveis no Carandiru, que capitaneou.

“Estas memórias ultrapassam o registro biográfico ao fazer uma reflexão sobre a prática médica, que figura nestas páginas como arte que exige humildade, estudo, empatia e habilidade para atravessar os reveses do acaso.”

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