Euler de França Belém
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Augusto Nunes vai para a TV Record e Guzzo deixa a Veja

José Roberto Guzzo é um jornalista liberal e Augusto Nunes é um crítico visceral da esquerda

José Roberto Guzzo: fundador da “Veja” e seu diretor de redação por vários anos | Foto: Reprodução

Duas notícias: uma boa e uma má. A boa: a TV Record contratou o jornalista Augusto Nunes, ex-redator-chefe da revista “Veja” e ex-diretor de redação da revista “Época”. Ele vai trabalhar como comentarista no boletim do “Jornal da Record” (edição apresentada por Sérgio Aguiar) e como colunista no portal R7.

Augusto Nunes é o tipo de jornalista que, além de informado, é bem formado. Ele tem posições a respeito dos fatos e não as sonega aos leitores e aos telespectadores. Crítico visceral da esquerda, não tem o mínimo receio de expor sua posição, atacando duramente, às vezes de maneira excessiva.

Augusto Nunes, ex-editor das revistas “Veja” e “Época” | Foto: Reprodução

A má notícia: o jornalista José Roberto Guzzo, ex-diretor de redação da revista “Veja”, depois de militar na Editora Abril por 51 anos, deixou a publicação. Ele teve um artigo sobre o Supremo Tribunal Federal vetado pela direção. Trata-se de um notável articulista liberal, raro na imprensa patropi.

Jornalismo é negócio, sempre foi. Mas o controle mais empresarial, e menos jornalístico, foi ampliado. Digamos que o banco “x” seja de fato dono de uma publicação editorial — a “Veja” ou a “Exame” (o banco BTG Pactual quis ou quer comprá-la) — e tem processos judiciais, e exatamente no STF, a tendência é que o jornalismo seja “amaciado” ao tratar de “problemas” da Corte Suprema. Trata-se do caso da “Veja”? Talvez não.

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