Euler de França Belém
Euler de França Belém

Arregar é o verbo mais conjugado do Brasil depois que Bolsonaro arregou e se tornou arregão

Ao desistir da guerra contra o STF, porque a democracia os surrou metaforicamente, o presidente se sentiu na obrigação de arregar

O presidente Jair Bolsonaro, apontado pelos caminhoneiros como Calça Frouxa — em contraposição a João Doria, o Calça Apertada —, conseguiu pôr ou repor um verbo na ordem do dia: arregar. O que mais se fala é que o presidente, ao arregar em relação ao enfrentamento com o Supremo Tribunal Federal e à democracia, se tornou um arregão.

O “Dicionário Houaiss” explica o que é arrego: “Expressa desistência, impossibilidade de continuar suportando uma situação (por medo, irritação, impaciência ou constatação da derrota). Pedir arrego — ter medo e recuar diante de algo ameaçador. Mostrar-se vencido, entregar os pontos”. Etimologia: derivado de “arreglo”.

O “Dicionário Priberam” informa que o verbo arregar, intransitivo, significa: “Mostrar vontade de se render; revelar receio ou fraqueza perante um adversário. Acobardar-se, acovardar-se, amedrontar-se”.

Na internet acha-se sobre arregão, no “Dicionário InFormal”: “Aquele que arrega ou pede arrego; aquele que desiste, que renuncia por receio, medo, covardia, por não conseguir mais continuar ou por não querer mais alcançar certos objetivos ou certas coisas; desistente, covarde, medroso, cagão, frouxão etc.”.

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