Euler de França Belém
Euler de França Belém

Andréia Sadi brilha na televisão e agora escrevendo numa revista

Grávida de gêmeos, a repórter e comentarista política é praticamente uma workaholic

Há jornalistas que, mesmo brilhantes, não se tornam estrelas. Andréia Sadi, da TV Globo e da Globonews, é uma estrela — como Maju Coutinho. Claro, as duas são bonitas e chamam a atenção. Mas nem todas as mulheres bonitas — e há várias na televisão — despertam tanta atenção do público. Há, em determinadas pessoas, algum tipo de “magnetismo” (na falta de palavra mais adequada) que atrai o público — é o caso das duas jornalistas.

Andréia Sadi não é a melhor comentarista da GloboNews — Eliane Cantanhêde (uma das mais bem informadas, aprendeu rápido a arte de fazer jornalismo para televisão, depois de anos como excelente repórter e analista em jornais impressos, como “Folha de S. Paulo” e “Estadão”), Julia Duailibi (uma analista de primeira linha, precisa e direta), Natuza Nery (ponderada, equilibrada e de fala cadenciada), Flávia Oliveira (dotada de um grande espírito lógico) e Mônica Waldvogel (sempre equilibrada e firme em suas posições) são mais experimentadas.

Andréia Sadi e André Rizek: jornalistas | Foto: Arquivo da família

Mas a “caçula” Andréia Sadi parece que é o xodó do público. Muito bem-informada, porque é uma repórter do primeiro time — aliás, é mais repórter do que analista, o que avalio como positivo —, a profissional de 33 anos combina comentário político e informações precisas e, às vezes, inéditas. Talvez seu forte resida aí. Se perde em capacidade analítica, no estabelecimento de conexões — o que as demais fazem muito bem —, às vezes ganha com a qualidade e a quantidade das informações que apura e expõe. Várias vezes, os analistas partem de suas reportagens para dissecar os fatos.

Na GloboNews, Andréia Sadi se revelou uma entrevistadora que, mesmo não sendo tão dura, é, por vezes, incisiva. É gentil, até doce, mas não é nada pamonha.

Há outra faceta de Andréia Sadi — a autora de artigos. A revista “Crescer”, da qual é colaboradora, publicou seu artigo “Como vai ser conciliar carreira e filhos” — ela dará a luz, daqui a pouco tempo, aos meninos Pedro e João. O texto é simples, mas bem escrito, claro e preciso.

“A gravidez foi bastante produtiva profissionalmente. Trabalhar, para mim, é combustível, é prazer — e eu deitei e rolei (aqui no sentido figurado porque com essa barriga está difícil fazer malabarismos): cobri eleições municipais, voltei com meu programa, o ‘Em Foco’, com as entrevistas inéditas na GloboNews, fiz reportagens exclusivas, furos, e continuei com os comentários na rádio CBN, no blog no G1e até dei curso de jornalismo. Brinco que o slogan da GloboNews, #nuncadesliga, era um recado me preparando para a maternidade e eu não sabia. Trabalhar como jornalista me preenche, eu funciono melhor para outras áreas da vida quando estou fazendo tudo ao mesmo tempo agora. Brinco também que amo um ‘caos com método”, escreveu na “Crescer”.

Andréia Sadi é, portanto, a jornalista das mil faces. Já foi longe e certamente irá mais longe. Oxalá não se torne apresentadora, exceto se derem espaço para continuar também como repórter. Maju Coutinho, que melhorou muito na apresentação do telejornal “Jornal Hoje”, da Globo, não deveria ser escalada para apresentar o “Fantástico”. Porque ainda tem muito a ganhar e aprender como apresentadora de jornalismo, e não de entretenimento. Mas o público cobra que as estrelas brilham ainda mais. Talvez seja o caso.

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