André Fortaleza não pode aplicar lei da mordaça na Câmara de Aparecida

O presidente do Legislativo e alguns vereadores estariam “atacando” jornais e jornalistas, o que é um equívoco que pode ser judicializado

O presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, André Fortaleza, assim como os demais vereadores, tem o direito de criticar a imprensa. Assim como a imprensa tem o direito, e até o dever, de criticar possíveis problemas do Legislativo da cidade.

Mas crítica não é sinônimo nem de “ataque” nem de “censura”. O Brasil é uma democracia e, portanto, não há nenhuma “lei da mordaça” a ser acatada.

Os jornais “Notícias Goiás”, de Daniel Carvalho, e “Folha Z”, de Guilherme Coelho, devem manter a crítica à ação dos parlamentares. Ao mesmo tempo, André Fortaleza não deve falar em corte de mídia para os dois veículos. Primeiro, porque o critério de divulgação deve ser técnico. Segundo, a verba não é do presidente, e sim da Câmara.

A história de como Magda Mofatto conseguiu o apoio de vários vereadores de Aparecida de Goiânia ainda está mal explicada. Talvez seja uma história explosiva, e talvez não seja. Mas, como é que uma parlamentar que mal conhecia a cidade, de repente conquista o apoio de cerca de 10 parlamentares? Não pode ter sido apenas pressão do pré-candidato a governador pelo Patriota, Gustavo Mendanha, aliado da parlamentar.

O que se sabe é que Magda Mofatto joga “pesado” e não é nada amadora em termos de obter apoio político. É uma profissional.

Quanto aos vereadores, os que decidiram apoiar Magda Mofatto, certamente terão de se explicar — agora, em 2022, ou durante o processo eleitoral de 2024. Se não o fizerem, as redes sociais — mais do que os jornais — tendem a trucidá-los politicamente.

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