Formado pela UFG e pela PUC, ele foi assessor de imprensa e professor da História

Guilherme de Britto e sua mãe, a historiadora Maria Helena | Foto: Reprodução

O jornalista e professor da História Guilherme de Brito morreu, de infarto, na madrugada de quinta-feira, 7, aos 61 anos. Ele era hipertenso e tinha diabetes.

Guilherme de Britto foi líder estudantil, onde cursou Jornalismo, na década de 1980, na Universidade Federal de Goiás. Culto, bem-informado, participava de todas as manifestações. Chegou a ser intimado pela polícia, mas continuou firme nos protestos contra a ditadura civil-militar e, também, contra a má qualidade dos ônibus que serviam aos estudantes do Campus Samambaia, da UFG.

Quando se contar a história do movimento estudantil em Goiás, especialmente na década de 1980, Guilherme de Britto será um dos destaques, tanto por sua coragem quanto pelo posicionamento firme e pela liderança.

Formado em Jornalismo, depois de passar por assessoria de imprensa (do ex-deputado estadual Athos Magno Costa e Silva e foi chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico sob o comando do economista Luiz Alberto Gomes de Oliveira, também falecido), Guilherme de Brito se formou em História pela PUC-Goiás e passou a lecionar. Era um professor categorizado, que dominava aos temas e os expunha com facilidade. Pessoalmente, era uma pessoa doce e reservada, às vezes tímida. Deixa uma filha, Isabela Brito, de 16 anos, que adorava e de quem falava sempre para os amigos com extremo carinho.

Entre seus amigos estavam os jornalistas Frederico Oliveira e Renato Dias.