Sem acordo, os Estados Unidos elevam o tom e prometem o inferno ao Irã a partir de amanhã
06 abril 2026 às 18h50

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O Irã rejeitou a proposta de cessar-fogo oferecida pelos Estados Unidos e enviou uma contraproposta para o Paquistão, que atua como mediador do conflito, com uma série de demandas para o fim da guerra.
De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Irã (Irna), entre as condições apresentadas, o Irã exige o fim imediato das hostilidades, mas os Estados Unidos já disseram previamente que, além dessa, todas as outras exigências estão fora de cogitação para que seja firmado um acordo.
No documento apresentado, o país exige o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Hormuz, compensação financeira à destruição causada pela guerra, reconstrução da infraestrutura bombardeada por todo o território e a suspensão imediata das sanções econômicas. De acordo com a Irna, Teerã enfatizou, baseado em “experiências passadas”, que um cessar-fogo temporário é inaceitável e, por isso, “exige” o fim permanente e completo da guerra.
No domingo de Páscoa, o presidente Donald Trump atualizou, direto da Casa Branca, que continuava as conversas com o Irã, mas que não havia chegado a um acordo.
“Eu já recebi propostas inimagináveis”, disse o republicano. O presidente salientou que na terça-feira, às 20h, horário local, 22h no Brasil, termina o prazo que os Estados Unidos estabeleceram para o fim absoluto das negociações.
Perguntado se os EUA continuariam as operações militares caso o Irã não aceitasse a proposta apresentada pelo seu governo, Trump disse: “A resposta é sim. E todos verão o que vai acontecer.
O presidente americano enfatizou que a guerra poderia terminar rapidamente “se eles fizessem o que sabem que têm que fazer”.
No mesmo discurso, o Trump reiterou que, “se o Irã não se render, amanhã não haverá mais pontes e nem usinas de eletricidade em todo país”.
Por fim, o líder americano assinalou que os Estados Unidos destruíram, em apenas 34 dias, um país poderoso, que já teve várias oportunidades para ordenar a retirada das forças armadas do Irã, e que se isso ocorresse hoje, o Irã levaria pelo menos 15 anos para se recuperar. Mas, como não houve acordo, prefere “terminar o serviço” de modo que garanta que nunca mais desenvolvam armas atômicas.
Antes de encerrar sua fala, Trump mandou um recado para o regime dos aiatolás: “Abram o Estreito de Hormuz imediatamente ou a partir de amanhã vocês saberão o que é viver no inferno”.
Mesmo assim, o Irã disse “não”. Sem acordo, amanhã, às 20h, a guerra entrará num estágio brutal que o mundo ainda não viu.

