Oriente Médio se prepara para a guerra que pode alterar o mapa da região
24 fevereiro 2026 às 18h45

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O clima de tensão e suspense já é um estado permanente que se espalhou por todo Oriente Médio. Os países da região aguardam o resultado da terceira e última rodada de conversas entre os Estados Unidos e o Irã, nesta quinta-feira, 26, em Genebra, na Suíça.
O governo americano exige a interrupção imediata do programa nuclear desenvolvido pela República Islâmica, mas os aiatolás parecem irredutíveis.
O presidente Donald Trump insiste na diplomacia e aparentemente acredita que a presença militar maciça dos Estados Unidos na região vai intimidar o regime a um acordo. No entanto, os dois países parecem estar blefando enquanto ganham tempo e se preparam para um enfrentamento cada vez mais iminente.
Nas últimas horas, aumentou, ainda mais, a movimentação militar nas bases americanas do Qatar, Jordânia, Iraque, Kuwait e em Israel, alvo principal do Irã caso se inicie o conflito.
Aproximadamente um terço da força naval dos EUA está posicionada por todo Oriente Médio e, a partir de amanhã, ganha reforço com a chegada do porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, que deverá permanecer na costa israelense.
O Pentágono enviou outro porta-aviões, USS Gerald R. Ford para o palco principal: o Golfo Pérsico. Uma frota naval composta por dezenas de navios destroyers já está em pronta operação no Estreito de Ormuz, por onde passa 25% do petróleo mundial, e no litoral do Barein que conta com navios equipados para desarmar minas marítimas instaladas pelo Irã ao longo do Golfo.
A inteligência americana acredita que algumas dessas minas possam ter potencial nuclear. Pelo ar, a Força Aérea dos Estados Unidos, que já possui centenas de caças e outras aeronaves militares na região, determinou, hoje, que outros 150 caças, estacionados na Europa, fossem transferidos para o Oriente Médio.

A mensagem é clara e explícita: o Irã e grupos paramilitares como o Hezbolá e o Hamas estão avisados caso queiram entrar em conflito com a maior e única potência militar do mundo. E se a guerra for inevitável, o regime também prepara armadilhas para seu pior inimigo: Israel.
Hoje, o exército israelense soube e já informou à população que o Irã possui armas químicas e biológicas acopladas à mísseis balísticos. O governo israelense e os militares tratam o assunto como uma realidade concreta e não uma possibilidade, por isso aventam três cenários sobre o possível confronto: um ataque surpresa iraniano com o uso de armas não convencionais, um ataque surpresa israelense contra o Irã ou uma grande operação militar liderada pelos Estados Unidos.
Nos bastidores desse teatro, a comunidade internacional já foi informada que os americanos decidiram pela derrubada do regime dos aiatolás através de uma guerra total.
Apesar da ameaça de armas químicas e biológicas, o comando central das Forças de Israel repassou à Defesa Civil do país que não vai alterar suas diretrizes, optando pelo uso de sua capacidade militar de defesa e ofensiva do que priorizar a distribuição de máscaras antigás.
Hoje também, o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkof, que participa das negociações, informou ao Pentágono e ao Comando das Forças de Israel, que o Irã está a apenas uma semana da conclusão do seu Projeto Nuclear e que já possui material suficiente para construir, em escala industrial, a bomba atômica. A próxima quinta-feira será um dia decisivo para a história mundial.

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