Israel mata o homem que estava conduzindo o Irã desde que o líder supremo foi eliminado
17 março 2026 às 18h28

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Figura política mais importante do Irã, Ali Larijani morreu na terça-feira, 17, em Teerã, após um bombardeio da Força Aérea israelense contra um bunker onde estava abrigado.
Ali Larijani era o número um no ranking de altos oficiais do governo. Acima dele tinha apenas ex-líder supremo, Ali Khamenei, que foi eliminado, há duas semanas, também em Teerã. Desde então, era ele que conduzia o país.
A morte de Ali Larijani abre um vácuo na liderança do regime iraniano já que quase toda a cúpula militar da Guarda Revolucionária foi eliminada.

Israel realizou uma série de bombardeios contra alvos específicos, durante a madrugada, em Teerã e outras áreas, como parte da campanha contra a liderança iraniana que chama de Eixo da Resistência. Entre os alvos estavam o comandante da unidade Basij, Gholamreza Soleimani.
O Basji é uma milícia paramilitar subordinada à Guarda Revolucionária que atua como braço interno de repressão. Larijani e Soleimani são os responsáveis diretos pelo massacre de mais quarenta mil manifestantes mortos, há um mês, durante os protestos que pediam o fim regime teocrático.
Israel confirmou que Soleimani foi morto num ataque “cirúrgico” em Teerã. De acordo com o porta-voz do exército israelense, a Força Aérea bombardeou o alvo a partir de informações do serviço de inteligência do país — que conseguiu localizar o comandante do Basij enquanto ele dava ordens sob uma barraca que foi armada ao lado das ruínas do quartel-general desde que passou a conduzir a unidade em vários locais para evitar que fosse detectado.
As Forças de Israel consideram que a eliminação de Soleimani enfraquece ainda mais o comando do regime e o sistema de controle do Irã.
Outro alvo importante eliminado, na madrugada desta terça-feira, foi Akram al-Ajouri, alto-comandante do grupo palestino Jihad Islâmica. Ele liderava o lançamento de mísseis contra comunidades no sul de Israel a partir da Faixa de Gaza e era a figura chave na coordenação entre o Irã, Hezbolah no Líbano e a Jihad islâmica em Gaza.

Nos últimos anos, Akram al-Ajouri viveu na Síria, mas mudou-se para Teerã pouco antes do início da guerra para reorganizar, a partir dali, o grupo terrorista libanês. Al -Ajouri sobreviveu a um ataque israelense em Gaza, há dois anos, mas o filho, que também era comandante da Jihad Islâmica, morreu no mesmo ataque.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, logo após confirmar as mortes de Ali Larijani e Soleimani, afirmou que “os dois comandantes foram eliminados e se juntaram ao homem que arquitetou o plano de aniquilação de Israel, Ali Khamenei, nas profundezas do inferno”.
Katz ainda disse que ele, juntamente com o primeiro-ministro, determinaram que as Forças de Israel “continuem a caçar toda liderança do regime terrorista e opressor do Irã”.

