Chegou a hora de Trump decidir pela paz ou pela guerra no Irã
19 fevereiro 2026 às 18h55

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A decisão final do que vai acontecer no Oriente Médio, nos próximos dias, ainda é incerto e repousa sobre os ombros de apenas um homem: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Enquanto tenta um acordo com o Irã, Trump já enviou para a região o que chama de uma “bela armada” e, nos últimos dias, encaminhou centenas de aviões militares e o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford para pressionar o Irã.
Nesta quinta-feira, a Polônia pediu que seus cidadãos deixem o Irã imediatamente. O primeiro-ministro Donald Tusk alertou que os que não seguissem a determinação não terão como sair do país nas próximas horas.
No entanto, Trump ainda tem de decidir. O alto comissariado que compõe a administração americana passou a noite passada na Sala de Situação ou Situation Room, na Casa Branca acompanhando de perto o que acontece no Irã e discutindo a possibilidade de um ataque.
Trump não estava presente mas foi informado sobre as conversas com o Irã por seus assessores e enviados para as negociações, Steve Witkof e Jared Kushner. A mídia americana passou a divulgar nesta madrugada que os militares estariam se preparando para um ataque neste final de semana. O mesmo passou a dizer a mídia israelense, que, mais específica, afirmou que os ataques ao Irã deverão começar no domingo, 22.

Mas ainda é um mistério se Donald Trump já decidiu pelo fim das conversas com um ataque. As negociações em Genebra não avançam e essa inércia tem irritado o presidente dos Estados Unidos — o que leva seus assessores a acreditarem que não há mais espaço para negociações e que um ataque é iminente.
Trump vem consultando privativamente aliados e conselheiros, pedindo conselhos tanto a favor como contra um ataque ao Irã. No topo da lista está o que Trump considera seu legado.
O presidente talvez enxergue o momento como uma oportunidade de escrever seu nome na história como o líder americano que encerrou o confronto com o Irã, ou pelo menos o que forçou Teerã a aceitar um acordo com os termos impostos pelos Estados Unidos, caso suceda uma ação militar.
Os assessores de Trump consideram que este é o melhor momento para confrontar o Irã porque o país está enfraquecido, os grupos paramilitares que apoiam o regime — como o Hezbollah e o Hamas — foram reduzidos a pó por Israel.

A economia foi à lona e a população está nas ruas pedindo o fim do regime. Além do que o presidente conta com o apoio dos seus eleitores para uma ação militar final contra os aiatolás, por isso este seria o momento para agir, de acordo com fontes do governo. Se não agirem agora, os Estados Unidos não terão outra oportunidade. Nos próximos dias saberemos o que Trump decidiu.
A pergunta é: qual regime se instalará na estrutura montada pelos aiatolás? O novo poder conseguirá governar o país xiita? Vale lembrar que o Iraque hoje sofre grande influência xiita.

