A maior culpada pelo terror que assola o México é a presidente Cláudia Sheinbaum
23 fevereiro 2026 às 17h42

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Daqui 4 meses, a capital do estado de Jalisco, Guadalajara, teoricamente será uma das sedes da Copa do Mundo 2026. A cidade, um dos principais destinos turísticos do México continua sitiada, desde ontem, após a confirmação da morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Ganeracion (CJNG). A morte do traficante gerou uma onda de violência que, agora, se espalha por todo país. “El Mencho” foi capturado durante uma operação militar realizada pelo exército mexicano com o apoio da inteligência dos Estados Unidos. Durante o confronto com soldados, o narcotraficante foi ferido, mas morreu enquanto era levado de helicóptero para a Cidade do México.
A CJNG é considerada uma das organizações criminosas mais perigosas e influentes do México, talvez a mais poderosa, conhecida pelo tráfico de drogas como fetanil, metanfetamina, cocaína e heroína. O cartel também controla as rotas mais lucrativas entre a fronteira do México com os Estados Unidos.
A violência provocada por membros da facção, em represália à morte do traficante, já atingiu 20 estados, mas são os destinos turísticos do país o principal alvo do cartel. Os incêndios se espalharam por cidades famosas como Cancún, Playa del Carmen, Tulum e Cozumel. Autoridades locais recomendaram que a população permanecesse em suas casas. Além das cidades, o cartel também mandou bloquear todas as estradas. Até agora, 25 integrantes da Guarda Nacional já foram mortos em confronto. Os governos dos estados afetados suspenderam o transporte público e pediram que os hóspedes de regiões turísticas não saíssem de seus hotéis. Pelas redes sociais, o CJNG, agora, ameaça matar os hóspedes por toda Guadalajara a partir das 17 horas, se as demandas exigidas pelo cartel não forem atendidas e ainda determinaram toque de recolher.
Esta não é uma crise em que se espera a rápida restauração da lei e da ordem, mas uma questão de segurança nacional. Estamos falando de terrorismo. Imagens de grupos fortemente armados como as forças especiais do governo demonstram o poder de fogo deste cartel, que há muito deixou de ser um grupo de traficantes que disputa o controle de territórios com outros carteis para se tornar uma força paramilitar muito mais poderosa do que o exército do país e que conseguiu fazer da violência uma rotina por todo México.
E onde o caos floresce a ordem entra em colapso. Enquanto o país era tomado pelo narcotráfico e o terror, a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, escolheu um lado. Neste momento, ela está sob proteção da Marinha num navio de guerra em local desconhecido, mas continua entoando o mantro da estupidez. Para ela, “combater o narcotráfico com força é algo “ilegal” porque “permissão para matar” ela jamais concederia. Segundo a presidente do México, ao combater o narcotráfico, o país se tornaria automaticamente um estado fascista.
Foi o suficiente para os cartéis entenderem que o caminho estava livre e que o México assumia o papel de Narcoestado. É, por isso, que “tocam o terror” sem se preocuparem com qualquer tipo de retaliação. Desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos pela segunda vez, Donald Trump fez várias propostas à Cláudia Sheinbaum, afim de estabelecer uma parceria entre os dois países para, juntos, combaterem o narcotráfico, mas ela sempre recusou. Agora, paga o preço pela política cheia de demagogia. Há quase um ano, Trump voltou a insistir com a proposta e ainda disse que sabia como eliminar os cartéis que tomaram o México. Sheinbaum novamente disse não; na época alegou que não se sentaria à mesa de negociação com Trump porque o estado Palestino não foi reconhecido. Agora, enquanto o cartel age como um grupo terrorista, a única coisa que ainda conta com proteção garantida no México é a ideologia corrupta de uma presidente que, direta ou indiretamente, colabora com o narcotráfico e, claro, os terroristas facínoras de “El Mencho”.
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