O ditador que devia pagar pelos crimes contra a humanidade: Nicolás Maduro
05 janeiro 2026 às 17h53

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No Brasil, nos últimos dois dias, tivemos que lidar com opiniões de grupos que, de certa forma, se afastaram dos interesses da população. Como tática oficial, contornaram o benefício da prisão de um facínora que oprimia o seu povo com o discurso de que o Trump teria infringido o direito internacional ao “invadir a Venezuela e sequestrar o presidente venezuelano”. Como se a população empobrecida, obrigada a evadir de sua pátria mãe e humilhada pelos seus líderes, ligasse para a forma que o Nicolás Maduro e os seus capatazes fossem retirados do poder.
Claro que a situação ainda não se confirmou, não se sabe se os algozes vão ser todos retirados de suas funções destrutivas, mas a expectativa é que sejam destituídos… principalmente a expectativa dos que anseiam por ver uma Venezuela devolvida ao povo, à democracia e à liberdade.
A aventura nacionalista iniciada por Hugo Chávez ansiava por justiça social por meio de medidas que já se afastavam das boas práticas econômicas. Para resumir, o chavismo lançou a Venezuela em colapso econômico ao combinar nacionalizações que sufocaram a iniciativa privada, controles de preços e câmbio que geraram escassez e mercado paralelo.
Além da dependência quase absoluta da renda do petróleo sem diversificação produtiva, expansão insustentável de gastos e subsídios financiados por endividamento e emissão monetária, além de insegurança jurídica causada por expropriações e repressão política.
Esse conjunto de medidas corroeu a produção interna, afastou investimentos, alimentou hiperinflação e resultou em crise social e êxodo populacional, evidenciando como o populismo econômico pode destruir as bases de um país.
Do ponto de vista político, caçou opositores, assassinou, torturou e impediu, a todo custo, manifestações contrárias ao regime, a liberdade de imprensa e impossibilitou o acesso da população à produtos básicos de saúde, higiene e alimentícios.
A Venezuela tornou-se o retrato vivo de como a tirania, disfarçada de justiça social, pode arruinar uma nação inteira. O regime chavista, transformado em ditadura brutal, não apenas destruiu a economia, mas também esmagou a dignidade de milhões de cidadãos. Cada vida perdida, cada voz silenciada, cada família forçada ao exílio é uma prova irrefutável de crimes contra a humanidade que não podem ser esquecidos nem perdoados.
O mundo não pode se manter indiferente diante de um povo que clama por liberdade e justiça. A história exige que os responsáveis sejam julgados, que os algozes paguem por suas atrocidades e que a Venezuela seja finalmente devolvida ao seu povo. Não se trata apenas de política, mas de humanidade. E diante da humanidade, não há espaço para ditadores, há apenas o dever de resistir, denunciar e lutar até que a democracia e a esperança voltem a florescer sobre as ruínas deixadas pela opressão.
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