Os fatos da eleição do ano passado ainda nem esfriaram, vide cassação dos direitos políticos do ex-presidente pelo TSE, mas as articulações já esquentam os bastidores. Ronaldo Caiado (UB) e Flávio Dino (PSB) despontam como excelentes opções para quem busca por quadros tanto à direita quanto à esquerda. A experiência e boa avaliação como governadores pesa a favor de ambos.

Caiado, atual governador de Goiás, tem ampliado sua participação no cenário político nacional. Sua visibilidade, puxada principalmente pela atuação na Segurança Pública, Saúde e Educação, tem mostrado sua veia democrática em um cenário pós-eleição caótica e polarizada.

Com isso, o reforço de equipamentos e investimentos na segurança pública de Goiás é um claro sinal de que o Governo Federal estendeu as mãos para Goiás em um sinal, segundo Dino, de paz. Essa pacificação entre os poderes é positivo para a população e para a democracia que sofreu duros golpes.

Ao comentar sobre Caiado, Dino lembrou que durante o segundo mandato do presidente Lula eles estiveram em campos políticos opostos. “Éramos de campos políticos diferentes no segundo governo do presidente Lula, eu era da bancada de apoio e ele da oposição, mas era uma oposição exemplar, uma oposição fundamentada”.

Novos líderes

O enfraquecimento da figura do ex-presidente pode respingar no atual. Analistas políticos avaliam que sem a polarização com Bolsonaro, a tendência é que se abra uma caminho para um novo líder da esquerda. O capital político de Bolsonaro também será disputado voto a voto pelos representantes da direita.

Nesse lugar, se destaca o governador de Goiás. Prudente e moderado, Caiado é um democrata e trata a soberania popular como mote. “O ministro Flávio Dino sempre foi um parlamentar de muito conteúdo e conhecimento. Não se contesta o painel, não se contesta a decisão do povo. O povo é soberano, eu chamo a urna de vossa excelência”.

Sem espaço para radicais

O país mostrou em 2022 que não há terreno para o radicalismo e que a democracia, sempre alerta e vigilante, mostra que o espaço está sempre aberto para alianças. Lula se aliou a Geraldo Alckimin, com quem disputou campanhas incisivas.