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A.C. Scartezini

Ibope apurou que o desânimo do voto cresceu depois da Copa, sem afetar o PT e o PSDB

Oposicionistas Eduardo e Aécio: este manteve índices, o outro caiu

Oposicionistas Eduardo e Aécio: este manteve índices, o outro caiu

A última rodada de pesquisa do Ibope foi às ruas entre os dias 18 e 21, uma semana de­pois do fim da Copa do Mundo em 13 de julho. Comparada à rodada divulgada em sete de junho e apurada uma semana antes do início do torneio, a nova de­monstra que o resultado do futebol não afetou a opinião quanto ao voto em Dilma ou Aécio, mas mexeu no ânimo do eleitor.

A favorita Dilma Rousseff (PT) tinha 38% de apoio antes da Copa e ficou com o mesmo índice depois. Aécio Neves (PSDB) estava com 22% e manteve o número. Eduardo Campos (PSB), oposicionista que nada tem a ver com o futebol, sim, despencou, pagou mico: tinha 13% e desceu para 8. Em quarto, Pastor Everaldo (PSC), manteve os 3%. No Datafolha, Dilma tinha 36%, Aécio contava com 20, Campos com 8 e Everaldo tinha 3.

Na pesquisa mais recente do Ibope, no segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente venceria o senador por 41% a 33, com uma frente de oito pontos. No Datafolha, a diferença era me­nor: 44% a 40. Contra Cam­pos, Dilma teria uma frente de 12% com 41 pontos a 29. No Datafolha, a diferença menor, de sete pontos: 45% a 38.

Mais expressiva é comparação que não levar em conta a co­tação dos candidatos, mas ob­serva o ânimo do eleitor em vo­tar, constata-se que o desencanto cresceu depois da Copa. An­tes, o voto branco ou nulo estava com 13%. Depois foi a 16. Os indecisos eram 7% e foram a 9.

A última pesquisa inovou ao perguntar ao eleitor não apenas em quem votaria, mas também quem ganharia na opinião dele. O resultado demonstrou que a maioria, 54% , espera a vitória de Dilma. Aécio recebeu 16%. Campos, apenas 5%.

A rejeição da presidente me­dida pelo Ibope foi a maior en­tre os três principais candidatos, 36%. Aécio arrebatou 16%. Campos, o menos conhecido, levou 8%. Mais da metade dos eleitores, 53%, considera que o país está no “rumo errado”. Outros 44% julgam o contrário.

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