Yago Rodrigues
Yago Rodrigues

Comércio exterior ajudará a solucionar possível crise econômica de 2015, diz Bill O’Dwyer

Bill O’Dwyer: "Quando nos abrimos ao comércio exterior, vendemos o que é goiano e atraímos novos investimentos" / Fernando Leite/Jornal Opção

Bill O’Dwyer: “Quando nos abrimos ao comércio exterior, vendemos o que é goiano e atraímos novos investimentos” / Fernando Leite/Jornal Opção

William O’Dwyer, chamado Bill, que fica na Secretaria de Indústria e Comércio até o dia 31 de dezembro, ocupará a Superintendência do Comércio Exterior, no próximo ano. Consi­derada como uma “subsecretaria”, a Superintendência integra a pasta de Desenvolvimento Eco­nômico, Científico, Tecnológico e da Agri­cultura, cujo secretário, também anunciado pelo governador reeleito Marconi Perillo (PSDB), é o vice José Eliton (PP). Segundo William, a fusão é tranquila, uma vez que José Eliton representa um canal direto de comunicação com o governador.

“Eu acredito que os resultados serão muito bons. Pois, não só o corte de despesas, que é o principal objetivo, mas a integração dessas secretarias e o fortalecimento delas, individualmente e como um todo, favorecerá o Estado de Goiás”, diz. Ele acrescenta que a fusão das pastas concentrará, em um só lugar, toda cadeia produtiva e que, assim, os resultados serão positivos, em médio prazo. “A Superintendência de Comér­cio Exterior será muito benéfica para Anápolis, pois, quando nós nos abrimos para o comércio exterior, não temos apenas a venda do que é goiano, mas atraímos novos investimentos para as cidades e para a região”, afirma.

Como primeira ação, William conta que ele e o vice-governador, José Eliton, viajarão para Nova Iorque em janeiro para apresentar o Estado de Goiás à Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos: “Em janeiro, já iniciaremos os contatos com os Estados Unidos, para mostrar o potencial de Goiás. Isso deve mudar o nosso perfil”.

Quanto a 2014, William diz que “não deixa de ser um ano positivo”. O titular destaca a construção do Centro de Convenções, que será entregue no próximo ano, como uma obra importante para Anápolis. “Além do Centro, haverá a conclusão da obra do Aeroporto de Cargas. Outra obra também muito importante é a do presídio, cuja carência, em Anápolis, é muito grande”, afirma ele.

A consolidação do Daia, como um grande polo industrial e a atração de novos investimentos, é outro ponto bem avaliado por William. Para o setor, ele anuncia: “O próximo secretário tem um grande desafio, que é a construção do Daia II. Nós já prospectamos algumas áreas para desapropriação, o que nos dará condições de abrigar novas empresas”. Além disso, os 14 alqueires, que serão entregues à Goias­industrial, beneficiará o Distrito já existente.

Crise de 2015

De acordo com ele, o município anapolino está bem preparado para tão comentada crise econômica. “Ela afetará o município, mas de uma maneira mais suave. Nós já temos uma economia fortalecida, com melhores resultados, se comparada a outros Estados brasileiros”. O potencial logístico somado ao polo farmoquímico e à própria indústria automobilística contribuem para que o mercado mantenha um nível bom, com manutenção de empregos e geração de renda, ainda que em patamares menores.

“O comércio exterior, as exportações e importações via Porto Seco geram bons resultados; o que é positivo para o balanço comercial. Quando você entrega uma obra, gera-se oportunidades de empregos, de realizar novos investimentos”, explica. O secretário cita o Centro de Convenções, como exemplo. Segundo ele, o lugar será uma porta aberta para eventos, o que traz rendas. “A cidade será muito beneficiada. O Centro forçará a construção de novos hotéis e a cidade terá que ser reaparelhada, estruturalmente, para receber esse turismo em massa”, aponta.

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