“Poderá haver penalizações, inclusive a rescisão contratual”, afirma assessor técnico da Saúde após falhas no atendimento na maternidade
01 abril 2026 às 19h12

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia anunciou, nesta quarta-feira, 1º, que está atuando de forma mais próxima na Maternidade Célia Câmara para garantir a continuidade dos atendimentos, após a saída abrupta de médicos vinculados a uma empresa terceirizada contratada pela Organização Social (OS) São José. O assessor técnico da pasta, Frank Cardoso, concedeu coletiva de imprensa para detalhar as medidas adotadas.
Segundo Frank, o acompanhamento da unidade começou em dezembro, mas foi intensificado nos últimos dias diante de denúncias e notificações sobre falhas no atendimento. “Estamos com equipe dentro da maternidade, acompanhando relatórios e garantindo que não haja desassistência, especialmente nos setores de pronto atendimento”, afirmou.
O assessor explicou que a responsabilidade pela contratação e pagamento dos médicos é da OS, mas a Secretaria passou a intervir para assegurar a manutenção dos serviços mínimos. “A empresa que prestava serviços retirou os profissionais de forma abrupta, sem transição. A Secretaria atua para manter o atendimento e evitar prejuízos à população”, disse.
Questionado sobre casos de pacientes que não conseguiram atendimento, como o de uma gestante de alto risco que precisou recorrer a hospital particular, Cardoso reconheceu a gravidade da situação e garantiu que a pasta está avaliando medidas. “Todas as causas serão apuradas e, se necessário, poderá haver penalizações, inclusive a rescisão contratual”, declarou.
Durante a coletiva, o assessor confirmou que médicos da própria Secretaria foram deslocados para a unidade. “Temos pelo menos dois profissionais atuando lá, além de equipe administrativa. O objetivo é manter o funcionamento contínuo”, explicou.
Ele também disse que transferências de pacientes podem ocorrer em casos específicos, mas a prioridade é que o atendimento seja realizado na própria maternidade.
Sobre a possibilidade de troca da Organização Social responsável pela gestão, Cardoso afirmou que a São José segue operando no hospital, mas não descartou mudanças futuras. “Estamos avaliando todas as alternativas. Caso seja necessário, haverá comunicação oficial sobre qualquer alteração”, concluiu.
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