O presidente do Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde), Luiz Antônio Vessani, informou com exclusividade ao Jornal Opção, nesta terça-feira, 24, que embarcou para Toronto, no Canadá, para participar da PDAC 2026 (Prospectors & Developers Association of Canada), que, segundo ele, é a maior convenção mundial de exploração mineral e mineração, que acontece de 1º a 4 de março. O evento reúne mais de 27 mil participantes de 125 países, com 1.300 expositores e 700 palestrantes, consolidando-se como o principal ponto de encontro global do setor.

Presidente do Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde), Luiz Antônio Vessani | Foto: Divulgação

Em entrevista, Vessani destacou a importância da feira. “O PDAC é uma feira de projetos, é uma coisa incrível. O mundo inteiro traz projetos de mineração em várias etapas de conhecimento. Nem todos na fase de risco, buscando atrair investimentos, parceiros para tocar os projetos em sociedade. Tem várias ferramentas, inclusive via bolsa de valores. O Canadá tem um ambiente extremamente moderno e desenvolvido para fomentar investimento em mineração, é o país que mais desenvolveu essas ferramentas. Toronto é o centro mundial de entidades investidoras em mineração”, disse.

Segundo ele, o formato da convenção é bastante dinâmico. “É interessante, vem pessoal do mundo inteiro, literalmente Mongólia, Chipre, Grécia, Bolívia, Brasil, etc., trazendo seus projetos. E abre uma feirinha como se estivesse vendendo pastel mesmo. Abre seu estandezinho, mostra seu mapa, leva suas amostras, seus resultados, e fica aguardando os investidores que ficam passeando nos corredores olhando, estudando, assuntando e conversando, quiçá fazendo negócios”, contou.

Sobre a participação goiana, Vessani explicou que não haverá estande próprio. “Nós temos algumas reuniões nesse ambiente onde já apresentamos os projetos anteriormente e fazemos encontros comerciais para negociar. Goiás é o foco principal nosso”, afirmou.

Ele também esclareceu o perfil das empresas que expõem seus portfólios. “Quem oferece o portfólio são as junior companies. São empresas de iniciantes, que não têm capital e precisam de uma vitrine geral para apresentar. Por exemplo, o projeto de Chapada, de cobre, hoje da Lundin, foi desenvolvido por uma empresa júnior chamada Yamana, que cresceu a ponto de valer bilhões de dólares”, disse.

Entre os projetos em destaque, Goiás levará propostas de exploração de ouro, terras raras, titânio e fosfato. “Nós temos dois bons projetos de ouro em Goiás, com conversações bem avançadas. Acredito que vamos fechar negócio para este ano já começar a investir seriamente em exploração e pesquisa. Além disso, temos projetos de terras raras, titânio e fosfato. Esses são nossos focos principais”, apontou.

Quanto às expectativas de investimento, Vessani foi cauteloso, mas otimista. “É muito difícil falar um valor, porque são projetos que têm etapas de risco a serem cumpridas. Mas entendemos que pelo menos uns 10 milhões de dólares vamos conseguir captar para investir este ano em exploração e pesquisa. Se esses investimentos derem certo, aí partimos para implantar projeto, que é na casa de centenas de milhões”, afirmou.

A PDAC é realizada anualmente desde 1932 e se tornou referência mundial em mineração e exploração mineral. O evento é considerado o espaço onde “o futuro da exploração mineral ganha forma, uma conversa de cada vez”.

Leia também:

Serasa faz mutirão de negociação de dívidas; termina no dia 1º de abril

Especialista da Serasa aponta as principais dicas para sair das dívidas  

Quanto uma pessoa precisa ganhar para viver bem em Goiânia em 2026?