Saiba quais colégios em Goiânia apresentaram maiores reajustes nas mensalidades
24 novembro 2025 às 15h49

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O Procon Goiás divulgou o relatório técnico da Pesquisa Comparativa de Preços de Mensalidade Escolar para o ano letivo de 2026, realizada entre 27 e 31 de outubro em 44 escolas de Goiânia. O levantamento, que abrangeu 17 séries da Educação Infantil ao Ensino Médio, mostra que os maiores reajustes médios ocorreram na Educação Infantil, impactando diretamente famílias com crianças pequenas.
Na região Centro-Oeste da cidade, por exemplo, o Maternal II/Infantil II registrou alta de 39,81%, passando de R$ 1.071,00 para R$ 1.497,33, enquanto no Sudoeste o Maternal IV/Infantil V apresentou diferença de 71,31%, variando de R$ 1.094,50 no Colégio Expovest Jr. a R$ 1.875,00 no Colégio Princípios.
No Ensino Fundamental, as variações também chamam atenção. No Centro-Oeste, o 9º ano vespertino tem diferença de 104,84%, indo de R$ 1.157,00 na Escola Adventista a R$ 2.370,00 no Colégio Agostiniano Nossa Senhora de Fátima. Já na região Norte, o 6º ano vespertino apresentou o maior reajuste médio, com alta de 37,39%, passando de R$ 1.257,00 para R$ 1.726,95. No Sul, o mesmo 6º ano vespertino aumentou 23,44%, de R$ 1.924,00 para R$ 2.375,00.
No Ensino Médio, as disparidades são ainda mais expressivas. Na região Norte, a 3ª série matutina apresenta variação de 148,64%, com mensalidades que vão de R$ 1.324,00 no Colégio Yolanda a R$ 3.292,01 no Colégio Jaó. No Sul, a 1ª série matutina registra diferença de 103,09%, com valores entre R$ 2.068,00 no Colégio Protágoras e R$ 4.200,00 no Colégio WR.
Entre as escolas bilíngues, embora as discrepâncias sejam menores, ainda são relevantes. O 6º ano matutino apresenta variação de 24,28%, com valores de R$ 2.975,00 no Interschool Brasil a R$ 3.697,29 na Maple Bear Escola Canadense. O maior reajuste médio nesse segmento foi no 2º ano matutino, com elevação de 11,67%, passando de R$ 2.763,87 para R$ 3.086,55.
O Procon Goiás reforça que, conforme a Lei nº 9.870 de 1999 e o Código de Defesa do Consumidor, o valor da anuidade ou semestralidade deve ser contratado na matrícula ou renovação e dividido em parcelas iguais. As escolas devem divulgar contratos e valores com antecedência mínima de 45 dias, sendo proibida a suspensão de provas ou retenção de documentos por inadimplência.
O desligamento por falta de pagamento só pode ocorrer ao final do período letivo. O órgão recomenda que os contratos sejam lidos com clareza, que os pais participem de reuniões e que a prestação de serviços educacionais se baseie na confiança e transparência, ressaltando ainda que os resultados da pesquisa não podem ser utilizados para fins publicitários.
O relatório também contextualiza a importância da escola na formação dos indivíduos e lembra que a educação no Brasil tem raízes no período colonial, com a chegada dos jesuítas em 1549 e a fundação do Colégio de São Paulo em 1554.
Destaca o papel crucial da escola pública em regiões periféricas, ressaltando que Goiás obteve em 2024 a maior nota do país no IDEB do ensino médio, com média de 4,8. Já a rede privada é apontada como pilar estratégico para o sistema nacional, com mais de 40 mil instituições que atendem milhões de estudantes, desoneram o Estado em cerca de R$ 120 bilhões por ano, geram empregos e fomentam inovação pedagógica.
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