O gerente do Centro de Informações Hidrológicas, Meteorológicas e Geológicas de Goiás (Cimehgo), órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), André Amorim, esclareceu, nesta sexta-feira, 9, em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, a atual situação climática no estado e os motivos da redução das chuvas intensas registradas na última semana.

André Amorim. Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção

De acordo com Amorim, a previsão para os próximos dias é de pancadas isoladas de chuva, que não se comparam com os temporais prolongados que atingiram Goiás nos últimos dias. O fenômeno responsável pelos grandes volumes de precipitação foi a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que perdeu intensidade e praticamente deixou de atuar sobre a região.

“Nós tínhamos uma ZCAS atuando, que era a responsável por grandes volumes de chuva. O que aconteceu? Ela perdeu intensidade, ou praticamente já não existe mais. Ainda há nebulosidade vinda da região Norte, mas agora teremos pancadas isoladas, não chuvas generalizadas como antes”, afirmou.

A ZCAS é um sistema meteorológico que costuma provocar chuvas persistentes e volumosas em diversas partes do Brasil. Em Goiás, sua presença trouxe preocupação e transtornos, mas com a perda de força, o cenário mudou para precipitações esporádicas e menos severas.

A previsão para esta sexta-feira, 9, indica apenas pancadas rápidas e isoladas, em contraste com os temporais da semana anterior. A nebulosidade ainda está presente, mas sem força para provocar chuvas intensas.

Leia também:

5 livros tão ruins que parecem ter sido escritos pelo Paulo Coelho

Novo uniforme do Vila Nova provoca polêmica política ao ser associado ao PT

Último dia para se inscrever no concurso da prefeitura de Abadia de Goiás: salários chegam a R$ 4,5 mil