O Programa Cidade Segura removeu 53 toneladas de fios de internet inutilizados dos postes de Goiânia. De acordo com o secretário de Governo da Prefeitura de Goiânia, Jovair Arantes, esse é o resultado de dois meses dos trabalhados conduzidos pelo Paço com parceria com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), a Equatorial Goiás e empresas de telecomunicações da Capital. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 16.

Indagado pelo Jornal Opção sobre quantas toneladas ainda devem ser recolhidas e qual o prazo para a conclusão dos serviços, Arantes não soube prevê. “A gente não tem como estimar essas toneladas. E nós tínhamos estimulado junto com com os profissionais da área para os cinco bairros, que foram feitos até agora, por volta de 20 a 22 toneladas. Retiramos dos mesmos bairros, que estava estimado 22 toneladas. Então variável”, explicou.

“Nós coletamos 53 toneladas de fios que não podiam estar em postes de Goiânia. Esses fios podem causar problemas de tensão, acidentes variados e até mesmo mortes. Por exemplo, de motocicletas, de crianças que veem o fio pendurado e querem brincar e nem sempre estão sem energia”, acrescentou Arantes. Ele lembrou que para concluir o serviço em toda a cidade serão necessários ainda as equipes subirem em mais de 170 mil postes espalhados pela cidade.

A iniciativa começou pela região Noroeste de Goiânia, pela Vila Mutirão I e II. Na sequência, a operação esteve nos jardins Europa, Planalto e Vila União. O promotor de Justiça Carlos Alexandre Marques destacou que o serviço vai muito além de reduzir a poluição visual, uma vez que contribui significativamente para a segurança da população.

Marques enfatizou ainda o ciclo positivo que essa ação desencadeia, uma vez que o material recolhido é destinado a cooperativas de reciclagem, criando oportunidades de emprego e renda para mais de 200 famílias. “Imaginamos o que isso vai trazer para a cidade de benefício em termos visuais, na questão estética, para o próprio sistema em termos de queda de energia, e de acidentes quando toda a Capital receber o programa”, estima.

É que todo o material coletado será distribuído igualmente entre 13 cooperativas de reciclagem, cada uma recebendo 4.091 quilos de reciclagem. Para o presidente da presidente da Cooperativa Beija-Flor, Claubi Teixeira, frisou a importância desses materiais para a subsistência das famílias envolvidas nessas cooperativas, bem como o impacto ambiental positivo que essa ação representa. “Esses fios vão gerar emprego e renda para essas famílias, além do impacto ambiental para a cidade. Antigamente, todo esse material seria destinado ao aterro sanitário”, disse.

Próximas etapas

Jovair Arantes anunciou que a próxima etapa será no Centro e no Setor Sul. Segundo ele, a partir desses bairros o programa será expandido para a Região Leste e Região de Campinas. “Nós vamos fazer esse trabalho, que é muito importante para a cidade, de forma paulatina”, enfatizou.  

Os serviços de reconhecimento da fiação são acompanhadas pela Secretaria Municipal de Mobilidade (SMM) e a Guarda Civil Municipal (GCM). Essas equipes atuam no suporte à fiscalização, segurança e controle do trânsito onde as ações são realizadas. Já a limpeza e a manutenção são feitas pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg).

Leia também: Em meio a debate sobre fiação subterrânea, mais de 3 toneladas de cabos antigos são retiradas de postes de Goiânia

Especialistas apontam desafios e alternativas para implantação de redes subterrâneas em Goiás