Tocantins
Na história da Assembleia Legislativa apenas dois deputados — Sargento Aragão (PROS) e José Augusto Pugliesi (PMDB) — conseguiram voltar ao plenário da Casa depois de fracasso eleitoral na tentativa de reeleição. Pelo menos três ex-deputados tentam entrar para a estatística dos que conseguiram retomar a carreira depois de uma derrota. Palmeri Bezerra (PSB), Igue do Vale (PSD) e José Viana (PSD) são pré-candidatos com chances de eleição.
O ex-vice-governador Paulo Sidnei (PPS) está de volta. Será candidato a deputado estadual e tem boas possibilidades de voltar ao plenário da Assembleia Legislativa. Sidnei tem confessado que não quer encerrar a sua carreira como um político cassado e sim como homem público zeloso como sempre foi.
O ex-secretário de Relações Institucionais Eduardo Siqueira Campos acaba de criar a terceira via na Assembleia Legislativa. Integram esta bancada deputados que atacam o governo de “mentirinha” e a oposição de verdade. A oposição neste caso se refere ao ex-governador Marcelo Miranda e a senadora Kátia Abreu, ambos do PMDB. O deputado José Augusto Pugliesi (PMDB) é o grande líder deste bloco.
A lista de filhinhos de papai que almejam disputar as eleições só aumenta. Constam da lista: Alexandre Siqueira Campos (PSDB), Otoniel Filho (PSB) e Vicentinho Filho (PSB), que são candidatos a deputado federal, e Bruno Gaguim (PMDB), que será candidato a deputado estadual. Pelo sobrenome não é preciso dizer de quem são filhos.
O ex-secretário da Educação Danilo de Melo (PSB) mantém a disposição de disputar as eleições, mas admite mudar de cargo. Não será mais candidato a deputado federal e sim a deputado estadual. A falta de decisão do partido, que não sabe se é governo ou oposição, está influenciado no seu projeto político.
A campanha ainda nem começou e o defensor público Marcelo Tomaz (PMDB) já aparece nos levantamentos como um forte candidato a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Portuense, filho do ex-prefeito Evaldo Tomaz, que lutou pela criação do Tocantins, Marcelo conquistou confiança depois do trabalho competente à frente da Defensoria Pública do Estado.
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Raul Filho quer ser senador, mas há muitas dificuldades[/caption]
O ex-prefeito de Palmas Raul Filho (PT) desistiu de disputar o governo e anuncia que é candidato ao Senado. O ex-prefeito apresenta uma lista de 400 líderes que apoiam a ideia. O abaixo-assinado é uma tentativa de mostrar que a postulação é legitima e atende a vontade das bases. Mas não será fácil convencer a cúpula. Raul tem problemas internos e por duas vezes sofreu processo de expulsão por infidelidade partidária. Ele não acompanhou a candidatura do partido em 2010 e agora tem outro complicador: sua mulher, a deputada Solange Duailibe, aderiu ao governo.
No plenário da Assembleia Legislativa está virando motivo de chacota os pronunciamentos atacando o ex-governador Marcelo Miranda e defendendo a candidatura de Júnior Coimbra. No espetáculo armado pelo Palácio Araguaia, Pugliesi, aliado de Coimbra, considera que é válido o esforço do bloco dos autênticos em movimentar a militância peemedebista, mas classifica de irresponsabilidade a pré-candidatura de Marcelo Miranda. Para ele Miranda é inelegível. E em que o deputado se baseia para afirmar categoricamente que o ex-governador não vai ser candidato?
O procurador da República Mário Lúcio Avelar finalmente desencantou. Anunciou durante a semana filiação ao PPS do deputado Roberto Freire. Agora filiado a um partido Mário Lúcio pode falar em candidatura, mas não será fácil organizar uma estrutura eleitoral numa sigla controlada pelo Palácio Araguaia. Nos bastidores comenta-se que o presidente da legenda no Estado, deputado Eduardo do Dertins, já se define como independente.
Novo sistema de transporte coletivo da capital, estruturado ao longo da Avenida Teotônio Segurado, prevê a integração entre ônibus, automóveis, bicicletas e até barcos, num formato diferente de outras experiências internacionais a partir da ideia do Ligerinho de Curitiba
A renovação da representação do Tocantins na Câmara Federal sempre foi baixa, mas este ano pode aumentar por causa da quantidade de candidatos competitivos que estão entrando na briga com condições de tomar o lugar de nomes tradicionais
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Ex-governador Marcelo Miranda: líder disparado nas pesquisas | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Está virando uma percepção generalizada. Se Marcelo Miranda (PMDB) for candidato a governador não tem pra ninguém. É o que se ouve nas ruas quando o assunto é a sucessão estadual. Marcelo é o que pode se chamar de bola da vez. Precisa, porém, ter competência para administrar o jogo com larga vantagem.
O deputado Marcelo Lelis voltou da região sul entusiasmado com a receptividade ao projeto de candidatura própria do PV. O deputado, que é pré-candidato ao governo, relata que em Gurupi cerca de 350 líderes de municípios da região sul lotaram o plenário da Câmara Municipal para ouvir as suas propostas. “Estamos sentindo que o povo quer mudança e que o nosso projeto inspira confiança”, comentou o deputado, ao fazer um balanço positivo do PV na estrada.
O ex-presidente regional do PT Donizeti Nogueira (PT) confirma expectativa de assumir cadeira na Câmara Federal nos próximos dias. O dirigente revela entendimento com o deputado César Halum (PRB), que vai entrar com pedido de licença, para que o suplente possa assumir. Será um passo importante para o PT do Tocantins eleger deputado federal. Nogueira continua sendo a principal aposta.
Pré-candidato do PT, o ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão não tem pressa de botar o bloco na rua. Mourão acredita que independentemente de o PT ter ou não candidato próprio, o mais importante é construir a unidade das oposições já no primeiro turno, pois tem condições reais de vencer as eleições. O petista é um nome fundamental na construção dessa união. O ex-prefeito, que participou da caravana do PT, disse ter sentido de perto o desejo de mudança que, segundo ele, ecoa por todo o Estado.


