Política

Encontramos 4507 resultados
casa-bolsonaro-prisao-domiciliar
Ex-presidente
Saiba como é a casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Ex-presidente está recluso em imóvel de luxo com piscina e forte esquema de segurança em condomínio fechado

Conversar
Lula afirma que vai convidar Trump para a COP30 no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta terça-feira, 5, durante um evento no Palácio Itamaraty, que pretende convidar o presidente estadunidense Donald Trump para a 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30). Segundo o líder da esquerda, o suposto motivo do convite é querer saber o que o norte-americano pensa das questões climáticas. A conferência, que vai acontecer em Belém, capital do Pará, no mês de novembro, promete trazer à tona não somente questões climáticas, mas também discussões sobre as tensões recentes entre Brasil e EUA.  

No Palácio Itamaraty o presidente afirmou que não pretende telefonar para Donald Trump com fins comerciais, já que, segundo ele, o ex-presidente norte-americano não tem interesse em conversar. No entanto, disse que irá contatá-lo para convidá-lo à COP, a fim de conhecer sua opinião sobre a questão climática. Ele ressaltou que terá a gentileza de estender esse convite pessoalmente. Além de Trump, mencionou que também entrará em contato com os líderes Xi Jinping e Narendra Modi. A única exceção será Vladimir Putin, pois, de acordo com o presidente, o líder russo não está podendo viajar. Por fim, reafirmou a intenção de conversar com diversos chefes de Estado.

Durante o encontro do Conselhão, realizado no Palácio Itamaraty, o presidente Lula afirmou que, caso o ex-presidente norte-americano não compareça à COP, será por vontade própria — não por falta de delicadeza, charme ou compromisso democrático por parte do Brasil. Ele reiterou que o país jamais abandonou a mesa de negociações com os Estados Unidos e avaliou que as sanções aplicadas aos produtos brasileiros têm motivação política. Diante das tarifas elevadas, o presidente declarou que o compromisso do governo é com o povo brasileiro e não aceitará que a população seja penalizada injustamente.

Lula anunciou a implementação de um plano de contingência para enfrentar as consequências econômicas e sociais do aumento tarifário, garantindo proteção aos trabalhadores e empresas afetadas. Além disso, assegurou que o governo recorrerá a todas as medidas legais disponíveis, começando pela Organização Mundial do Comércio (OMC), a fim de defender os interesses nacionais.

Referindo-se a uma resolução publicada pelo governo federal, o presidente destacou que o Ministério das Relações Exteriores está autorizado a acionar o mecanismo de solução de controvérsias da OMC, que tem como objetivo assegurar que os países respeitem os acordos comerciais e que medidas incompatíveis possam ser devidamente contestadas. Momentos antes, Lula criticou diretamente o presidente norte-americano por ter imposto tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afirmando que ele não tinha o direito de agir dessa forma.

A reunião foi marcada por pronunciamentos em defesa da soberania nacional. Os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) reforçaram, em seus discursos, a necessidade de proteger o Estado brasileiro das ações dos Estados Unidos.

Leia também: Oposição protesta contra prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e anunciam obstrução dos trabalhos no Congresso Nacional

Insatisfação
Avaliação do Congresso piora, aponta nova pesquisa Datafolha

Insatisfação com os representantes

Foto Arquivo pessoal
Justiça
Advogados avaliam se houve abuso de Moraes na prisão domiciliar de Bolsonaro

Especialistas avaliaram que há indícios de excessos de poder e abusos de autoridade no caso, mas lembram que há precedentes semelhantes, como o processo da Operação Lava Jato que levou à prisão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva

BR_CNN_040825_ZOOM_FLAVIO_BOLSONARO_frame_27568
Flávio Bolsonaro critica ausência de governadores aliados em atos pró-Bolsonaro e vê “erro estratégico”

Apenas Jorginho Mello (PL-SC) e Cláudio Castro (PL-RJ), pré-candidatos ao Senado, compareceram aos atos

“Já está condenado”: Caiado critica prisão e presta solidariedade a Bolsonaro

“Começou errado, quando o STF definiu pelo julgamento do ex-presidente em uma Câmara, e não pelo Pleno da Suprema Corte”, disse o governador de Goiás

Decisão Final é do Lula
Brasil reage ao tarifaço de Trump e deve acionar Organização Mundial do Comércio

O governo brasileiro deu o primeiro passo para contestar o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre cerca de 35% das exportações brasileiras. Nesta segunda-feira, 4, o Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a abertura de uma consulta formal à Organização Mundial do Comércio (OMC). A decisão final sobre como e quando acionar o organismo internacional caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O anúncio foi feito pelo o vice-presidente, e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. “Está aprovado pelo Conselho de Ministros da Camex. Agora o presidente Lula vai decidir como fazê-lo e quando fazê-lo”, afirmou.

A consulta à OMC é o primeiro passo de um processo que pode culminar na instalação de um painel de arbitragem, caso não haja acordo na fase inicial. Segundo Alckmin, o objetivo é negociar a redução da alíquota ou a exclusão de setores brasileiros da lista de sobretaxação.

O governo também está em diálogo com os setores afetados e busca alternativas para ampliar mercados. A Apex Brasil, agência de promoção de exportações, está envolvida na missão de abrir novas frentes comerciais, especialmente na União Europeia e no Reino Unido, onde barreiras sanitárias podem ser superadas. “Já fizemos uma reunião com o setor do agro e vamos fazer outra amanhã. Estamos ouvindo os setores e trabalhando para defender os interesses do Brasil”, disse Alckmin.

Setores cobram agilidade

Apesar da movimentação diplomática, representantes da indústria demonstram frustração. Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), classificou a reunião com o governo como “mais do mesmo”. “A gente reconhece que existe uma preocupação, mas uma medida efetiva não chegou ainda para o setor, principalmente para o setor de pescados que tinha uma grande expectativa de ser excluído da lista”, afirmou.

O setor pede uma linha de crédito de baixo custo para manter empregos e evitar a paralisação da produção. Segundo Lobo, o governo prometeu apoio há 10 dias, mas ainda não apresentou soluções concretas. “O tempo da gente não é de médio prazo, é de curto prazo. Tem que ser para ontem”, cobrou. Alckmin respondeu que o plano de contingência está em fase final e será anunciado em breve: “Conosco não tem pré-datado, é PIX. Na hora que resolver, paga”, garantiu.

Leia também: Atuação de Alckmin em crise com EUA fortalece seu nome para se manter na vice de Lula em 2026

alckmin-idp_mcamgo_abr_25022025-8
Brasil
Atuação de Alckmin em crise com EUA fortalece seu nome para se manter na vice de Lula em 2026

Apesar do fortalecimento político, o futuro de Alckmin em 2026 ainda é motivo de disputa

Políticas Migratórias
EUA vai exigir caução de até US$ 15 mil para vistos de turismo e negócios

Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira, 4, duas novas medidas que impactam diretamente a política de vistos do país. A primeira delas é a implementação de um programa piloto que exigirá caução de até US$ 15 mil (cerca de R$ 82 mil) para determinados solicitantes dos vistos B-1 (negócios temporários) e B-2 (turismo, lazer e tratamento médico). A iniciativa, que entra em vigor em 20 de agosto e terá duração de 12 meses, tem como objetivo coibir a permanência ilegal de estrangeiros que excedem o tempo de estadia permitido.

Essas mudanças refletem o endurecimento das políticas migratórias dos EUA e podem impactar significativamente o fluxo de turistas, investidores e profissionais estrangeiros interessados em entrar ou permanecer no país.

Segundo o Departamento de Estado estadunidense, os valores exigidos poderão variar entre US$ 5 mil, US$ 10 mil e US$ 15 mil, com expectativa de que a maioria dos casos fique na faixa intermediária. A medida será aplicada a cidadãos de países com altas taxas de permanência irregular e sistemas de verificação considerados falhos. A lista oficial dos países afetados será divulgada com pelo menos 15 dias de antecedência no portal Travel.State.Gov e poderá ser atualizada ao longo do programa.

Essa proposta não é inédita. Em 2020, uma versão semelhante foi apresentada, envolvendo 24 países, incluindo Afeganistão, Irã, Síria e várias nações africanas. No entanto, o projeto foi suspenso devido à queda global nas viagens durante a pandemia de Covid-19. Agora, a iniciativa ressurge como resposta à ordem executiva 14159, assinada pelo presidente Donald Trump, intitulada “Protegendo o Povo Americano Contra a Invasão”.

“Gold Card”

Paralelamente, o governo americano também lançou o polêmico “Gold Card”, um visto especial que promete acesso facilitado à cidadania americana mediante um investimento mínimo de US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões). O programa, anunciado em abril, visa atrair imigrantes ricos dispostos a investir e gerar empregos nos Estados Unidos. Segundo o secretário do Comércio, Howard Lutnick, o Gold Card deve substituir o atual EB-5, que concede residência permanente a estrangeiros que investem e criam empregos no país.

O presidente Trump afirmou que o Gold Card oferecerá mais privilégios do que o tradicional Green Card e será uma ferramenta para reduzir o déficit fiscal americano. Empresas americanas também poderão adquirir o visto para contratar trabalhadores estrangeiros especializados. Apesar das promessas, o programa levanta preocupações semelhantes às enfrentadas por iniciativas europeias de “Golden Visa”, que foram suspensas ou restringidas por países como Reino Unido, Portugal e Espanha devido a riscos de segurança e lavagem de dinheiro.

Leia também: Hospedagens em Belém para a COP30 superam valores do Copacabana Palace

vice-prefeita-amarracao-amorosa
Interior
Vice-prefeita em SP é suspeita de usar verba pública para pagar “amarração amorosa”

Justiça suspende contratos da prefeitura com empresa investigada por desvio de recursos para serviços espirituais

STF X Legislativo
Oposição exige reação do Senado após tornozeleira imposta pela Justiça a Marcos do Val

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra Do Val logo após seu retorno dos Estados Unidos

A tradicional Cavalgada de Acreúna foi um verdadeiro sucesso! Um momento de celebração, cultura (1)
Irregularidades
CPI de Acreúna recomenda cassação do prefeito Claudiomar Portugal

Relatório da CPI aponta indícios de nepotismo indireto e irregularidades em contratos de saúde

img20241029173850670-768x473
Lei Clezão Silveira: Gayer propõe versão brasileira da Lei Magnitsky

Entre as medidas previstas estão o congelamento de ativos no Brasil; a proibição de abertura de contas e acesso a crédito em instituições financeiras reguladas pelo Banco Central e outros

Mundo
China congela investimentos nos EUA em nova fase da guerra comercial

Impacto na economia americana pode ser em mais de US$ 3 bilhões, segundo projeção com base em investimentos de anos anteriores

Goiás como vitrine
Saiba quais são as ‘cartas na manga’ de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial em 2026  

Para consolidar projeto presidencial, governador Ronaldo Caiado pretende utilizar Goiás como vitrine em sua campanha. O Jornal Opção apurou quais são as principais entregas em cada área