Anápolis
[caption id="attachment_3908" align="alignleft" width="300"]
Elismar confia que PHS deverá ter bons resultados mesmo com candidaturas puro-sangue para estadual. Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Uma das figuras políticas mais ativas em Anápolis, o vice-presidente estadual do PHS, Elismar Veiga, acredita que haverá uma grande renovação nos quadros do legislativo este ano, principalmente no que diz respeito à Assembleia de Goiás. O anapolino afirma acreditar que pelo menos 50% dos deputados eleitos este ano serão novos nomes, devido à configuração dos partidos já consolidados e ao surgimento de novas siglas.
E nesse contexto, segundo Elismar, Anápolis terá um papel importante. “Penso que Anápolis elegerá mais de dois deputados estaduais. Pelo colégio eleitoral que tem, o anapolino tem chegado a conclusão de que é preciso votar em políticos daqui”, diz. Para ele, o fato de a cidade ter também um representante na disputa pelas majoritárias — se referindo ao ex-prefeito Antônio Gomide — ajuda nessa movimentação. “Não tenho dúvidas de que quando a cidade tem um candidato na majoritária, há grande influência nesse sentido. É claro que, por outro lado, somos um Estado com regiões bem definidas. A região sudoeste, assim como Aparecida de Goiânia, por exemplo, tem resistência a Anápolis por conta do próprio bairrismo natural, mas estamos confiantes.”
Elismar, que é um dos principais candidatos a deputado estadual, ao lado da Dr. Gina, confia que o PHS deverá ter bons resultados no pleito de outubro, mesmo com candidaturas puro-sangue para estadual. “A chapa própria para deputado estadual tem sido trabalhada há dois anos. Não temos candidatos puxadores de votos, mas teremos 51 candidatos.” A estratégia do partido é, com um grande número de candidatos, alcançar o consciente para eleger dois ou três. Fora isso, o PHS também terá três candidatos a deputado federal de Anápolis: Cláudio Romero, que é presidente municipal do partido; Pantera, que tem característica de atrair votos de protesto; e Ananias Júnior, apontado como quem tem capacidade de agregar votos de pessoas com menos de 30 anos.
Com o afunilamento das alianças partidárias e aproximação das convenções, o PPS já praticamente definiu quem deverá apoiar em outubro. No cenário nacional, o partido estará com o PSB de Eduardo Campos. Em Goiás, a sigla deverá continuar na base do governador Marconi Perillo, a quem apoia desde 2004. As conversas são favoráveis nesse sentido, principalmente devido à pré-candidatura de Marcos Abrão — sobrinho da senadora Lúcia Vânia (PSDB) — a deputado federal. Para deputado estadual, a meta é eleger dois numa chapa formada apenas por “nanicos”, como PV, PTC e PEN. E um dos favoritos para se eleger é André Almeida, presidente da legenda em Anápolis. André é apontado como um advogado competente, que tem um trabalho político consistente e com boas chances de ter uma boa votação.
Estudo publicado pela revista “Exame” coloca, novamente, Anápolis como uma das 100 melhores cidades do País para se investir em negócios. O estudo, que analisou as cidades com mais de 100 mil habitantes, revelou que o município tem um expressivo potencial para receber novos empreendimentos. O levantamento, feito com exclusividade para “Exame” pela consultoria paulista Urban Systems, considerou 27 indicadores para elaboração do ranking, entre eles o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a ampliação do número de empresas e também das vagas de empregos formais. Em Goiás, apenas quatro municípios conseguiram pontuação suficiente para figurar na lista final, após análise de 293 cidades. Além de Anápolis (53º), também pontuaram Goiânia (20º), Rio Verde (33º) e Valparaíso de Goiás (81º).
[caption id="attachment_3061" align="alignleft" width="300"]
Marconi deve manter apoio do PHS / FOTO: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
O PHS é o único partido no Brasil cujo presidente nacional é de Goiás. Isso se deve, em grande parte, ao bom trabalho realizado por Eduardo Machado à frente da sigla. É certo que Eduardo procura costurar bem seus contatos afim de dar boa musculatura a seu partido. Devido a isso, está sendo disputado entre os grandes para as eleições majoritárias deste ano. O governador Marconi Perillo quer que o PHS continue em sua base. Foi feito o convite para que Eduardo assuma a suplência de Vilmar Rocha, pré-candidato ao Senado.
Porém, é mais certo ainda que o ex-prefeito de Anápolis e pré-candidato ao governo estadual pelo PT, Antônio Gomide, já o convidou para assumir a vice em sua chapa. O convite de Gomide é deveras tentador. Entretanto, a decisão sobre a aliança não cabe ao presidente e sim ao partido. E é nesse ponto, segundo membros da direção do PHS goiano, que a decisão tende para que o partido continue na base do governo tucano. “Acredito que o partido deverá se mantém na base do governador. Falo isso porque o presidente Eduardo [Machado] tem um relacionamento muito bom com o Vilmar Rocha, tanto que o trata como ‘meu professor’. Além disso, a grande maioria dos candidatos a [deputado] estadual, trabalhou pelo governador Marconi desde as últimas eleições”, diz um membro do partido.
A mesma fonte diz que o partido tem liberdade para dialogar. “E vamos continuar dialogando. A configuração política é dinâmica e nada impede que o partido escolha estar junto com a candidatura de Gomide. Tudo depende do que o partido irá decidir. Mas é preciso ter mente que, às vezes, uma aliança em Goiás pode ter influência nas alianças formadas nos outros Estados. Afinal, somos um partido nacional que tem um presidente goiano”, declara. A decisão deverá ser tomada em breve, provavelmente em maio, pelo menos no que diz respeito às majoritárias, pois nas proporcionais, o PHS irá de chapa pura.
O prefeito João Gomes esteve na posse do novo secretário de Indústria e Comércio, Bill O’Dwyer. Bill é querido em Anápolis e sempre contribuiu bastante no desenvolvimento da cidade, tanto na condição de empresário como cônsul da Alemanha. O prefeito, como não poderia deixar de ser, foi convidado para compor a mesa e, consequentemente, a discursar. Ao subir ao microfone, João Gomes elogiou bastante a figura do empresário anapolino e o governo de Goiás também. Dirigiu-se a Marconi com palavras otimistas. Porém, não deixou de perguntar como anda a construção do parque tecnológico, lançado em julho do ano passado pelos dois governos. “Em um governo planejado, infelizmente, nós fazemos obras que serão capitalizadas pelos próximos governos. São os benefícios calculados a longo prazo”, cutucou o prefeito.
Há quase um mês um grupo empresarial do Texas (EUA) — que deverá ser revelado nesta semana, após o anúncio oficial do governo estadual — tem “namorado” investir em Goiás. Trata-se de uma usina que utiliza algas para a fabricação de biocombustível. A negociação está sendo mediada pelo ex-embaixador da Suíça no Brasil, Juerg Leutert, que em almoço com o governador Marconi Perillo, na terça-feira, 29, entregou uma carta de intenções, tornando real o investimento de US$ 400 milhões. (quase R$ 1 bi). Estima-se que esse tenha sido o terceiro encontro entre o grupo e goianos. A usina — que será instalada no Entorno de Anápolis, nas proximidades da Fazenda Barreiro, entre o Daia e Silvânia — tem uma previsão direta para a geração de 600 empregos. O investimento já estava sendo acompanhado por Bill O’Dwyer, cônsul honorário da Alemanha em Goiás, semanas antes de ser anunciado como o secretário de Indústria e Comércio de Goiás. E essa será sua primeira tarefa cumprida no novo cargo, atendendo à postura que o governador Marconi tem adotado nos últimos meses: mostrar que tem trabalhado em prol de Anápolis. É certo que o governador corre para capitalizar o máximo de obras possíveis no município, na estratégia acertada de recuperar a frente das pesquisas eleitorais na cidade.
[caption id="attachment_3234" align="alignleft" width="620"]
Bill O’Dwyer é o novo titutar da SIC: encargo expresso do governador / Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Em um auditório lotado, com servidores do governo, autoridades, empresários e embaixadores — Wilfried Grolig, da Alemanha; Sudaryomo Hartosudarmo, da Indonésia; e Juerg Leutert, ex-embaixador da Suíça —, o empresário anapolino, William O’Dwyer, o Bill, tomou posse como o novo secretário de Indústria e Comércio de Goiás. A solenidade foi na terça-feria, 29.
Na presença de sua família — sua mulher, Anne, seus três filhos, genros e nora, além de seu sobrinho —, Bill agradeceu a oportunidade de estar à frente da SIC. Agradeceu, sobretudo a seu pai, Waldyr O’Dwyer — conhecido como capitão Waldyr —, que foi lembrado por todos os discursantes, inclusive pelo governador, como um dos pioneiros na luta pela industrialização em Goiás.
Os dois secretários anteriores a Bill, Rafael Lousa — que volta ao cargo de superintendente executivo da SIC — e Alexandre Baldy, discursaram brevemente, sempre lembrando os benefícios que o governo Marconi concedeu a Anápolis. Aliás, essa foi uma manifestação repetida por todos que discursaram — Pedro Alves, da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); Luiz Medeiros, da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia); etc. Para arrematar, o próprio governador falou sobre o número de investimentos do governo na cidade: R$ 700 milhões. O objetivo, claro, é recuperar a confiança do anapolino no governo estadual e contabilizar essa confiança em votos.
Em seu discurso, Marconi foi claro: “Quero dizer que a escolha de Bill para a secretaria é uma homenagem aos empreendedores anapolinos. Nós estamos investindo muito naquele município. E a indicação de um empresário de Anápolis resgata, também, um compromisso que fiz em 2010. Eu disse que manteria a SIC nas mãos de um anapolino. E assim tenho feito.”
A respeito daquilo que espera de seu novo secretário, o governador foi direto e, mesmo em meio ao discurso, não se furtou a já delegar tarefas: “Sua primeira tarefa é ‘amassar barro’ em Brasília, conversando com todos os embaixadores, sobretudo os dos países mais expressivos economicamente, apresentando as potencialidades de Goiás. Secretário de Indústria e Comércio não pode ficar sentado em seu gabinete em Goiânia. Tem que viajar. E tenho confiança em sua capacidade nesse sentido”, disse Marconi, aproveitando a presença dos embaixadores, principalmente a do alemão, país que, segundo Marconi, tem importância estratégica para Goiás do ponto de vista comercial por ser o país europeu com maior desenvolvimento econômico.
[caption id="attachment_2616" align="alignright" width="620"]
Débora Torres: “Um movimento como esse faz com que haja uma melhora cultural não apenas na cidade, mas na região como um todo”[/caption]
Hugo Kari é um cantor de renome nacional marcado por uma tragédia: a morte da mãe. Seu relacionamento com seu pai, o embaixador Mário Menezes, é ruim, mas ele consegue, com o apoio de sua esposa, lidar com todos esses desafios.
Aos leitores que não entenderam, uma explicação: esse é o enredo de “Vazio Coração”, o filme que abrirá o 4º Anápolis Festival de Cinema no dia 18 de maio. O filme foi rodado principalmente em Minas Gerais e Brasília, mas é uma produção genuinamente goiana, encabeçada pela produtora Kanal Cine Vídeo com a direção de Alberto Araújo.
Alberto, aliás, é um amigo do ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide. E por meio dessa amizade, Anápolis ficou conhecendo a produtora Débora Torres. Ela é a fundadora do FestCine Goiânia (Festival de Cinema Brasileiro de Goiânia), juntamente com o escritor Miguel Jorge. Foi ela quem apresentou à prefeitura anapolina, em 2010, o projeto para a realização do Anápolis Festival de Cinema.
Ela classifica como um feliz encontro sua ida a Anápolis. “É sempre bom encontrar pessoas que gostam de cinema, como foi o caso dos líderes políticos da época, Antônio Gomide e João Gomes. E considero feliz, porque logo que o projeto foi apresentado, eles apoiaram e o festival nasceu. Sem vontade política não se faz nada.”
Débora relata alegremente as mudança no cenário cultural anapolino, após o começo da realização do festival de cinema. Segundo ela, Anápolis cresceu muito culturalmente, principalmente o setor de audiovisual. “Quando tem um movimento como esse, os cineastas se unem. Há um intercâmbio com os envolvidos no cenário nacional. Os jurados, por exemplo, são sempre personalidades do cinema brasileiro”, explica.
E isso ocorreu devido ao caráter promocional do evento. Débora diz que um dos objetivos do festival é promover tanto a cidade como o Centro-Oeste. “O festival é voltado para a promoção do Centro-Oeste , por meio dos curtas-metragens. Afinal, o curta é a grande escola do cinema. É uma modalidade mais difícil de se trabalhar, pois precisa ser sintético e para conseguir convencer o telespectador é necessário ser eficiente. Por isso, incentivamos a produção de curtas anapolinos. Trabalhamos nos moldes do FestCine Goiânia, que não tinha curtas nacionais, apenas goianos.”
Dessa forma, com esse perfil voltado para a produção local, o festival conseguiu com que a produção do audiovisual disparasse, tanto de documentários quanto de ficção. O festival conta com mostras competitivas e não competitivas. A exibição de documentários, por exemplo, não é para competição. “Os documentários não competitivos são mais voltados para a discussão da obra. Essa parte é feita em parceria com a UEG”, declara Débora. Fora isso, há debates sobre as mostras competitivas todas as noites.
As discussões são importantes, segundo a produtora, para a formação de espectadores. “Também trabalhamos com a formação de plateia. Muitas crianças têm ali seu primeiro contato com o cinema. Por isso, oferecemos oficinas e, assim, também nos preocupamos com a formação daquelas pessoas que querem estar ligadas ao cinema.”
O Anápolis Festival de Cinema acontecerá entre os dias 18 e 25 de maio e as inscrições estão abertas até o dia 30 deste mês para as categorias ficção e documentário nas mostras Curta Anápolis e Curta Centro-Oeste. Neste ano, a premiação é de R$ 138,5 mil, distribuídos entre os vencedores das duas mostras de curtas e nas várias categorias da Mostra Adhemar Gonzaga de Cinema Brasileiro, que reúne três longas-metragens brasileiros de ficção premiados nacional e internacionalmente.
Uma novidade deste ano é o Prêmio Destaque Walter Webb, destinado exclusivamente, às produções anapolinas que concorrem na Mostra Curta Anápolis. O vencedor ganhará R$ 10 mil. O prêmio é um tributo pela contruibuição de Webb, falecido no fim do ano passado, à formação dos cineastas anapolinos.
[caption id="attachment_2620" align="alignright" width="310"]
A embaixada da Indonésia, em Brasília, será o palco da primeira reunião entre o novo secretário de Indústria e Comércio, Bill O’Dwyer, com países asiáticos[/caption]
A posse do empresário anapolino William O’Dwyer como secretário de Indústria e Comércio de Goiás acontecerá na terça-feira, 29, às 11 horas, no auditório Mauro Borges, do Palácio Pedro Ludovico. Deverão estar presentes alguns embaixadores. Dois deles já confirmaram presença: Wilfried Grolig, da Alemanha, e Sudaryomo Hartosudarmo, da Indonésia, que, na quarta-feira, 30, oferece na embaixada em Brasília, um almoço para Goiás.
Na ocasião, William e um grupo da SIC se encontrarão com vários representantes de países asiáticos –– o grupo, que é liderado pela Indonésia, conta com países como Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã –– para apresentar-lhes as capacidades do Estado de Goiás.
O secretário diz que será um almoço em homenagem a Goiás, do qual poderão sair bons frutos para o Estado, principalmente na questão comercial. Essa facilidade com que William –– mais conhecido como Bill –– tem para costurar conversas com o exterior, visto que é o cônsul honorário da Alemanha em Goiás, foi um dos fatores que levaram o governador Marconi Perillo a escolhê-lo para substituir Rafael Lousa, que assumiu a pasta após a saída de Alexandre Baldy, no início deste ano.
No fim da semana passada, o prefeito João Gomes (PT) convidou os vereadores para uma reunião. A maioria –– 18 dos 23 –– atendeu ao chamado e foi à prefeitura. Em pauta estavam os pedidos feitos pelos vereadores em relação a problemas pontuais na cidade, como buracos provocados pelo período chuvoso, excesso de mato, etc. Pelo que consta, a reunião foi produtiva. O vereador Amilton Filho, do Solidariedade, partido da base do prefeito, diz que o relacionamento da Câmara com a prefeitura foi excelente nos últimos anos em muito devido à alta popularidade do ex-prefeito Antônio Gomide. Assim, até o momento, essa boa relação foi transferida para o atual prefeito. “Ainda estamos em lua de mel com o prefeito, pois ele manteve a equipe e o trabalho continua.”
Antes de se desincompatibilizar, Antônio Gomide (PT) enfrentava a questão de que era um prefeito muito bem avaliado –– provavelmente, o gestor com a melhor avaliação do país ––, mas que, num disputa para governador, precisaria ser conhecido fora de Anápolis. Essas pontuações vieram tanto daqueles que não o queriam como candidato como dos aliados, uma vez que, não sendo conhecido, Gomide tem margem para crescer. Lançado como o pré-candidato oficial do PT, Gomide então começou sua trajetória para se tornar conhecido. Além de encontros nas muitas cidades que tem visitado, o ex-prefeito tem marcado presença constante nos veículos de comunicação dessas cidades. A intenção é clara: mostrar a que veio para o povo. Além disso, Gomide tem estado ativo nas redes sociais.
O novo secretário de Indústria e Comércio, William O’Dwyer, deve ser empossado nesta semana. E, embora ainda não tenha se inteirado completamente dos projetos que estão sendo executados, já tem planos claros a serem realizados
A essa altura, todos os pré-candidatos precisam demarcar seus espaços e se mostrar — sem infringir as leis eleitorais — para a população. E o governador Marconi Perillo não é diferente, sobretudo quando se trata de Anápolis. O governador tem verificado o andamento de obras e comentando-as nas redes sociais, principalmente o Twitter. E, nas últimas semanas, tem falado bastante sobre as obras encabeçadas pelo governo em Anápolis. O motivo é claro: tentar retomar o espaço que perdeu no município para o pré-candidato do PT ao governo e ex-prefeito anapolino Antônio Gomide. De @marconiperillo: “Estou acompanhando o avanço das obras do Aeroporto de Cargas de Anápolis, que integra o projeto da Plataforma Logística Multimodal de Goiás. Dois terços da pista, que tem 3,3 mil metros de extensão e 45 metros de largura, já estão pavimentados. A pista segue técnicas da Organização Internacional de Aviação Civil e vai permitir o pouso de aeronaves de até 420 toneladas.” “Ainda em Anápolis, também estão avançados trabalhos do centro de convenções, que já tem 25% das obras executadas. O novo espaço, na BR-153, próximo ao Daia, vai atender às necessidades da população por locais específicos para a realização de eventos. Começamos a obra em outubro passado e a previsão é entregá-la em junho deste ano.”
[caption id="attachment_2282" align="alignleft" width="620"]
O Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia) ainda abastece uma parte da cidade: o que deveria ser provisório há 20 anos se tornou permanente | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Anápolis tem um problema histórico com o fornecimento de água e o esgotamento. É certo que a atenção com a questão nas últimas duas gestões foi melhorada, mas não é raro ouvir reclamações da população nesse sentido. Segundo o prefeito João Gomes, quando ele e o ex-prefeito Antônio Gomide assumiram em 2009, a situação era caótica, mas que, desde então, muito tem sido feito. “Em 2009, nos deparamos com realidades duras e entendemos que uma parceria era importante. Desde então, nossa parceria com o governo estadual tem sido boa. Afinal, não estamos em uma ilha”, conta. Além disso, o prefeito diz que buscaram recursos junto ao governo federal, pelo PAC Saneamento, para melhorar o atendimento nessa área. “Temos aproximadamente 60% de esgotamento sanitário em funcionamento. Em relação à água, superamos aquele problema de ficar quase o ano inteiro sem água. Tínhamos problema até em época de chuva, na seca então nem se fala, mas esse agravante já não existe. Melhoramos nesse sentido”. Claro, há muito a ser melhorado. Uma das questões que merece atenção tem relação com o Daia, pois uma parte da cidade — cerca de 40 mil habitantes — ainda é abastecida com a água captada pelo Daia. Sobre isso, o prefeito diz: “Isso era para ser temporário quando foi iniciado há 20 anos, continua até hoje, mas chegaremos lá.”
Antônio Gomide está à procura de parceiros para fortalecer seu projeto para outubro. Há vários na “mira”, mas dois em especial: PHS e PDT. É certo que o PHS, de Eduardo Machado, recebeu convite para participar da chapa majoritária na vice. O partido, por ser pequeno, ficou lisonjeado com o convite inédito. Porém, não se decidirá antes da convenção, que acontecerá na primeira semana de maio. O motivo é que o convite de Gomide, embora o mais importante, não foi o único. O governador Marconi Perillo também chamou o PHS para seu projeto. O PMDB também. Além disso, muitos dos 120 candidatos, entre deputados estaduais e federais, têm preferência por um ou outro caminho. E, sendo uma sigla democrática, como apontam os membros, qualquer decisão deverá ser tomada para manter a sigla unida.

