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Quem pode suceder Bolsonaro quando a herança política virou um fardo?

Sobra, então, Flávio Bolsonaro. Não por virtude extraordinária, mas por exclusão

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IA do Grok gera imagens sexualizadas de crianças e mulheres sem consentimento e acende alerta sobre violência

Ferramenta de edição de imagens lançada pela inteligência artificial integrada ao X levanta alerta sobre violência digital, ausência de salvaguardas éticas e reforço da misoginia no ambiente online

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Retrocesso
Mudanças na aposentadoria aliviam as contas públicas, mas penalizam os trabalhadores mais vulneráveis

As mudanças à aposentadoria serão boas para o equilíbrio fiscal do país, mas, se consideradas do ponto de vista dos trabalhadores comuns, tendem a ser um retrocesso

Foto: Reprodução
MUDANÇA
Ano Novo! Vida Nova!?

Buscar um futuro significativo perpassa por reorganizar a vida no hoje e só assim abrir espaço para as novas possibilidades

OPINIÃO
Estamos perto do fim do ano, mas longe do fim da violência contra as mulheres 

Somente neste mês de dezembro, pelo menos cinco casos ganharam a mídia local

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Lula bate os próprios recordes: governo registra déficit de R$ 20,17 bi em novembro

Os números fiscais de novembro de 2025 não são apenas preocupantes: eles escancaram a fragilidade da gestão financeira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O déficit primário de R$ 20,2 bilhões em um único mês, quase cinco vezes maior que o registrado em novembro de 2024, é um retrato de um governo que gasta sem disciplina e sem planejamento.

A comparação com as expectativas do mercado é ainda mais reveladora. O Prisma Fiscal projetava um déficit de R$ 12,7 bilhões, mas o resultado veio quase o dobro. No acumulado de janeiro a novembro, o rombo já alcança R$ 83,8 bilhões, superando os R$ 67 bilhões do mesmo período de 2024. Não se trata de um acidente de percurso, mas de uma tendência consolidada.

O contraste entre arrecadação e despesa mostra a contradição central da gestão: a receita líquida cresceu 2,9%, mas as despesas avançaram 3,4%. O Tesouro e o Banco Central até registraram superávit de R$ 244,5 bilhões, mas a Previdência Social afundou as contas com um déficit colossal de R$ 328,3 bilhões. É a máquina previdenciária, somada à política de reajustes e expansão de benefícios, que corrói qualquer tentativa de equilíbrio.

Entre os gastos, destacam-se os Benefícios Previdenciários (+R$ 36,4 bilhões) e o aumento de Pessoal e Encargos (+R$ 13 bilhões). O governo insiste em reajustes e ampliações sem contrapartida, enquanto cortes pontuais em programas como o Bolsa Família (-R$ 16,2 bilhões) são insuficientes para conter a escalada.

O resultado é inequívoco, arrecada-se mais, mas gasta-se ainda mais rápido. O déficit de novembro de 2025 é o maior rombo para meses de novembro desde 2023, naquele ano, o resultado negativo foi de R$ 41,71 bilhões. Lula não apenas repete erros de gestões anteriores, como os transforma em recordes de irresponsabilidade.

O discurso de responsabilidade fiscal se dissolve diante da prática de déficits crescentes e da incapacidade de enfrentar o verdadeiro problema, uma Previdência insustentável e um Estado que se expande sem medir consequências.

Em tempos de incerteza econômica, insistir nesse caminho é mais que imprudência, é condenar o país a carregar uma dívida cada vez mais pesada. Lula bate recordes, sim, mas são recordes de desequilíbrio e de falta de coragem política para enfrentar a realidade.

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Goiás abriu o caminho: a coragem política de enfrentar a Enel

A ofensiva do governo de São Paulo contra a Enel não nasce de um impulso isolado nem de um surto circunstancial provocado por apagões recentes. Ela tem precedente, método e exemplo.

Esse exemplo atende pelo nome de Goiás, e tem como protagonista o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), que decidiu, ainda em seu primeiro mandato, enfrentar uma das maiores concessionárias de energia do mundo quando ficou claro que o contrato não estava sendo cumprido à altura do interesse público.

É preciso dizer com todas as letras: Goiás foi o primeiro estado a romper, de forma consistente e sustentada, com a lógica de submissão política às grandes concessionárias. Em um setor historicamente blindado por tecnicismos regulatórios, relatórios extensos e uma cultura de empurrar responsabilidades para as agências, Caiado escolheu o caminho mais difícil, o do confronto direto, público e político.

Desde 2019, o governo goiano passou a tratar a má prestação de serviços da Enel não como um problema administrativo menor, mas como uma falha estrutural que afetava a economia, a segurança e a dignidade da população.

Não se tratava apenas de quedas de energia ou de indicadores frios da Aneel, mas de hospitais vulneráveis, produtores rurais prejudicados, cidades inteiras reféns de apagões recorrentes.

Ao contrário do que muitos governantes fazem, Caiado não se escondeu atrás da burocracia federal nem transferiu a responsabilidade exclusivamente para a Aneel. Assumiu o desgaste político, enfrentou uma multinacional poderosa e transformou o tema em pauta central do debate público.

Essa postura, em si, já representou uma ruptura rara no Brasil. A saída da Enel de Goiás, concretizada em 2022 com a venda da distribuidora para a Equatorial Energia, não foi um ato espontâneo de mercado.

Foi consequência direta de um ambiente político hostil à ineficiência, de cobranças sistemáticas e da sinalização clara de que a permanência da empresa no Estado havia se tornado insustentável. Antes da caducidade formal, a Enel preferiu sair. Esse gesto teve um efeito pedagógico.

Mostrou que concessões não são contratos perpétuos blindados contra a realidade. Mostrou que indicadores ruins, quando combinados com pressão política legítima, têm consequências. Mostrou, sobretudo, que governadores não são meros espectadores de serviços públicos mal prestados.

São Paulo, agora, colhe esse aprendizado. Ao iniciar o processo para afastar a Enel após sucessivos apagões, o governo paulista reproduz uma lógica inaugurada em Goiás: a de que o interesse do consumidor deve prevalecer sobre a complacência institucional.

Não por acaso, o discurso mudou. Caducidade, antes tratada como tabu, passou a ser opção concreta. Há quem critique o embate, rotulando-o como “populismo regulatório” ou interferência política indevida.

Trata-se de uma leitura confortável, e equivocada. Mais populista é naturalizar apagões. Mais irresponsável é fingir que contratos, por si só, garantem bons serviços. A verdadeira coragem política está em tensionar estruturas quando elas deixam de cumprir sua função.

Goiás fez isso primeiro. E o fez quando ainda parecia improvável que uma multinacional do porte da Enel pudesse ser efetivamente pressionada por um governo estadual. A história recente mostra que podia, e pode.

Se São Paulo hoje avança, é porque alguém antes decidiu enfrentar. E esse alguém foi Goiás. Sob a liderança de Ronaldo Caiado, o Estado mostrou que concessão não é de soberania, e que serviço público ruim, cedo ou tarde, cobra seu preço.

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