Faltou Dizer
Produções brasileiras ainda patinam quando se fala de ser consumida pelos compatriotas
Vídeos falsos com aparência real, áudios clonados de candidatos, imagens fabricadas e textos produzidos em escala industrial já não são exceção, são estratégia
Em diversas cidades onde há comunidades venezuelanas, a esperança de um futuro mais livre e próspero substituiu a resignação — uma reação que deveria ter mais voz no debate público brasileiro
Não foi protesto. Não foi excesso retórico. Foi tentativa de golpe de Estado
Valores destinados à Prefeitura de Goiânia aumentaram, mas associações ainda dominam quase 90% do orçamento
Sobra, então, Flávio Bolsonaro. Não por virtude extraordinária, mas por exclusão
A aventura nacionalista iniciada por Hugo Chávez ansiava por justiça social por meio de medidas que já se afastavam das boas práticas econômicas
Ferramenta de edição de imagens lançada pela inteligência artificial integrada ao X levanta alerta sobre violência digital, ausência de salvaguardas éticas e reforço da misoginia no ambiente online
As mudanças à aposentadoria serão boas para o equilíbrio fiscal do país, mas, se consideradas do ponto de vista dos trabalhadores comuns, tendem a ser um retrocesso
Buscar um futuro significativo perpassa por reorganizar a vida no hoje e só assim abrir espaço para as novas possibilidades
Somente neste mês de dezembro, pelo menos cinco casos ganharam a mídia local
Os números fiscais de novembro de 2025 não são apenas preocupantes: eles escancaram a fragilidade da gestão financeira do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O déficit primário de R$ 20,2 bilhões em um único mês, quase cinco vezes maior que o registrado em novembro de 2024, é um retrato de um governo que gasta sem disciplina e sem planejamento.
A comparação com as expectativas do mercado é ainda mais reveladora. O Prisma Fiscal projetava um déficit de R$ 12,7 bilhões, mas o resultado veio quase o dobro. No acumulado de janeiro a novembro, o rombo já alcança R$ 83,8 bilhões, superando os R$ 67 bilhões do mesmo período de 2024. Não se trata de um acidente de percurso, mas de uma tendência consolidada.
O contraste entre arrecadação e despesa mostra a contradição central da gestão: a receita líquida cresceu 2,9%, mas as despesas avançaram 3,4%. O Tesouro e o Banco Central até registraram superávit de R$ 244,5 bilhões, mas a Previdência Social afundou as contas com um déficit colossal de R$ 328,3 bilhões. É a máquina previdenciária, somada à política de reajustes e expansão de benefícios, que corrói qualquer tentativa de equilíbrio.
Entre os gastos, destacam-se os Benefícios Previdenciários (+R$ 36,4 bilhões) e o aumento de Pessoal e Encargos (+R$ 13 bilhões). O governo insiste em reajustes e ampliações sem contrapartida, enquanto cortes pontuais em programas como o Bolsa Família (-R$ 16,2 bilhões) são insuficientes para conter a escalada.
O resultado é inequívoco, arrecada-se mais, mas gasta-se ainda mais rápido. O déficit de novembro de 2025 é o maior rombo para meses de novembro desde 2023, naquele ano, o resultado negativo foi de R$ 41,71 bilhões. Lula não apenas repete erros de gestões anteriores, como os transforma em recordes de irresponsabilidade.
O discurso de responsabilidade fiscal se dissolve diante da prática de déficits crescentes e da incapacidade de enfrentar o verdadeiro problema, uma Previdência insustentável e um Estado que se expande sem medir consequências.
Em tempos de incerteza econômica, insistir nesse caminho é mais que imprudência, é condenar o país a carregar uma dívida cada vez mais pesada. Lula bate recordes, sim, mas são recordes de desequilíbrio e de falta de coragem política para enfrentar a realidade.
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