Bastidores
[caption id="attachment_61816" align="alignright" width="620"]
Foto: Eduardo Ferreira[/caption]
Os tucanos Marconi Perillo e Geraldo Alckmin estreitaram nos últimos meses a relação político-pessoal. Com frequência, o governador de Goiás e o governador de São Paulo trocam opiniões e avaliações sobre o quadro político e a crise econômica nacional, além de traçarem estratégias comuns de atuação na política. A dobradinha promete. O líder paulista avalia que o líder goiano é o vice ideal. Mas o tucano-chefe do Cerrado avalia que pode disputar a Presidência.
[caption id="attachment_62050" align="alignright" width="620"]
Júlio Paschoal, economista competente e sério, é visto como pouco republicano pelo tucanato de Catalão[/caption]
Políticos do PSDB do Sudeste do Estado afirmam que o superintendente da Secretaria da Mulher, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Trabalho (ufa!), o economista Júlio Paschoal, atua contra os tucanos e a base aliada do governador de Goiás, Marconi Perillo, na região de Catalão. Um político de Catalão relata que, “por iniciativa própria e sem ouvir líderes relevantes da região, como o prefeito de Catalão, Jardel Sebba (PSDB), ele agendou visitas de patrulhas de máquinas pesadas para beneficiar prefeitos de oposição, como o prefeito de Ouvidor, que é do PMDB. Seria republicano se o superintendente estivesse atendendo tambaém os prefeitos da base governista”. Pode ser boato, mas o mercado persa da política comenta que Júlio Paschoal, sério e competente, “estaria estreitando laços políticos com o deputado estadual Adib Elias e poderá apoiar o PMDB na campanha eleitoral de 2 de outubro”. Ou seja, tudo aquilo que o governador Marconi Perillo rejeita.
Christian Pereira assumiu a presidência da comissão provisória do PT do B de Goianira e o vereador Deivison Costa é o novo presidente da comissão provisória do partido em Goiás. O jovem político tanto pode ser candidato a prefeito quando pode ser vice de Carlão Alberto Oliveira, do PSDB.
O médico Iron Dangoni — que perdeu a eleição em 2012 — apoia Carlão Alberto Oliveira e Christian Pereira para, respectivamente, prefeito e vice-prefeito de Goianira. Numa reunião feita na casa de Christian Pereira, com a presença de Carlão Alberto, Iron Dangoni sugeriu o primeiro para vice do segundo. Renato Bernardes, do PP, que estava na casa disse que nunca viu tanto entusiasmo com um candidato.
Que Carlão Alberto Oliveira tende a ser eleito prefeito de Goianira, município nas proximidades de Goiânia, até os postes, as pedras e as crianças de 2 anos já sabem. Mas o postulante pelo PSDB não quer uma vitória por W. O. É que o prefeito Miller Assis, se perceber que sua derrota será acachapante, pode desistir da disputa e bancar um laranja qualquer. Carlão Oliveira prefere derrotar Miller Assis nas urnas.
Recentemente, um tucano encontrou dezenas de pessoas de Goianira fazendo peregrinação para Trindade. Ele perguntou: “Qual a razão da romaria?” A resposta: “Pela derrota do prefeito Miller Assis na eleição de outubro”. Ao mesmo tempo, todos prometem pagar os impostos em dia.
O prefeito de Caldas Novas (PP), Evandro Magal, e Alison Maia, mesmo antes da campanha, estão travando uma guerra federal. O que se comenta, fora e nos bastidores, é que a ascensão de Alison Maia preocupa o pepista Evandro Magal. A história de que o sargento é o “Waldir Soares das águas quentes” está pegando em Caldas Novas. Mas Magal é experimentadíssimo.
O senador Wilder Morais banca Eurípedes Pankão para prefeito de Acreúna. O pré-candidato do PP conquistou o apoio do PPS, PC do B, PSL e PDT. Visto por muitos como carta fora do baralho, Eurípedes Pankão começa a conquistar espaço e tem possibilidade de ser eleito. “Pankão é articulado, tem o apoio de Wilder Morais, que é forte, e deve ser eleito”, aposta Renato Bernardes, do PP.
Diego Aidar, vereador em Goianira, trocou o PT pelo PPS e disputa a reeleição. Ele é parente do deputado estadual Humberto Aidar. O PT está se tornando sinônimo de derrota eleitoral. Por isso Diego Aidar deixou o partido, mas procurou outra legenda de esquerda, com imagem positiva.
Petistas decentes contam que, quando andam nas ruas, se identificados, são chamados de “ladrões” e há quem chegue perto com o objetivo de agredi-los. Pode-se criticar os petistas, mas a tolerância é fundamental numa sociedade democrática.
O que mais ajuda Adriana Accorsi, pré-candidata do PT a prefeita de Goiânia, é o fato de ser delegada, não o de ser deputada estadual. Políticos tradicionais estão sendo execrados. Ela não é vista como “política”. Porém, quando se fala ao eleitor que será candidata pelo PT, sua popularidade cai em progressão geométrica. Adriana Accorsi tornou-se maior do que o PT e, portanto, nem é vista pelo eleitorado como petista. É o que a salva — se a salva.
Quem aceita o apoio do presidente do PR nacional, o mensaleiro Valdemar Costa Neto, não é necessariamente corrupto. Mas e se o eleitorado pensar diferente?
O fazendeiro Fausto Ferreira, do PSD, deve ser candidato a prefeito de Nova Aurora — com Neusa Alcino, do PSDB, na vice. O prefeito do município saiu do PT, mas carregou o desgaste.
Dois iristas disseram ao Jornal Opção que está praticamente certo que Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia. Por que não anuncia logo? “Porque Iris Rezende é pão duro e quer verificar, bem antes, quanto terá de desgastar na campanha e como fará o financiamento de sua campanha”, afirma um irista.
Uma coisa é certa: se Iris Rezende não for candidato a prefeito de Goiânia, Iris Araújo vai mesmo disputar mandato de vereadora. A tese do irisaraujismo é que um integrante da família Rezende Machado precisa ter mandato a partir de 2016, para se posicionar e ter força política na capital e no Estado. Se Iris Araújo não quiser disputar, a advogada Ana Paula Rezende, casada com o empresário Frederico Peixoto, dono da FGR Construtora, deverá ser candidata a vereadora.

