Bastidores
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Iris e Gustavo durante caminhada | Foto: Paulo José[/caption]
Segundo um peemedebista, o PMDB vai diminuir os ataques ao governador de Goiás, Marconi Perillo, PSDB, em 2017. Motivo: os prefeitos das cidades maiores, como Iris Rezende e Gustavo Mendanha, não querem guerra.
Os prefeitos estão cada vez mais realistas. Maguito Vilela fez uma excelente administração em Aparecida de Goiânia sem brigar com ninguém.
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Líder do governo e presidente eleito da Alego, José Vitti | Foto: Ruber Couto[/caption]
Há quem aposte que José Vitti, próximo presidente da Assembleia Legislativa, planeja disputar o governo de Goiás em 2018.
Os vittistas indicam outra coisa: José Vitti deve ser candidato a deputado federal.
Agindo como empresário, Vanderlan Cardoso fez um limpa no escritório político do PSB, em Goiânia. Só ficou ele e uma sra.
Vanderlan Cardoso quer uma estrutura mais enxuta e eficiente para o PSB. Ele não quer o partido se torne uma sinecura para alguns de seus filiados.
O parlamentar peemedebista José Nelto frisa que o vereador Clécio Alves deve assumir mandato de deputado estadual. Na verdade, ele queria ser presidente da Câmara Municipal, mas Iris Rezende não teria aprovado seu nome.
Lívio Luciano, que trabalhou para que Clécio Alves permanecesse na Câmara Municipal, gostaria de assumir mandato de deputado estadual. Consta que será o homem forte das finanças da Prefeitura de Goiânia.
A cúpula da Adial indica que preferiu esperar a saída de Ana Carla Abrão da Secretaria da Fazenda para negociar com o governo sobre o ajuste nos incentivos fiscais.
A Adial avalia que, sem Ana Carla na Sefaz, será mais entabular algumas negociações.
Vale ressaltar que Fernando Navarrete, da escola de Simão Cirineu, o Cirinão, é um negociador tão duro quanto Ana Carla. E, claro, tão diplomático quanto.
De um marconista de carteirinha: “O governo de Marconi Perillo perdeu o deputado mais leal e que o defende, frequentemente, na Assembleia Legislativa. Trata-se de Santana Gomes, do PSL. A recontagem dos votos, com a consequente validação dos votos de Gil Tavares, levou à AL o Pastor Jefferson, do PRB, que substituiu Santana”.
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Deputado Santana Gomes | Foto: Marcos Kennedy[/caption]
O tucano informa que “o Palácio das Esmeraldas monitora todas as sessões no Parlamento” e, por isso, “concluiu que a maioria dos deputados prefere se calar diante dos ataques e ofensas ao governo e ao tucano Marconi Perillo. Santana Gomes, pelo contrário, faz a defesa do tucanato de peito aberto, de maneira contundente e consistente”.
Nos debates com o Major Araújo, deputados da base governista, talvez intimidados pela verve e agressividade do líder do PRP, frisam que o “respeitam”. O parlamentar, major aposentado da Polícia Militar, faz ataques pesados, com uma linguagem até chula, ao governador Marconi Perillo. “Vale ressaltar que o comportamento omisso dos deputados desagrada intensa e profundamente o tucano-chefe”, frisa o marconista.
Avaliando que estava sendo moderna, mas ferindo de morte o manual de redação da TV Globo, a TV Anhanguera deu uma aula de não-jornalismo, recentemente, ao divulgar um vídeo, na segunda edição do “Jornal Anhanguera”, o principal da emissora, no qual o deputado estadual Major Araújo xinga o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), de “vagabundo”.
Qual a justificativa jornalística para a exibição da grosseria? Como costumam perguntar os editores da TV Globo, qual a relevância da divulgação do xingatório? A divulgação do vídeo igualou a TV Anhanguera ao Major Araújo em termos de vulgaridade. Pelo visto, não se exige, no Cerrado, o celebrado padrão Globo de qualidade.
O fato é lamentável por dois motivos. Primeiro, dada a grosseria da agressão (a crítica é necessária e ilumina a vida, a agressão não esclarece nada). Segundo, dada sua seriedade histórica, a TV Anhanguera pisou na bola. Uma coisa é certa: a família de Roberto Marinho não toleraria o comportamento.
O prefeito eleito de Rio Verde, o médico Paulo do Vale, do PMDB, manteve um encontro amistoso com o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, na semana passada.
Na audiência, na qual discutiram inclusive política, Paulo do Vale disse ao tucano-chefe que não vai misturar política com gestão e o convidou a visitar Rio Verde em janeiro.
De um tucano bem humorado: “O negócio é o seguinte — enquanto o PSDB quer ser o noivo do PMDB de Maguito Vilela, o PSD quer ser a noiva do PMDB”.
Não seria um comentário machista? Com a palavra a turma do politicamente correto.
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Encontro do PSD com o prefeito Maguito Vilela e Daniel Vilela [/caption]
A cúpula do PSD — leia-se o secretário das Cidades, Vilmar Rocha, e o deputado federal Thiago Peixoto — defende, cada vez com mais veemência, uma aliança da base governista com o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, do PMDB.
Porém, ao mesmo tempo, a cúpula pessedista veta o nome de Daniel Vilela, do PMDB, como possível candidato a governador de Goiás. O deputado federal é filho de Maguito Vilela.
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Vilmar Rocha e Thiago Peixoto | Foto: reprodução[/caption]
O PSD não “engole” a candidatura de José Eliton a governador e, como tal, pode representar a primeira divisão da base aliada em 2018.
A resistência maior a José Eliton advém do secretário das Cidades, Vilmar Rocha. Thiago Peixoto, embora defenda que o PSD tenha de se manter autônomo, preservando sua identidade partidária, é menos radical com o vice-governador.
Thiago Peixoto, por sinal, é cotado para ser o vice de José Eliton. Porém, como Vilmar Rocha quer ser candidato a senador, fica difícil para o deputado federal figurar na chapa majoritária.
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"Sou 100% pró-Uber", defende deputado federal | Divulgação[/caption]
Desde que deixou o governo e voltou à Câmara dos Deputados, Thiago Peixoto (PSD-GO) tem se destacado como um dos parlamentares goianos mais atuantes. Ele não foge de temas polêmicos e ganha cada vez mais destaque e respeito dos colegas de outros Estados. Foi titular nas comissões que analisaram a PEC do Teto de Gastos da União e da MP da Reforma do Ensino Médio.
Apesar de ser da base do governo Michel Temer, se posiciona conforme suas convicções, como, por exemplo, na votação das 10 medidas contra a corrupção, indo contra colegas governistas que votaram a favor da punição para representantes do MP e do Judiciário.
Além de não escolher apenas temas simples de serem debatidos, Thiago Peixoto também tem chamado a atenção por defender bandeiras modernas, progressistas e de vanguarda. Na Casa, enquanto a maior parte dos parlamentares se dobrou ao corporativismo dos taxistas, ele foi praticamente a única voz que se colocou contra a proibição de aplicativos como o Uber. “O corporativismo não pode vencer a inovação”, costuma dizer.
O deputado federal sugeriu que o aliado ocupa uma pasta ligada ao trabalho, pois o PTB controla o Ministério do Trabalho
Empresários, para ter controle da expansão urbana de Goiânia, estariam articulando para eleger presidente da Câmara Municipal, possivelmente Milton Mercez


