Bastidores
O tucano goiano pode unir tanto Henrique Meirelles quanto Geraldo Alckmin
O vereador insiste que não será candidato a deputado federal em 2018
Aliados da senadora Lúcia Vânia, do PSB, não gostaram de saber que Zezé Di Camargo será o suplente do governador Marconi Perillo na disputa pelo Senado. Luciavanistas sugerem que Zezé Di Camargo deveria ser candidato a deputado federal para puxar votos para a chapa tucana, que está com problemas. O artista prefere ser suplente de Marconi Perillo.
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Cleyton Ferreira postula mandato de deputado estadual | Foto: Jornal Opção[/caption]
O dentista Cleyton Ferreira, no momento sem partido, vai disputar mandato de deputado estadual.
Cleyton Ferreira representa a região Sudoeste de Goiás, notadamente o município de Rio Verde, onde mora e trabalha. “Estou convicto de que tenho condições de ser eleito e, em seguida, fazer um trabalho de qualidade na Assembleia Legislativa”, afirma.
Sua candidatura é solo, pois não tem o apoio do prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale (PMDB), nem das forças políticas tradicionais da cidade. Seu principal rival é Lissauer Vieira, do PSB, que faz um trabalho de qualidade na Assembleia Legislativa. O dentista está constituindo uma base política em Goiânia.
Outro rival de Cleyton Ferreira é o deputado Karlos Cabral, do PDT.
O cantor e compositor será suplente do candidato tucano
Grupo da presidente do PSB quer ter poder e manter contato amplo com a sociedade
Única coisa certa é que a nova equipe vai contemplar as forças engajadas no apoio à candidatura de Zé Eliton a governador
A rejeição não é exatamente ao DEM, mas ao político que joga contra o governo emedebista em Brasília
O deputado aposta que, como tucano, pode favorecer mais o Entorno de Brasília
Trata-se de uma conquista política dos senadores Ciro Nogueira e Wilder Morais
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Zé Eliton e Daniel Vilela se encontram em evento | Foto: Divulgação[/caption]
Políticos experimentados sugerem que há uma operação em curso para esvaziar a candidatura do senador Ronaldo Caiado (DEM) a governador de Goiás. Para tanto, políticos estariam articulando frentes políticas, com o objetivo de fortalecer, por exemplo, a candidatura de Daniel Vilela (MDB). O deputado federal enfrenta um problema grave: seu partido está politicamente dividido e parte prefere apoiar a postulação de Caiado, alegando que é mais consistente eleitoralmente. Entretanto, se o emedebista conquistar o apoio de alguns políticos da base governista, como o ex-deputado Vilmar Rocha (PSD), o deputado Célio Silveira (PSDB, mas a caminho do PP) e o senador Wilder Morais, pode crescer internamente.
Com a candidatura encorpada, Daniel Vilela poderia trabalhar para reaglutinar o MDB, atraindo políticos recalcitrantes como os prefeitos Iris Rezende, Paulo do Vale, Ernesto Roller e Adib Elias e o deputado estadual José Nelto, todos recém-caiadistas.
O que se espera é que, sem ampla estrutura política, Ronaldo Caiado chegue aos momentos finais da campanha desidratado e a disputa se daria entre José Eliton, do PSDB, e Daniel Vilela, do MDB.
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Deputado Fábio Sousa | Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara[/caption]
O deputado federal Fábio Sousa tomou o controle do PSL — agora, Livres — e seu objetivo é disputar a Prefeitura de Goiânia em 2020. A negociação se deu com a cúpula nacional da legenda, que alega que precisa de políticos com votos para se manter forte no Congresso. Com as novas regras políticas, partidos com poucos votos nos Estados tendem a ter menos recursos e, com o tempo, a desaparecer.
Fábio Sousa ainda está filiado ao PSDB, mas ele tem dito, com frequência, que não é prestigiado pelo tucanato. Quando quis disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2014, teria sido vetado e o partido acabou nem lançando candidato. Lançou o vice do candidato a prefeito pelo PSB, Vanderlan Cardoso.
O PSL era controlado pelo deputado estadual Lucas Calil e por seu pai, Benitez Calil. Lucas Calil recebeu convites do PSD, do PP e do PSDB. É provável que se filie ao PP do senador Wilder Morais e do deputado federal Roberto Balestra (com o qual mantém ligações políticas em Inhumas).
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Fotos: reprodução/ TJ-GO[/caption]
O Tribunal de Justiça de Goiás será presidido pelo desembargador Gilberto Marques Filho até o fim de 2018, quando serão convocadas eleições. No momento, dois nomes aparecem como os mais consistentes para a disputa (o critério de antiguidade é utilizado, mas já foi quebrado ao menos uma vez): João Waldeck Félix de Sousa e Carlos Escher. São desembargadores experimentados.
O Jornal Opção conversou com dois desembargadores. Um afirma que João Waldeck saiu na frente e é o mais cotado. Outro frisa que prefere Carlos Escher, mas admite que os dois são preparados e que o TJ estará em mãos com qualquer um deles. “São varões de Plutarco”, afirma o desembargador. E acrescenta: “Se não ficou démodé dizer isto”.
Maioria dos 18 vereadores entrevistados deu nota 3 ao prefeito de Goiânia
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Hildo do Candango, Francisco Jr. e Heuler Cruvinel | Fotos: Agência Brasília, Jornal Opção e reprodução[/caption]
Há a possibilidade de um vice surpresa para o candidato do PSDB a governador, José Eliton? Há. Sobretudo porque, além da vice, a discussão sobre uma vaga para candidato a senador ainda não está concluída. Um dos postulantes a senador pode acabar aceitando a vice? É possível, mas a definição dos candidatos a senador não sai agora. E, enquanto não sair, não se define o nome do vice.
No momento, há três postulantes a vice — há mais (por exemplo Célio Silveira), porém eles são os mais citados. São Hildo do Candango (PTB), prefeito de Águas Lindas (uma das maiores cidades do Entorno de Brasília), Francisco Júnior (PSD), deputado estadual, e Heuler Cruvinel (PSD), deputado federal.
Hildo do Candango representa uma das regiões — o Entorno de Brasília — com maior número de eleitores e, sobretudo, onde a base política dirigida pelo governador Marconi Perillo sempre teve mais votos. Ao valorizá-la, com a indicação de um vice, a base governista poderia ampliar seus votos nos seus municípios, como Luziânia, Formosa, Valparaíso, Novo Gama e Águas Lindas.
Francisco Júnior (Thiago Peixoto, também do PSD, é cotado para vice) foi candidato a prefeito de Goiânia e, mesmo com escassa estrutura, cresceu no momentos finais da campanha e seu discurso moderno agradou o eleitorado da cidade. É ligado à Igreja Católica e tem forte presença nos setores organizados da capital. Goiânia tem sido controlada pelo emedebismo nos últimos anos, o que fortalece tanto o pré-candidato a governador pelo MDB, deputado Daniel Vilela, quanto o pré-candidato pelo DEM, senador Ronaldo Caiado (ligado ao prefeito Iris Rezende).
Heuler Cruvinel é de Rio Verde, o município mais rico e com mais eleitores do Sudoeste de Goiás. Na região, Ronaldo Caiado (o prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, é do PMDB, mas o apoia) e Daniel Vilela (forte em Jataí) estão consolidados. Uma candidatura de Heuler Cruvinel pode desequilibrar o jogo e favorecer José Eliton.

