Bastidores
Vanderlan Cardoso “inventou” a pesquisa que, feita em três cidades, deve servir para todo o Estado.
Citando “institutos de pesquisa de fora”, aliados do líder do PSB garantem que, em Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Goiânia, Vanderlan se aproxima dos 25%.
Ocorre que a votação de um candidato a governador é feita em todo o Estado. Não só. Um número entre 23 e 25% não significa muito. Porque Marconi tem mais de 30% e Friboi tende a superar o candidato do PSB.
O desembargador aposentado e advogado atuante Paulo Teles pretende ser candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção de Goiás em 2015.
Paulo Teles planeja ser candidato pela oposição e, para tanto, quer o apoio de Leon Deniz. O problema é que Leon Deniz teria feito um compromisso para apoiar Lúcio Flávio na próxima disputa.
Como a deputada federal Flávia Morais (PDT) se tornou “limão” para o candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, este vai bancar Joaquim Liminha, presidente regional do PSC, para deputado federal.
Joaquim Liminha não quer disputar, alegando falta de estrutura e que deverá coordenar a campanha de Vanderlan. Mas o líder do PSB exige que dispute e, por isso, o ex-vereador por Anápolis deve ser candidato.
Quase todos candidatos a governador vão bater no prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, do PT, com o objetivo de conquistar o apoio dos 900 mil eleitores da cidade. Acredita-se que aquele candidato que fizer as críticas mais contundentes a Paulo Garcia pode ser o mais bem votado em Goiânia.
Um petista, meio lamentoso mas leal, diz: “É pena que, ao contrário de Marconi Perillo, Vanderlan Cardoso e Júnior Friboi, o pré-candidato do PT a governador, Antônio Gomide, não poderá criticar Paulo Garcia abertamente”.
O mesmo petista sugere que, depois do túnel que virou lago e de Goiânia ter se tornado a cidade-lixão, Paulo Garcia “precisa pelo menos se benzer. É preciso espantar a urucubaca”.
O governador Marconi Perillo decidiu, contra a corrente, que não vai atacar com volúpia o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia. Vai, isto sim, ajudá-lo a recuperar a cidade.
Publicamente, o empresário Júnior Friboi pode até dizer o contrário, mas já avisou aos aliados que não fará campanha para Dilma Rousseff e sugeriu que vai abrir “baterias” contra o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia.
De Kennedy Trindade, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios: “Marconi Perillo (PSDB) terá 42% dos votos no primeiro turno, Júnior Friboi (PMDB) terá de 25% a 30%, Antônio Gomide (PT) terá de 10 a 15% e Vanderlan Cardoso (PSB) terá um digito.
Espécie de Malba Tahan do TCE, por ser engenheiro, Kennedy Trindade costuma acertar em seus prognósticos.
Uma coisa é líquida e certa, diria Zygmunt Bauman: Joaquim de Castro irá para o Tribunal de Contas dos Municípios, possivelmente na vaga de Virmondes Cruvinel. A segunda vaga pode ficar para Helder Valin. O presidente da Assembleia Legislativa prefere o Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas não rejeitará uma indicação para o TCM. Afinal, mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Valin é cotado para a vaga de Tião Caroço.
O vereador de Jataí Mauro Bento Filho, do PHS, não tem qualquer chance para deputado federal. Porém, picado pela mosca azul, deve trocar uma eleição para deputado estadual, com muito mais chance de sagrar-se vitorioso, por uma disputa na qual, para ser eleito, precisa ter uma votação extraordinária.
Com habilidade, o tucanato quer bancar Mauro Bento Filho para deputado federal sobretudo para “limpar” a área para o empresário milionário Vitor Priori, que será candidato a deputado estadual pelo PSDB. Ótima jogada para... Priori.
Mas uma candidatura de Mauro Bento Filho também tem outro objetivo: reduzir o impacto da candidatura de Daniel Vilela no Sudoeste goiano, notadamente em Jataí.
O petismo avalia que, mesmo torrando uma fortuna, Júnior Friboi não conseguirá ser eleito governador de Goiás. Petistas apostam que o excesso de dinheiro vai colocá-lo em confronto com o eleitor.
Antônio Gomide tende a fazer uma campanha modesta e deve criticar a suposta gastança do de Friboi.
O deputado federal Rubens Otoni (PT) disse a peemedebistas que não conhece ninguém tão obstinado quanto o irmão, Antônio Gomide. Ele será mesmo candidato a governador pelo PT.
Rubens costuma dizer que o irmão é meticuloso e organizado em tudo que faz. E nunca desiste de seus projetos.
Eduardo Machado aposta que a chapa majoritária da base governista está praticamente definida: “Será Marconi Perillo (PSDB) para governador, José Eliton (PP) para vice e Vilmar Rocha (PSD) para senador”.
Eduardo Machado avalia que Ronaldo Caiado, do DEM, perdeu o “timing”.
Do presidente do PHS nacional, Eduardo Machado: “Tenho orgulho de ter votado em Jovair Arantes quando vejo Goiânia esburacada, suja e escura. Diante do caos, não há outra coisa a dizer”.
O líder humanista avalia que Jovair Arantes tem capacidade administrativa e que, se tivesse sido eleito, a cidade estaria com uma imagem melhor.
O empresário Carlos Luciano, da Novo Mundo, é cotado para ser suplente de Vilmar Rocha.
Carlos Luciano, gestor competente e moderno, é o principal responsável pela dinamização e modernização do grupo Novo Mundo. Hoje, além das lojas, a família do empresário é dona de shopping.
O núcleo duro de Júnior Friboi é composto de apenas três nomes: Rodrigo Terra, Marcelo Melo e Leandro Vilela.
Falar com Terra, Melo e Vilela é quase que dialogar diretamente com Friboi. Eles têm autoridade para falar em nome do empresário e pré-candidato do PMDB a governador de Goiás.
O deputado federal Roberto Balestra (PP) tem confidenciado que, assim como Ronaldo Caiado (DEM), está meio cansado da Câmara dos Deputados, onde está há mais de 20 anos. Por isso alguns de seus aliados avaliam que Balestra deve ser candidato a um cargo majoritário — como vice-governador ou senador.
O governador Marconi Perillo tem apreço pelo parlamentar dada sua lealdade. Em 2010, quando o deputado federal Sandes Júnior (PP) preferiu ficar ao lado do então governador Alcides Rodrigues e do então secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, Balestra desafiou o poder e ficou ao lado tucano-chefe.
Comentário generalizado: Magda Mofatto está atropelando no interior. Em Niquelândia, conquistou o apoio do ex-prefeito Ronan Batista e de sua mulher, Gracilene, que eram aliados históricos de Jovair Arantes.
Noutras cidades, como Morrinhos, a empresária está entrando de sola. Ela tem dito que, desta vez, não ficará como suplemente. Trabalha para obter mais de 100 mil votos.

