Bastidores
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Reinaldo Barreto[/caption]
O ex-secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia Reinaldo Barreto diz que seu sucessor, Cairo Peixoto, “caiu rápido porque subestimou publicamente o prefeito Paulo Garcia, que comanda a cidade há três anos, ao dizer que ele não tinha informação sobre a difícil situação financeira municipal. Freitas anunciou medidas que já estavam em andamento, como a criação do Cadin e o projeto de recebimento da dívida ativa, como se fossem iniciativas suas. É um boquirroto”.
Um petista, menos moderado do que Reinaldo Barreto, embora prefira o anonimato, chama o ex-secretário de “Parvo de Desfeitas”. “Na verdade, apresentado como o homem que sabia das coisas, Parvo está desatualizado, anacrônico. Ele parou no tempo. Não entendeu que os métodos modernos de gestão de finanças têm pouco a ver com aqueles que empregava na gestão de Darci Accorsi., há duas décadas.”
Não procede, porém, que Peixoto, o secretário-meteoro, estaria com depressão e tomando medicamentos controlados. Ele já estaria beirando os escritórios políticos de Júnior Friboi e de Vanderlan Cardoso.
O grupo de Henrique Tibúrcio, Miguel Cançado e Reinaldo Barreto, entre outros, não definiu o nome do candidato a presidente da OAB-Goiás, sugerindo que a eleição será realizada daqui a um ano.
Mesmo assim, a situação, o grupo OAB Forte, aposta nos seguintes nomes: Sebastião Macalé, Flávio Borges, Reginaldo Martins e Pedro Paulo Medeiros.
Diferentemente de Cairo Peixoto, o “Escorpião Plebeu” — no dizer de petistas —, o novo secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia, Jeovalter Correia, é, além de eficiente, discreto. O prefeito Paulo Garcia fez uma escolha decente e inteligente.
Jeovalter Correia trabalhou no governo de Marconi Perillo e, ao contrato de Cairo Peixoto, não criou problemas.
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Iris Araújo: a deputada é firme e pode não aceitar a composição com Friboi[/caption]
Costuma-se dizer que o ex-governador Iris Rezende é mais flexível e que a deputada federal Iris Araújo é mais radical. De fato, o ex-prefeito de Goiânia é mais tolerante, ouve mais e busca composições. A parlamentar é mais arrojada e, quando não gosta, não gosta mesmo e, se necessário, faz cara feia. A peemedebista, que deve disputar a reeleição, não gostou do fato de que Júnior Friboi atropelou Iris Rezende e que este não recebeu a solidariedade dos principais líderes do PMDB. Há aqueles que dizem que a resistência do peemedebismo a Iris Rezende é uma forma de rejeitar Iris Araújo. Puro pretexto. Há muito que grupos do partido queriam arrancar o ex-ministro do comando, mas faltavam-lhe tutano. Com a filiação de Júnior Friboi, que criou uma estrutura poderosa dentro do partido, praticamente tornando-o uma célula do friboizismo, aqueles que queriam afastar Iris criaram coragem.
Ao impedir a candidatura de Iris Rezende ao governo, o grupo de Friboi, do qual participam Maguito Vilela, Pedro Chaves, Marcelo Melo, reduziu sua força política. Mas o candidato precisa dos dois Iris. Portanto, Friboi vai trabalhar para que um dos Iris seja candidato a senador em sua chapa. Se não for o Rezende, poderá ser a Araújo.
Iris Araújo tem vontade de ser senadora, mas resta saber se o grupo vai aceitar aliar-se a Friboi, acolhendo uma postulação vista como consolação, ou se vai marcar presença, mostrando-se independente. Por ser empresário — e muitos empresários tendem a avaliar que tudo, no reino da mercadoria, está à venda —, Friboi avalia que será fácil dobrar os dois Iris. Não será.
O que Friboi quer, de fato, é Iris Rezende empenhado 100% em sua campanha. E sabe que se não estiver na chapa majoritária, ou se Iris Araújo não estiver, Iris pode até apoiá-lo, mas não será um apoio convicto, com forte presença
Um grupo de iristas não vai fazer alarde, mas vai trabalhar e votar no pré-candidato do PT a governador de Goiás, Antônio Gomide. Iristas dizem que Gomide, candidato leve, é visto como o “novo” e simboliza a “mudança”. Poderá ser o candidato do tostão contra o milhão (Júnior Friboi). Ideologicamente, os iristas estão distantes de Gomide. Mas a antipatia por Júnior Friboi é crescente. O empresário é visto como o político que levou peemedebistas históricos a traírem Iris Rezende. Durante anos, Goiânia ficou conhecida por sua limpeza e por suas ruas arborizadas. Agora, dada a cobertura da mídia nacional, está se tornando conhecida como “cidadão-lixão”. Não será fácil recuperar a boa imagem de outros tempos. Embora seja um político limpo, a própria imagem de Paulo Garcia está profundamente arranhada. Ele se tornou o Judas de uma cidade que não tem papas na língua. Há quem, inclusive, lamente não ter votado em Jovair Arantes (PTB), o candidato derrotado, em 2012, pelo petista.
Uma coisa é certa: o empresário Júnior Friboi está se tornando um político obstinado e duro. Instado a jogar a toalha, sob intensa pressão do irismo, não apenas não desistiu da luta e, como se fosse uma espécie de Roy Nelson — o lutador americano de MMA que nocauteou o brasileiro Minotauro —, jogou pesado e atropelou Iris Rezende. Derrotar Iris, praticamente aposentando o principal líder do PMDB — pelo menos em termos de disputa para o governo do Estado —, foi o primeiro grande trunfo de Friboi. Fica evidenciado que o empresário não tem medo de enfrentar políticos poderosos, com ampla história. Para seus aliados, foi uma prova de coragem. “Foi a primeira vez que Iris Rezende foi derrotado internamente e de maneira vexatória”, afirma um friboizista. “Júnior pediu para que, a partir de agora, tratemos Iris com carinho e respeito, com o objetivo de atrai-lo para a chapa majoritária, como candidato a senador”, acrescenta. Depois de derrotar Iris, Friboi e seus aliados acreditam que, com um trabalho de Hércules, será possível vencer Marconi Perillo. O problema é que os eleitores não compõem um exército de mercenários...
O que há de comum entre os deputados federais Sandro Mabel, do PMDB, e João Campos, do PSDB? Simples: ambos querem ser candidatos a prefeito de Goiânia, em 2016, mas possivelmente acabarão disputando a Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Mabel é católico e Campos é evangélico. Há dois cenários. Se o governador Marconi Perillo for reeleito, Campos será um candidato fortíssimo, com estrutura farta. No entanto, se Júnior Friboi for eleito, a estrutura será de Mabel. Este enfrenta um problema: em Aparecida, o vice-prefeito Ozair José, do PT, garante ter o apoio do prefeito Maguito Vilela, do PMDB, para disputar a prefeitura. Em Goiânia, o PMDB pode bancar Iris Rezende ou Agenor Mariano. João Campos não tem rival de porte em Aparecida, porém, se Marconi foi eleito, seu candidato a prefeito de Goiânia tende a ser o presidente da Agetop, Jayme Rincon, que, de avião como gestor, está se tornando um avião político.
Atravessando um bom momento político, com a recuperação da imagem e crescimento da popularidade, o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, voltou a sonhar com a política nacional. Se for reeleito este ano, Marconi vai trabalhar, dependendo do cenário, para disputar um mandato nacional. Se Aécio Neves, pré-candidato do PSDB a presidente da República, for eleito, em 5 de outubro, o tucano goiano tende a disputar mandato de senador em 2018. No entanto, se Aécio for derrotado, pretende colocar seu nome à disposição para ser candidato daqui a quatro anos. Se encontrar resistência no PSDB, Marconi poderá ser candidato a presidente pelo PSD de Gilberto Kassab.
Com 32 mil eleitores, Morrinhos costuma lançar vários candidatos a deputado estadual e, por isso, nenhum se elege. Este ano não deverá ser diferente. O prefeito Rogério Troncoso (PTB) deve bancar o vereador Aluzair Rosa, do PP, ou o vice-prefeito Tércio Menezes, do PPS. Aluzair é tido como carismático. Apesar da pressão do pré-candidato a governador pelo PMDB, Júnior Friboi, o peemedebista Tiago Mendonça decidiu não disputar mandato de deputado estadual. Por isso, Friboi deve bancar o vereador Wellington José de Souza (PMDB), o Tom do Supermercado. De fora, devem ter votos em Morrinhos Marquinho do Privê (PSDB), Chiquinho Oliveira (PHS) e Afrêni Gonçalves (PSDB).
Orientado por Iris Rezende (PMDB), o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), sempre rejeitou o apoio do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Com o problema do lixo acumulado nas ruas, o petista aceitou a ajuda do tucano. O governo do Estado vai ajudar a limpar a capital goiana. Mais: agindo como estadista, Marconi evitou a exploração política.
[relacionadas artigos="3158"] O PHS avalia que tem condições de eleger de 3 a 5 deputados estaduais na eleição de 5 de outubro deste ano. O presidente nacional do partido, Eduardo Machado, lista alguns nomes, mas acrescenta que poderia citar outros: “Nós temos 82 pré-candidatos”. Nomes dos favoritos: Jean Carlos, Marcelo Augusto, professor Dalson Borges, Chiquinho Oliveira, Capitão Wayne (ou major Belelli). “Nós vamos com chapa pura.”
O PHS aposta todas as suas fichas que vai eleger pelo menos um deputado federal nas eleições deste ano. “Como o cociente eleitoral deve ser de 162 mil votos, o partido tem condições de eleger pelo menos um parlamentar”, afirma seu presidente nacional, Eduardo Machado. [relacionadas artigos="3157"]
O PHS vai bancar pelo menos cinco candidatos que, juntos, têm condições de conquistar mais de 160 mil votos: Felipe Cortez, Edivaldo da Cosmed, Major Belelli (ou o Capitão Wayne), Eduardo Machado, Mauro Bento Filho.
“Nós vamos com chapa pura”, afirma Eduardo Machado. “Com a chapa pura, vamos eleger alguém do PHS, e não precisa ser eu. Ficarei contente se conseguirmos eleger um deputado federal, não importa o nome.”
O governador Marconi Perillo conversou demoradamente com o deputado federal Armando Vergílio, presidente do Solidariedade.
[relacionadas artigos="3188"]O tucano-chefe disse a Armando Vergílio que, independentemente das posições políticas de ambos, deveriam preservar a amizade.
A conversa foi extremamente cordial. Mas os dois não fecharam, pelo menos por enquanto, nenhum acordo político.
Líderes políticos de Goianésia dizem que o ex-prefeito Gilberto Naves vai disputar mandato de deputado estadual, atendendo convocação do pré-candidato a governador do PMDB, Júnior Friboi.
Na sexta-feira, 2, o Jornal Opção ouviu Frederico Jayme, um dos principais aliados de Gilberto. “Até onde sei, Gilberto não será candidato a deputado estadual.”
O prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira (PDT), hipotecará apoio a pelo menos três candidatos a deputado estadual. Porém, o nome de seu coração é do médico Túlio Sérvio.

