Bastidores
Outro friboizista afirma que aqueles que apoiam Júnior Friboi para governador, na disputa deste ano, admitem que Iris Rezende é fundamental como candidato a senador. Sem Iris, acredita-se, o empresário será o Titanic humano.
O friboizismo rejeita, porém, uma possível candidatura de Iris Araújo a senadora. “A deputada é muito rejeitada pelos deputados federais do PMDB.” Júnior Friboi nada tem contra a senadora, pois nunca disputou eleição em Goiás. Mas os parlamentares têm alto índice de rejeição pela peemedebista.
O pré-candidato do PMDB a governador de Goiás, Júnior Friboi, pode até não ter sorte no pleito, mas vai continuar convidando tanto Vanderlan Cardoso (PSB) quanto Antônio Gomide (PT) para ser o seu vice. O problema é que, com Vanderlan, não tem muita liga. Dois empresários na mesma chapa é avaliado como positivo. Já Gomide rejeita aliança com Friboi.
A chapa dos sonhos de Friboi é a seguinte: ele para governador, Gomide na vice e Iris para senador. Se não der, gostaria de pôr Gomide na vice (ou para senador) e Vanderlan Cardoso para senador (ou na vice). O problema é que Gomide e Vanderlan não querem saber do empresário.
O Entorno do Distrito Federal é a incógnita política de Goiás. No momento, a região não tem nenhum deputado federal, sobretudo porque, no período eleitoral, é praticamente invadida por candidatos de todos os lugares. O Entorno é visto, às vezes, como terra de ninguém — daí a invasão da legião estrangeira. O prefeito de Formosa, Itamar Barreto, apoia, para deputado federal, Thiago Peixoto, do PSD, e Sandes Júnior, do PP. Assim como outros prefeitos. Mas a eleição deste ano poderá ter outra configuração. Não será surpresa se, desta vez, o Entorno enviar três nomes para a Câmara dos Deputados. Não será fácil, mas também não é impossível, dado ao seu número de eleitores, a região emplacar no Congresso Nacional Célio Silveira, do PSDB, Marcelo Melo, do PMDB, e Gilvan Máximo, do PRB. Célio Silveira foi prefeito de Luziânia e, depois de oito anos de mandato, saiu desgastado. Mas seus primeiros quatro anos foram criativos e, por isso, há uma espécie de recall positivo. Ou relativamente positivo. Mais: a gestão de Cristóvão Tormin (PSD), de quem se esperava muito, melhorou, mas ainda deixa a desejar. E Tormin é um dos principais adversários — quase inimigos — de Silveira. Noutras palavras, Tormin está contribuindo, de maneira indireta, para restaurar a imagem do ex-prefeito. Percebendo as dificuldades no Entorno, Silveira não está trabalhando apenas na região. Ele terá votos outras regiões. O prefeito de Morrinhos, Rogério Troncoso, o apoia. Grupos políticos de Jaraguá também vão bancá-lo.
Pré-candidato a deputado estadual, o advogado Ernesto Roller (PMDB) é apontado com a principal estrela do Entorno do Distrito Federal. O eleitor de Formosa, que não o elegeu prefeito em 2012, parece que, arrependido de ter elegido Itamar Barreto — que está fracassando e não entusiasma mais nem seus aliados —, quer elegê-lo este ano. Roller, mesmo tendo amplo apoio da população, não se vangloria; pelo contrário, é humilde. “Quero ser eleito e vou trabalhar como um leão. Vou lutar por todos os votos”, afirma. De qualquer, Roller figura em qualquer listagem de favoritos para a Assembleia Legislativa. Até nas listas de seu arqui-inimigo Sebastião Monteiro Caroço.
O conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios Sebastião Caroço Monteiro respira política 24 horas por dia. Agora, impôs-se uma missão: trabalhar, full time, para tentar derrotar Ernesto Roller (PMDB), seu ex-aliado e ex-amigo que vai disputar mandato de deputado estadual. Para prejudicar Roller, Caroço pretende lançar vários candidatos por Formosa, como Argentina Martins (PSDB), Fabrício Paiva (PRTB), Nélio Marques (PSD) e Pedro Ivo (PP). Na verdade, o projeto número um do conselheiro não é eleger qualquer um dos citados, e sim tentar derrotar Roller.
O prefeito de Formosa, Itamar Barreto, é um político decente, não está roubando o Erário e tem um plano para incentivar o desenvolvimento do município. O problema é que, apesar de suas qualidades, o líder do PSD não consegue deslanchar. É como se, em um ano e quatro meses de mandato, o gestor não estivesse conseguindo sair do lugar. O resultado é que Formosa, antes uma cidade progressista, está estagnada. Uma coisa é certa: deixaram um abacaxi para o prefeito descascar — uma dívida monstruosa. Fica-se com a impressão de que um grupo de aliados torce e, nos bastidores, trabalha contra Itamar Barreto. A sorte de Itamar Barreto é que tem auxiliares competentes, como o secretário de Administração, Rodrigo Natividade. É provável que, em 2015, com o apoio do governador Marconi Perillo — claro que se este for reeleito —, o pessedista consiga dar a volta por cima.
Sobre o pré-candidato a governador pelo PMDB, Júnior Friboi, Roller é enfático: “Vai ser eleito governador. No Entorno do Distrito Federal, é forte o impacto de sua candidatura. Ele está animado e, no momento, trabalha para articular a unidade do partido. Júnior representa a renovação com estrutura”. Sobre Iris Rezende: “O ex-prefeito de Goiânia é nosso grande líder e deve ser candidato a senador. No PMDB, de Júnior a Maguito Vilela, todos querem Iris como postulante ao senador. Tanto que ninguém cogita outra hipótese. Não há outro candidato a senador”.
O crescimento de Aécio Neves, candidato do PSDB a presidente da República, e a queda da presidente Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto, podem empurrar alguns pré-candidatos do PT nos Estados para uma aliança com o PMDB. É a expectativa de Júnior Friboi. Júnior Friboi avalia que é muito difícil “retirar” a candidatura de Vanderlan Cardoso, dada a necessidade de um palanque para o presidenciável Eduardo Campos (PSB) em Goiás. Mas aposta suas fichas que pode “retirar” a candidatura de Antônio Gomide.
O conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios Sebastião Caroço Monteiro disse ao Jornal Opção, no Restaurante Cateretê, que o ex-prefeito de Formosa Pedro Ivo (PP) deve ser forte candidato a deputado estadual. Pedro Ivo foi prefeito de Formosa e saiu desgastado. Mas é tido como um político moderno e, moralmente, sério.
O friboizismo está conversando com líderes de cinco partidos pequenos e acredita que terá o apoio de pelo menos três. Além disso, aliados de Júnior Friboi apostam que, em busca de estrutura de campanha, alguns candidatos de partidos da base do governador Marconi Perillo vão apoiá-lo. Mas o tucano-chefe está fazendo um trabalho intenso para “segurar” seus aliados. O PEN está cada vez mais próximo de Friboi. As conversas entre os líderes do partido e líderes do PMDB estão adiantadas. Mas o PEN está dividido. Um grupo quer apoiar Friboi, apostando na sua estrutura, e outro grupo prefere ficar com o governador Marconi, mencionando que se trata de um vencedor.
De um peemedebista: “O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), deve apoiar Antônio Gomide (PT) para governador de Goiás e Iris Rezende (PMDB) para senador”. A ligação de Paulo Garcia com Iris Rezende é muito forte, praticamente filial. Iris tem aconselhado o petista a ser firme e a manter a autoridade acima de qualquer coisa.
A renovação na Câmara dos Deputados será uma das mais altas da história. Mas não necessariamente porque os deputados de Goiás que estão no exercício do mandato serão derrotados, e sim porque sete parlamentares não devem disputar a reeleição: Leonardo Vilela, Carlos Alberto Leréia, Vilmar Rocha, Sandro Mabel, Leandro Vilela, Armando Vergílio, Ronaldo Caiado. Com a desistência dos sete — dois devem disputar mandato de senador, Ronaldo Caiado e Vilmar Rocha —, crescem as chances de Eduardo Machado (PHS), delegado Waldir Soares (PSDB), Magda Mofatto (PR), Valdivino Oliveira (PSDB), Gilvan Máximo (PRB), Célio Silveira (PTB), Marcelo Melo (PMDB), Paulo do Valle (PMDB) e Alexandre Baldy (PSDB) Armando Vergílio ainda não definiu seu projeto. Cotado para compor Júnior Friboi, o deputado federal reaproximou-se do governador Marconi Perillo, mas ainda não definiu seu projeto.
Petistas estão impressionados com o fôlego do prefeito de Anápolis, João Gomes (PT). Sabe-se que o ex-prefeito Antônio Gomide (PT) é um workaholic assumidíssimo. Pensa em trabalho de manhã, à tarde e à noite. Quando dorme, sonha com trabalho. Pois João Gomes está seguindo o mesmo pique. O prefeito acorda cedo, fiscaliza as obras e verificar o que é preciso fazer no dia. Está indo muito bem — dizem populares, políticos e empresários. João Gomes será candidato à reeleição, em 2016, e, se continuar com o mesmo pique, dificilmente será derrotado. É certo que vai enfrentar uma pedreira, o empresário Alexandry Baldy, que, for eleito deputado federal este ano, chegará cacifado para a disputa da prefeitura.

