O Senado aprovou na manhã desta terça-feira, 10, decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que determina intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. Com a aprovação, a medida entra em vigor e vale até o dia 31 de janeiro de 2023.

A intervenção já estava implantada desde o último domingo, após decreto de Lula, mas ainda precisa ser aprovada na Câmara e no Senado. Na segunda-feira, 9, deputados já haviam aprovado o texto.

A votação foi realizada sem uso do painel eletrônico para contagem de votos, mas contou com oito posições contrárias. Votaram contra a medida os senadores Carlos Potinho (PL-RJ), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Zequinha Marinho (PL-PA), Carlos Viana (PL-MG), Eduardo Girão (Pode-CE), Flavio Bolsonaro (PL-RJ), Plinio Valério (PSDB-AM) e Styvenson Valentin (Pode-RN).

O decreto nomeia o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Garcia Cappelli, como interventor federal, responsável por dar fim ao “grave comprometimento da ordem pública no Estado no Distrito Federal, marcada por atos de violência e invasão de prédios públicos”.

Para isso, o interventor poderá contar com serviços e servidores das secretarias de Segurança Pública do DF, de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.