O porteiro Paulo Alberto da Silva Costa foi solto na noite desta sexta-feira, 12, após passar três anos preso no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro. O homem de 37 anos havia sido reconhecido em mais de 60 ações penais por conta de uma foto retirada de suas redes sociais que foi incluída no álbum e mural de suspeitos da Delegacia de Belford Roxo. O alvará de soltura foi emitido no início da noite e ele deixou a prisão às 22h.

Após ser solto, Costa não quis comentar sobre os erros da investigação que levou à sua prisão, mas afirmou que sofreu racismo nos reconhecimentos por foto. Em uma das ações penais, ele chegou a ser condenado pela Justiça do Rio a seis anos e oito meses de prisão. O Tribunal de Justiça do Rio ainda negou um recurso da defesa e aumentou a pena para oito anos, após pedido do Ministério Público.

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro alegou que a identidade visual do suspeito foi sendo construída ao longo da investigação. Além de ter sido reconhecido apenas por fotografia apresentada às vítimas junto a outras com indivíduos de características físicas diferentes. Por conta da situação, o caso chegou a parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Além do porteiro de 37 anos, o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) apontou que outros 62 casos seguiram o mesmo procedimento policial. Houve um reconhecimento fotográfico e depois as investigações foram encerradas, sem produção de outras provas.