Leandro Grass (PV), ex-deputado distrital que concorreu ao Governo do Distrito Federal em 2022, será presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O nome foi confirmado hoje,10, pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

Grass é filiado ao Partido Verde, professor, sociólogo e mestre em Desenvolvimento Sustentável e Gestor Cultural. O sociólogo integrou o governo de transição do presidente Lula (PT) na Coordenação do Grupo Técnico de Desenvolvimento Regional do Gabinete de Transição. Uma das funções no grupo foi levantar dados da gestão de Jair Bolsonaro (PL) e estabelecer metas para que fosse cumprida a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

Há alguns dias, servidores do instituto se manifestaram contra a indicação de qualquer político para o cargo. Eles chegaram a apresentar abaixo-assinado em que defendem a contratação de um técnico, como Andrey Schlee, professor da Universidade de Brasília (UnB) ou o arquiteto Leonardo Castriota, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Assim como outros órgãos de governo, o Iphan reclama da falta de recursos orçamentários e também de déficit no quadro de pessoal.

O Iphan é subordinado ao Ministério da Cultura. Entre as atribuições, estão proteger arquivos de interesse nacional sobre história e arte no Brasil, promover os bens culturais, cuidar do patrimônio edificado e da fiscalização de obras de restauração.