O delegado Andrei Rodrigues tomou posse como diretor-geral da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 10. Durante a cerimônia, ele afirmou que sua atuação será pautada pelo estrito cumprimento da lei. Ele acrescentou ainda que não permitirá interferências na corporação. “Não permitiremos que projetos pessoais, interferências ou pressões de agentes públicos, grupos ou holofotes da mídia pautem qualquer ação institucional. Absolutamente nenhum desvio de finalidade será tolerado”, disse.

Policial federal de carreira desde 2002, Rodrigues atuou como chefe da equipe de segurança do então candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e era cotado ainda durante a transição de governo para assumir o cargo. Ele assume o cargo deixado por Márcio Nunes de Oliveira, nomeado por Jair Bolsonaro em fevereiro de 2022.

Entre as autoridades presentes na cerimônia, estavam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes; o ministro da Justiça, Flávio Dino; a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; a ministra de Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego; o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Araújo Messias; além do senador Randolfe Rodrigues (Rede).

De acordo com o jornal Valor Econômico, o ministro Alexandre de Moraes reforçou o combate ao terrorismo após a destruição na Praça dos Três Poderes. “Temos de combater firmemente o terrorismo, as pessoas antidemocráticas, as pessoas que querem dar o golpe, que querem um regime de exceção. Não é possível conversar com essas pessoas de forma civilizada. Essas pessoas não são civilizadas”, destacou.

Moraes também criticou o fato de os suspeitos de atos terroristas reclamarem das condições da detenção. “Não achem esses terroristas, que até domingo faziam baderna e crimes, e agora reclamam porque estão presos, querendo que a prisão seja uma colônia de férias. Não achem que as instituições vão fraquejar”, afirmou.