O segundo dia de atividades na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dedicou tempo de discussão a um debate curioso: os deputados presentes passaram um bom tempo discutindo se a palavra “porra” é palavrão. O episódio teve início após o parlamentar Delegado Éder Mauro (PL-PA) usar a expressão.

“Querer pensar em colocar na cabeça do povo brasileiro que está nos assistindo que MST planta alguma coisa, que MST é produtor. Porra nenhuma. Não plantam nada”, declarou Éder. A partir daí, então, a discussão teve início.

Inicialmente, o deputado Paulão (PT-AL) pediu que o trecho fosse retirado dos anais, alegando não ser “prudente para a imagem da Câmara”. Logo em seguinda, o delegado respondeu à crítica, mencionando o verbete no dicionário.

“Quero dizer ao colega que procure no dicionário a palavra porra e me diga se é alguma coisa depreciativa. Que eu saiba é uma interjeição que causa espanto e simplesmente isso” disse. “Se ele me provar o contrário, aí o senhor pode tirar dos anais de quem quiser, mas por enquanto não.”

Segundo definição do dicionário Oxford, o verbete pode ser utilizado como “expressão de surpresa, espanto, dor ou aborrecimento”. No entanto, entre outros significados, o dicionário também menciona interpretações anotadas como “tabu”, em referência ao esperma, ou mesmo ao pênis.