Com a chegada do Carnaval, grande parte dos trabalhadores volta a preocupação para a escala de trabalho. Uma das maiores festas tradicionais do país movimenta milhões de pessoas nas ruas, seja nas cidades em que vivem ou em viagens para aproveitar o feriado prolongado. Tanto o uso de feriado, como prolongado, no entanto, pode não significar nada para muita gente, que está em empregos que exigem compromisso ao longo dos dias de festa.

Para muitos, a resposta definitiva sobre o tema pode ser surpresa. A verdade, porém, é que Carnaval não é feriado nacional, nos termos da lei. Por mais que a tradição trate a data dessa maneira, no calendário oficial de datas comemorativas do país, o Carnaval não está incluso como feriado. Dessa maneira, nenhum patrão é obrigado a dispensar os funcionários na data.

Apesar disso, existem locais do Brasil que determinam leis municipais ou estaduais a fim de decretar feriado durante a festa. É o caso, por exemplo, do estado do Rio de Janeiro, onde a terça-feira de Carnaval é declarada feriado estadual por meio da Lei 5243/2008.

Em regiões em que a data é feriado, o patrão ainda pode exigir a presença de funcionários. Nesse caso, o empregador deve oferecer uma folga a cada trabalhador que cumpriu expediente de feriado. Além disso, o pagamento referente à data deve ser dobrado.

Em locais em que o feriado não é oficial, o trabalhador que receber folga pode ser requisitado a compensar as horas não trabalhadas, usar saldo de banco de horas ou ter o desconto no calendário de férias. A negociação com o patrão não determina obrigação de compensação, mas pode passar pelo formato.

Nenhuma liberação, porém, pode ser refletida em desconto salarial referente aos dias não trabalhados. Por outro lado, funcionário que faltar durante o período, sem justificativa (como atestado médico, por exemplo), poderá sofrer com o desconto no pagamento.