Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid apontou que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) seria o comandante do “gabinete do ódio”. Ao mesmo tempo, ele também destacou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também tinha papel direto nos ataques contra as urnas eletrônicas e na disseminação das notícias falsas. As informações são do colunista Aguirre Talento, do portal UOL.

Composto por assessores do Palácio do Planalto, o grupo realizava publicações nas redes sociais com ataques às instituições democráticas e aos adversários políticos. Por exemplo, a ofensiva contra as urnas eletrônicas para trazer desconfianças durante a última eleição presidencial. Além de ataques contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao mesmo tempo, Cid também relatou que o ex-presidente estava diretamente envolvido nestas questões, o que corrobora com as suspeitas da Polícia Federal (PF). Anteriormente, agentes encontraram mensagens de Bolsonaro enviadas para o empresário Meyer Nigri, investigado por manter diálogos favoráveis ao golpe com outros empresários.

Além do “gabinete do ódio”, o tenente-coronel também relatou que Bolsonaro deu o aval para a venda de jóias doadas pelo governo da Arabia Saudita, segundo a jornalista Andréia Sadi, da Globonews. Além de contar que Michele e Eduardo Bolsonaro incentivaram o ex-presidente a tentar dar um golpe de Estado, conforme a coluna de Talento.

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